Exposições

Exposições: programação para os dias 16 a 22 de fevereiro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Maquete dos Estúdios Capelinha, de Carlos Alberto Maciel: projetos de arquitetos premiados estão na mostra Função em Justa Beleza

ÚLTIMA SEMANA

✪✪ DONA IZABEL E OUTROS CONTEMPORÂNEOS. Uma das maiores representantes da linguagem popular, a ceramista Izabel Mendes da Cunha, a dona Izabel, ganha mostra na galeria de arte do Sesc Palladium. A exposição traz cinco das famosas bonequinhas de barro da artista e doze obras de outros seis autores convidados. Completam a homenagem obras dos mineiros Yara Tupynambá, Erli Fantini, Bruno Amarante, Juliana Capibaribe, Lucas Dupin e Adel Souki, produzidas especialmente para a mostra. Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até domingo (24).

✪✪ JOSÉ PAULO. Prorrogada a visita à instalação Inventário/Argila, na galeria da Funarte. O artista José Paulo realizou pesquisas em olarias de cerâmica popular e conversou com artistas de Belo Horizonte e seus arredores. Na mostra ele apresenta centenas de peças de argila que, ao longo do período de exposição, serão postas em contato com a água e perderão sua forma original. Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até quinta (21).

SOLANGE PESSOA. Prorrogada a mostra da artista na galeria Manoel Macedo. Por meio de objetos, instalações, performances, happenings, desenhos e vídeos, Solange Pessoa apresenta ao público sua visão poética de temas ligados à natureza e à relação do homem com a paisagem. Manoel Macedo Galeria de Arte. Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates, ☎ 3411-1012. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até este sábado (16).

EM CARTAZ

ANTROPOLOGIA LOCAL PARA FORMAR UMA TOPOGRAFIA SAGRADA. Gabriel Nast e os irmãos Dagson e Haisson já realizavam trabalhos em grafite pela cidade e haviam exibido suas obras em mostras individuais e coletivas pelo país. No curso, que durou quatro anos, eles estudaram nomes, obras e movimentos importantes da história da arte que influenciaram suas criações. O professor Rafael Perpétuo percebeu confluências na linguagem e na temática dos três alunos e selecionou séries de telas, desenhos, esculturas e cadernos de anotações para ser exibidos. Para Perpétuo, os trabalhos do trio ocupam um lugar entre o grafite e a arte contemporânea e são "obras abertas, em processo". Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 3 de março.

✪✪ BELO HORIZONTE F.C. - TRAJETÓRIAS DO FUTEBOL NA CAPITAL MINEIRA. Esta é para os apaixonados pelo universo do futebol. Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, de arquivos de times profissionais e amadores, dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados fatos que vão desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a recente reforma do Mineirão. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de agosto.

✪✪ O CASARÃO  - DA FAZENDA AO MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE. O andar térreo do casarão centenário da Avenida Prudente de Morais exibe nova exposição do acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. Desta vez, a própria edificação é o tema. Fotos, objetos e documentos narram as transformações sofridas pela casa desde a época em que era sede da Fazenda Velha do Leitão, no século XIX, até sua inauguração como museu, em 1943. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até maio.

✪✪ FERNANDO PACHECO. "Vem da sala de linotipos a doce música mecânica." No verso final de seu Poema do Jornal, Carlos Drummond de Andrade descreve com lirismo o ofício jornalístico. Ex-funcionário da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, o poeta itabirano inspirou o painel Doce Música Mecânica, que o artista Fernando Pacheco criou para as comemorações dos 120 anos da instituição. O trabalho do pintor homenageia não só a história da imprensa mineira, mas os personagens e os cenários das letras no estado. Em destaque, de terno azul no centro da tela, ele retratou o escritor e idealizador do Suplemento Literário, Murilo Rubião. Ao seu lado, quatro rostos estilizados representam "os quatro cavaleiros do apocalipse", os também jornalistas e escritores Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino. O painel é permanente e foi instalado na antessala da galeria de arte, que exibe uma série de doze pinturas de Pacheco intitulada Alguma Pintura - A Cor da Palavra. Galeria de Arte da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. Avenida Augusto de Lima, 270, Centro, ☎ 3237-3547. Segunda a sexta, das 9h30 às 17h30. Grátis. Até 8 de março.

✪✪✪ FUNÇÃO EM JUSTA BELEZA: IVAR SIEWERS + ARQUITETURAS. Essa dica é para arquitetos, designers ou entusiastas da área. A arquiteta e curadora da Grampo Galeria, Manoela Beneti, organizou uma mostra em homenagem a Ivar Siewers. O premiado arquiteto e designer paulistano radicado em Belo Horizonte é conhecido pelo uso racional de materiais em suas peças de mobiliário. Além de trabalhos de Siewers, estão expostos projetos de residências que também primam pela utilização consciente de recursos. Entre os nomes selecionados estão o da carioca Carla Juaçaba e os dos mineiros Carlos Alberto Maciel e Juliana Barros. No espaço da galeria funciona ainda o escritório de Manoela, que está sempre à disposição para percorrer a mostra com os visitantes. Grampo Galeria. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4674. Terça a sexta, 15h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 28.

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até março estarão expostos no Memorial Minas Gerais - Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais - Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até 1º de março.

INHOTIM. O complexo museo­lógico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 700 obras, o rico acervo está organizado em mostras permanentes e temporárias. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. No ano passado, foram inaugurados dois pavilhões permanentes, duas obras externas e uma nova mostra coletiva na Galeria Mata. O artista pernambucano Tunga ganhou uma imponente galeria individual para abrigar oito de suas mais relevantes instalações, e a carioca Lygia Pape (1927-2004) teve um edifício especialmente construí­do para sua impactante obra Tteia, Nº 1, C. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440. Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. a dom.). Utilização de carrinho elétrico: R$ 15,00 por pessoa.

✪✪ LUCIANO CALDERÓN. A convite do Verão Arte Contemporânea (VAC), o artista de rua suíço-boliviano Luciano Calderón realizou uma live paint entre os dias 10 e 12 de janeiro. O público pode conferir o resultado do trabalho em uma grande tela suspensa instalada no foyer do Sesc Palladium. Foyer do Sesc Palladium. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3279-1500. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 24 de março.

MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS. O acervo permanente do museu merece uma demorada e atenta visita. Cerca de 2 300 peças, como utensílios de cozinha, ferramentas e maquinários rústicos, representam vários ofícios e profissões dos séculos passados. A extensa coleção exibe itens curiosos, como uma arcaica cadeira de dentista, balanças de precisão utilizadas por ourives e rodas de fiar manejadas por tecelões. Inaugurado em 2005 na Estação Central do metrô de Belo Horizonte, o museu compreende os dois prédios centenários, interligados por um túnel subterrâneo. Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro, ☎ 3248-8600. → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis (qua. e qui., 17h às 21h; sáb.); R$ 4,00.

✪✪ 1ª MOSTRA DE FOTOJORNALISMO MINEIRO. A Galeria 2 do Oi Futuro exibe 69 imagens publicadas em 2012 pelos jornais Estado de Minas, Hoje em Dia, Metro e O Tempo. São registros de casos policiais, do drama causado pelas enchentes, dos bastidores da política, e, principalmente, do cotidiano da capital. A seleção das fotos foi feita, com a ajuda dos editores de cada veículo, pelo fotógrafo e professor da PUC Minas Eugênio Sávio. Ele conta que, além de uma oportunidade de ver belas imagens de Belo Horizonte, a mostra é uma forma de homenagear o ofício dos fotojornalistas. Oi Futuro - Galeria 2. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 31 de março.

NARRATIVAS DO SAMBA E DO CARNAVAL EM BELO HORIZONTE. Nem só de bares e pães de queijo é feita a capital mineira. Há quem diga, ou melhor, quem prove documentalmente que a cidade também tem tradição no samba. Em cartaz no Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), a mostra traz dezenas de fotografias, vídeos, documentos e recortes de jornal que contam a história do ritmo e da folia nas bandas de cá. A curadoria é do pesquisador Marcos Maia, que usou o tema em seu trabalho de conclusão do curso de história na UFMG, em 1999. Ele pesquisou documentos, jornais, revistas e programas de rádio, além de acervos do MHAB e do Centro de Referência Audiovisual (CRAV). O material serviu de base para o documentário Roda (Carla Maia e Raquel Junqueira, 2011, 70min), sobre a velha-guarda mineira. No ano passado, Maia resolveu exibir a proveitosa coleta de dados. Entre as peças expostas estão fotografias do acervo pessoal do compositor Mestre Conga, notícias sobre o Carnaval na Rua da Bahia em 1897, ano de fundação da cidade e registros das primeiras escolas de samba, como a Unidos de Monte Castelo. Há também uma reportagem escrita em 1935 pelo próprio historiador Abílio Barreto para o jornal Estado de Minas. A montagem não segue uma cronologia rigorosa, mas abrange as festividades desde o fim do século XIX até os dias de hoje. Os bloquinhos de rua que agitaram os foliões em 2012, por exemplo, estão devidamente representados em cliques das fotógrafas Flávia Mafra e Flora Rajão. O gosto pelo assunto foi tanto que Marcos Maia pretende lançar no primeiro semestre do ano que vem o documentário O Samba da Minha Serra, dirigido por ele. Museu Histórico Abílio Barreto - Foyer do Edifício Sede. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 1º de abril.

✪✪✪✪ 30ª BIENAL DE SÃO PAULO - A IMINÊNCIA DAS POÉTICAS - SELEÇÃO DE OBRAS. Todas as galerias do Palácio das Artes e o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, na Avenida Afonso Pena, abrigam trabalhos exibidos na bienal. Das cerca de 3 000 obras expostas em São Paulo, 270 desembarcaram em Belo Horizonte. Foram selecionados alguns dos trabalhos mais comentados da mostra, como a instalação do brasileiro Arthur Bispo do Rosário (leia em Veja BH Recomenda na pág. 4), a performance do taiwanês Tehching Hsieh e a série do fotógrafo alemão August Sander. O trabalho do performer taiwanês, cuja montagem cuidadosa ocupava uma grande sala no Pavilhão da Bienal, foi reduzido a um vídeo exibido em um pequeno monitor e uma mesa expositora com os "certificados" das ações. As obras são organizadas em forma de "constelação", ou seja, estão próximos fisicamente trios e quartetos de artistas cuja temática ou linguagem se assemelham. Essa escolha da curadoria torna a visita agradável e, apesar das reduções inerentes ao recorte, imperdível. Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 17 de março.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE