Exposições

Exposições: programação para os dias 26 de janeiro a 01 de fevereiro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Cadeira de Ivar Siewers: móveis do designer e projetos premiados de outros profissionais compõem a mostra Função em Justa Beleza

ÚLTIMA SEMANA

✪✪ ALEXANDRE RATO. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard da Uemg, Alexandre já é conhecido na cena artística de Belo Horizonte. Na mostra O Olhar Pode Ter uma Camada Mais Espessa que a Pintura, ele apresenta uma série vibrante de vinte retratos que tentam captar o máximo de características psicológicas dos modelos. Biblioteca Pública Estadual - Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães. Praça da Liberdade, 21, Funcionários, ☎ 3269-1204. De segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; sábado, das 8h às 12h. Até quinta (31).

AUGUSTO FONSECA E NERINO DE CAMPOS. Nerino é belo-horizontino, mas morou vinte anos no Rio de Janeiro. De volta à cidade natal, ele concluiu o curso de artes visuais na Escola Guignard da Uemg e montou um modesto ateliê na pequena cidade de Altamira, a 80 quilômetros da capital. Na tranquilidade do interior, teve tempo e condições para produzir a série de setenta pinturas intitulada Pequenos Formatos, Grandes Formas. Para o artista, suas obras não têm um conceito bem determinado. "Eu vou pintando sem planejar, pensando no caos e na confusão que é viver a vida. Uma hora eu sinto que a tela está pronta", explica. Seus quadros em pequeno formato mostram rostos e figuras humanas dispersos em uma profusão de manchas escuras e vibrantes que preenchem toda a tela. O trabalho de Augusto Fonseca é visualmente contrastante com o de Nerino. Graduado em artes plásticas pela Escola de Belas Artes da UFMG, o jovem artista exibe a série quando penso ter razão. A sequência de delicadas aquarelas retrata cabeças humanas se rompendo e assumindo novas formas. Com linguagens diferentes, os pintores se aproximam pela eterna angústia humana em entender a própria existência. Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até quinta (31).

✪✪ DOMINGOS MAZZILLI. O prédio anexo à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa recebe a instalação [im]penetráveis #1, de Mazzilli. Ao som de radionovelas, o visitante pode caminhar entre uma coleção de setenta camisolas de cetim, seda e musselina que datam das décadas de 40 a 60. Uma das intenções do trabalho é reacender a discussão sobre o papel social das mulheres no século XX. Anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Passarela Cultural. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Lourdes, ☎ 3269-1204. Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Até quinta (31).

ÉDER SANTOS. O belo-horizontino Éder Santos é um dos expoentes da videoarte no Brasil. Até o fim do mês, um de seus trabalhos mais recentes poderá ser visto nos muros do Museu de Arte da Pampulha (MAP). A instalação Galeria das Almas III consiste na projeção de imagens de nuvens em escalas diferentes. De terça a domingo, sempre a partir das 19h, os projetores de alta definição são sincronizados e transformam a fachada do MAP e os fundos do auditório em duas grandes telas azuis e brancas. A instalação acontece simultaneamente à mostra Museu Revelado, que expõe parte do importante acervo de arte moderna e contemporânea da instituição. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, às 19h. Grátis. Até quinta (31).

✪✪ FOLASHADE OGUNLADE. O nome da artista é mesmo difícil de pronunciar. A jovem Folashade nasceu na Nigéria e é representante da cultura iorubá, uma das etnias do heterogêneo continente africano. No Museu Inimá de Paula, ela apresenta vinte telas e esculturas que resultaram de sua residência artística pela Òwiwi - Galeria de Arte Afrikana, localizada no Carlos Prates. Intitulada Òwiwi Meji - Dois Olhares, a exposição individual de Folashade apresenta as impressões da nigeriana sobre o Brasil. Uma marca da coleção é a presença de máscaras africanas seja nas telas, seja em uma escultura. A visita vale não tanto pelo resultado estético (que não impressiona), mas principalmente pelo esforço dos representantes iorubás em divulgar a produção artística africana, que ocupa com tão pouca frequência e visibilidade os espaços de exposição da cidade. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até quarta (30).

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Prorrogada a retrospectiva dos trabalhos de Guto Muniz no Memorial Minas Gerais - Vale. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Estão expostos cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais - Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até quinta (31).

✪✪ JOSÉ PAULO. O artista plástico exibe a instalação Inventário/Argila na galeria da Funarte. José Paulo realizou pesquisas em olarias de cerâmica popular e conversou com artistas de Belo Horizonte e seus arredores. Na mostra ele apresenta centenas de peças em argila que, ao longo do período de exposição, serão postas em contato com a água e perderão sua forma original. Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até quinta (31).

EM CARTAZ

✪✪ BELO HORIZONTE F.C. - TRAJETÓRIAS DO FUTEBOL NA CAPITAL MINEIRA. Esta é para os apaixonados pelo universo do futebol. Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, de arquivos de times profissionais e amadores, dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados fatos que vão desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a atual reforma do Mineirão. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de agosto.

✪✪ O CASARÃO  - DA FAZENDA AO MUSEU HISTÓRICO DA CIDADE. O andar térreo do casarão centenário exibe nova exposição do acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. Desta vez, a própria edificação é o tema. Fotos, objetos e documentos narram as transformações sofridas pela casa desde a época em que era sede da Fazenda Velha do Leitão, no século XIX, até sua inauguração como museu, em 1943. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até maio.

 ✪✪ DONA IZABEL E OUTROS CONTEMPORÂNEOS. Uma das maiores representantes da linguagem popular, a ceramista Izabel Mendes da Cunha, a dona Izabel, ganha mostra na galeria de arte do Sesc Palladium. A exposição traz cinco das famosas bonequinhas de barro da artista e doze obras de outros seis autores convidados. Completam a homenagem obras dos mineiros Yara Tupynambá, Erli Fantini, Bruno Amarante, Juliana Capibaribe, Lucas Dupin e Adel Souki, produzidas especialmente para a mostra. Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 24 de fevereiro.

✪✪✪ FUNÇÃO EM JUSTA BELEZA: IVAR SIEWERS + ARQUITETURAS. Essa dica é para arquitetos, designers ou entusiastas da área. A arquiteta e curadora da Grampo Galeria, Manoela Beneti, organizou uma mostra em homenagem a Ivar Siewers. O premiado arquiteto e designer paulistano radicado em Belo Horizonte é conhecido pelo uso racional de materiais em suas peças de mobiliário. Além de trabalhos de Siewers, estão expostos projetos de residências que também primam pela utilização consciente de recursos. Entre os nomes selecionados estão o da carioca Carla Juaçaba e os dos mineiros Carlos Alberto Maciel e Juliana Barros. No espaço da galeria funciona ainda o escritório de Manoela, que está sempre à disposição para percorrer a mostra com os visitantes. Grampo Galeria. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4674. Terça a sexta, 15h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até 28 de fevereiro.

INHOTIM. O complexo museológico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 700 obras, o rico acervo de Inhotim está organizado em mostras permanentes e temporárias. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. No ano passado, foram inaugurados dois pavilhões permanentes, duas obras externas e uma nova mostra coletiva na Galeria Mata. O artista pernambucano Tunga ganhou uma imponente galeria individual para abrigar oito de suas mais relevantes instalações, e a carioca Lygia Pape (1927-2004) teve um edifício especialmente construído para sua impactante obra Tteia, Nº 1, C. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440. Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. a dom.). Utilização de carrinho elétrico: R$ 15,00 por pessoa.

LUCIANO CALDERÓN. A convite do Verão Arte Contemporânea (VAC), o artista de rua suíço-boliviano Luciano Calderón realizou uma live paint entre os dias 10 e 12 de janeiro. O público pode conferir o resultado do trabalho em uma grande tela suspensa instalada no foyer do Sesc Palladium. Foyer do Sesc Palladium. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro,☎ 3279-1500. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 24 de março.

✪✪✪ MUSEU REVELADO. Após uma série de reformas no ano passado, o Museu de Arte da Pampulha (MAP) exibe um recorte do próprio acervo. Das 1 600 peças da coleção, setenta foram escolhidas para integrar a mostra Museu Revelado. Preciosidades como telas de Alberto da Veiga Guignard e trabalhos de Alfredo Volpi e Oswaldo Goeldi ganharam lugar de destaque no mezanino do MAP. A Coleção Assis Chateaubriand, exibida integralmente pela primeira vez na cidade, foi organizada em uma estreita saleta também no mezanino. Assim como havia feito para o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o empresário e jornalista cedeu ao MAP parte de seu acervo. Entre as dezesseis obras doadas, há um desenho inédito de Guignard e uma tela pintada por Winston Churchill, o primeiro-ministro inglês à época da II Guerra. A mostra se estende para o outro lado da Lagoa da Pampulha. Na Casa do Baile, foram instalados trabalhos de artistas contemporâneos que abordam temas ligados à arquitetura e ao design. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. → Terça a domingo, 9h às 18h. Casa do Baile. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, ☎ 3277-7443. → Terça a domingo, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de fevereiro.

1ª MOSTRA DE FOTOJORNALISMO MINEIRO. A Galeria 2 do Oi Futuro exibe 69 imagens publicadas em 2012 pelos jornais Estado de Minas, Hoje em Dia, Metro e O Tempo. São registros de casos policiais, do drama causado pelas enchentes, dos bastidores da política, e, principalmente, do cotidiano da capital. A seleção das fotos foi feita, com a ajuda dos editores de cada veículo, pelo fotógrafo e professor da PUC Minas Eugênio Sávio. Ele conta que, além de uma oportunidade de ver belas imagens de Belo Horizonte, a mostra é uma forma de homenagear o ofício dos fotojornalistas. Oi Futuro - Galeria 2. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 31 de março.

✪✪✪✪ 30ª BIENAL DE SÃO PAULO - A IMINÊNCIA DAS POÉTICAS - SELEÇÃO DE OBRAS. Todas as galerias do Palácio das Artes e o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, na Avenida Afonso Pena, abrigam trabalhos exibidos em um dos maiores eventos de arte contemporânea do mundo. Das cerca de 3 000 obras expostas no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, 270 desembarcaram em Belo Horizonte, a primeira cidade a recebê-las. Foram selecionados alguns dos trabalhos mais comentados da mostra, como a instalação do brasileiro Arthur Bispo do Rosário, a performance do taiwanês Tehching Hsieh e a série do fotógrafo alemão August Sander. A extensa obra de Sander, mesmo adaptada às modestas dimensões do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, ainda impressiona. Já o trabalho do performer taiwanês, cuja montagem cuidadosa ocupava uma grande sala no Pavilhão da Bienal, foi reduzido a um vídeo exibido em um pequeno monitor e uma mesa expositora com os "certificados" das ações. A organização das obras está feita em forma de "constelação", ou seja, estão próximos fisicamente trios e quartetos de artistas cuja temática ou linguagem se assemelham. Essa escolha da curadoria torna a visita agradável e, apesar das reduções inerentes ao recorte, imperdível. Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 17 de março.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE