Exposições

Exposições: programação para os dias 17 a 23 de novembro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Pedro de Moraes
(Foto: Redação VejaBH)

Manoel Bandeira, Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes: Pedro de Moraes apresenta cliques do pai ilustre

ESTREIAS SÉRGIO TELLES. Reconhecido internacionalmente e tido com um dos expoentes da pintura no país, o artista plástico carioca ganha mostra na galeria Errol Flynn. Em cores e pinceladas de intensidade fovista, Telles retratou paisagens de Ouro Preto, Mariana, Diamantina e de países que visitou, como Portugal, França, Tunísia e Líbano. A exposição exibe nove aquarelas e 37 pinturas. Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi ☎ 3318-3830. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 8 de dezembro. A partir de sexta (23).

PEDRO DE MORAES. Vinicius de Moraes, que completaria 100 anos em 2013, é homenageado pelo filho na mostra Os Amigos de Meu Pai. Trinta imagens capturadas por Pedro de Moraes mostram "o poetinha", como era conhecido, em encontros com alguns amigos ilustres, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Pixinguinha, Cartola, Edu Lobo, Maria Bethânia e Nara Leão. Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, Sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 21 de dezembro. A partir de sexta (23).

VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. A mostra de ex-alunos ilustres de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) volta ao cartaz, agora na galeria de arte do BDMG Cultural. As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração do centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 30 de dezembro. A partir de quarta (21).

VIVA ELIS. Leia em Veja BH Recomenda. Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima — Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro ☎ 3236-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 6 de janeiro de 2013. A partir de terça (20).

ÚLTIMA SEMANA ARTE NAS GERAIS. Para comemorar seus treze anos, a Galeria Beatriz Abi-Acl apresenta uma coletiva de catorze artistas. Entre eles, os mineiros Abreuvalle, Marcelo AB, Mauro Silper, a famosa muralista Yara Tupynambá e a própria Beatriz Abi-Acl. Nas telas, paisagens bucólicas, composições abstratas, cenas do cotidiano e naturezas-mortas. Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl. Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, ☎ 3291-2101. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 13h. Até sábado (24).

✪✪✪ ENTRE SILÊNCIO E PAISAGEM. Não é difícil notar que a paisagem urbana sempre inspirou pintores, fotógrafos, músicos e escritores por todo o mundo. Dois artistas plásticos mineiros, Elenir Tavares e Daniel Neto, expõem visões, de certa forma, complementares de Belo Horizonte em mostra na Galeria de Arte Copasa. Elenir pinta uma cidade iluminada, solar e cheia de edificações na série Paisagens Construídas. Além de prédios residenciais anônimos, é possível identificar detalhes de alguns imóveis famosos, como as curvas do Edifício Niemeyer e a fachada do Palácio das Artes. Já a obra de Daniel é mais soturna. Além de artista plástico por formação, ele é soldado da Polícia Militar e sentinela do Palácio da Liberdade. Daí o interesse pela luz noturna e a intimidade com ela. A opção por trabalhar com preto e giz branco ajuda a acentuar os contrastes entre as luminárias e a escuridão das ruas. Na série Trajetos Noturnos, ele retrata cenários marginalizados da cidade. Estão lá, por exemplo, o Viaduto da Floresta e a calçada da Praça da Estação. Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até este domingo (18).

POP E POPULAR. A coletiva da galeria Lemos de Sá reúne os trabalhos de Deneir Martins, Edmilson Nunes, Felipe Barbosa, Jorge Fonseca, Marcone Moreira, Marcos Cardoso e Raimundo Rodriguez. Como moradores de áreas periféricas de grandes cidades brasileiras, os artistas suscitam a tensão entre arte popular e arte erudita. Materiais como madeira, alumínio e papel dão forma a elementos do cotidiano como balões e piões. Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993 → Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 14h. Até quinta (22).

EM CARTAZ

AGNALDO PINHO. A galeria Casa Lima d'Artes inaugura a mostra Pinturas para um Fundo Branco, do artista mineiro Agnaldo Pinho. Mais conhecido por seu trabalho como bonequeiro, Pinho apresenta agora uma série de pinturas em placas de madeira. A paleta de cores é terrosa e sóbria, e as manchas de cor foram organizadas à la Mondrian. Casa Lima d'Artes. Rua Lima Duarte, 86, Carlos Prates, ☎ 3462-4324. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 14h. Até dia 30.

✪✪ BELO HORIZONTE F.C. — TRAJETÓRIAS DO FUTEBOL NA CAPITAL MINEIRA. Esta é para os apaixonados pelo universo do futebol. Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, de arquivos de times profissionais e amadores e dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados fatos que vão desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a atual reforma do Mineirão. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268 → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de agosto de 2013.

✪✪✪ A CASA E A CI­DADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato do cotidiano na capital. No 2º andar da sede centenária, estão pen­tea­dei­ras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente cairão na gargalhada e os adultos vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até o dia 30 estarão expostos no Memorial Minas Gerais — Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ MIGUEL GONTIJO. A mostra Miguel e o Ornitorrinco traz desenhos e pinturas inspirados no livro Kant e o Ornitorrinco, do italiano Umberto Eco. O filósofo alemão e o desajeitado mamífero não têm de fato nada em comum. É justamente da construção de significados, da linguagem e das habilidades cognitivas humanas que tratam as obras de Eco e Gontijo. Os trabalhos do pintor sugerem o caos, a desordem e até certa dose de agressividade pela maneira como alguns símbolos são justapostos. Na metalinguística obra Brinquedo Proibido, por exemplo, as referências a alguns ícones das artes visuais são claras. É Pablo Picasso quem segura a sombrinha que abriga uma figura feminina recortada de sua própria tela, Guernica. Ao fundo, junto com outros elementos, pode-se identificar ainda um detalhe da emblemática A Grande Onda de Kanagawa, do artista japonês Katsushika Hokusai. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 7 de janeiro de 2013.

✪✪✪ MUSEU REVELADO. Após passar por uma série de reformas no mês passado, o Museu de Arte da Pampulha (MAP) exibe um recorte do próprio acervo. Das 1 600 peças da coleção, setenta foram escolhidas para integrar a mostra Museu Revelado. Preciosidades como telas de Alberto da Veiga Guignard e trabalhos de Alfredo Volpi e Oswaldo Goeldi ganharam lugar de destaque no mezanino do MAP. A Coleção Assis Chateaubriand, exibida integralmente pela primeira vez na cidade foi organizada em uma estreita saleta também no mezanino. Assim como havia feito para o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o empresário e jornalista cedeu ao MAP parte de seu acervo. Entre as dezesseis obras doadas, há um desenho inédito de Guignard e uma tela pintada por Winston Churchill, o primeiro-ministro inglês à época da II Guerra. A mostra se estende para o outro lado da Lagoa da Pampulha. Na Casa do Baile, foram instalados trabalhos de artistas contemporâneos, que abordam temas ligados à arquitetura e ao design. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946 → Terça a domingo, 9h às 18h. Casa do Baile. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha,☎ 3277-7443 → Terça a domingo, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de fevereiro de 2013.

✪✪✪ NUNO RAMOS. O celebrado artista visual paulistano monta pela primeira vez a ousada mostra ai, pareciam eternas! (3 lamas). Em julho, parte do chão da Celma Albuquerque Galeria de Arte começou a ser escavada para receber as obras. Construídas em escala real, as edificações que representam três casas em que o artista morou (a da mãe, a da avó e a do primeiro casamento) parecem afundar na lama. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Até 22 de dezembro.

✪✪✪ RONALDO FRAGA. O tão aguardado livro Caderno de Roupas, Memórias e Croquis, do estilista mineiro, ainda não saiu, mas a exposição homônima já foi aberta. Nove ambientes abrigam instalações, croquis, material gráfico, vídeos e roupas de 35 coleções desenhadas por Fraga. Um dos espaços homenageia a coleção Costela de Adão, de 2003, cuja inspiração era o artesanato de cerâmica do Vale do Jequitinhonha. É uma oportunidade para conhecer o processo criativo do estilista e perceber como as cores, os costumes e as histórias do povo brasileiro serviram de inspiração para várias coleções. Também estão expostos objetos, fotos de arquivo pessoal e imagens de nomes da literatura, da música e das artes vi­suais que são referência em seus trabalhos. A mostra está montada no antigo Palácio dos Despachos, futura sede da Casa Fiat de Cultura. Palácio dos Despachos. Praça José Mendes Júnior, s/nº, Funcionários, ☎ 3239-2014. Terça a sábado, 10h às 21h; domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 9 de dezembro.

✪✪ UM DIA NA PRAÇA. Registros do cotidiano na Praça da Liberdade são o tema da mostra, em cartaz no Memorial Minas Gerais — Vale. A proposta é retratar um dos mais famosos cartões-postais da cidade de forma mais poética e livre. Durante um dia inteiro, o espaço foi fotografado pelos profissionais André Luppi, Elmo Alves, Marcos Toledo, Nereu Jr., Pauline Pepe, Ronaldo Almeida, Sérgio Castro, Tibério França, Tina Carvalhaes e Walmir Monteiro. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3309-1117 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até dia 30.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE