Exposição

Exposições: programação para os dias 27 de outubro a 02 de novembro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Tela sem título de José Maria Ribeiro: a coletiva Arte nas Gerais segue na galeria Beatriz Abi-Acl até dia 24

ESTREIA POP E POPULAR. A nova mostra coletiva da galeria Lemos de Sá reúne os trabalhos de Deneir Martins, Edmilson Nunes, Felipe Barbosa, Jorge Fonseca, Marcone Moreira, Marcos Cardoso e Raimundo Rodriguez. Como moradores de áreas periféricas de grandes cidades brasileiras, os artistas suscitam a tensão entre arte popular e arte erudita. Materiais como madeira, alumínio e papel dão forma a elementos do cotidiano como balões e piões. Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993 → Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 14h. Até 22 de novembro. A partir deste sábado (27).

ÚLTIMA SEMANA ✪✪✪✪ ANTANAS SUTKUS — UM OLHAR LIVRE. Estão em Belo Horizonte pela primeira vez 120 retratos de um dos mais importantes fotógrafos do século XX. Aos 73 anos, o lituano Antanas Sut­kus ganha retrospectiva no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Estão expostas imagens da vida cotidiana na União Soviética (da qual a Lituânia fazia parte) dos anos 50 aos 90. Sutkus abordou com delicadeza e certa intimidade cenas comuns de sua terra. Um dos exemplos mais famosos é a premiada foto Pioneiro, que mostra um melancólico menino. Segundo o curador, Luiz Gustavo Carvalho, também são evidentes na produção de Sutkus reflexos de sua biografia. Por ter sido criado pelos avós no meio rural, ele registra com ternura pessoas idosas e camponeses. Outra preciosidade, que surgiu do seu acervo de quase 1 milhão de negativos, é uma série de fotografias da visita dos filósofos Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir à Lituânia, em 1965. Essa sequência de imagens ganhou lugar de destaque no mezanino da galeria. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até domingo (4).

DESIGN DE CARROS NO BRASIL — BIENAL BRASILEIRA DE DESIGN. Estão expostas obras de quatro importantes artistas brasileiros: Regina Silveira, Cao Guimarães, Cris Bierrenbach e Máximo Soalheiro. Projetos automobilísticos, instalações e vídeos provocam a discussão sobre o controverso limite entre arte e design. Apesar de trabalharem com criação visual, como artistas tradicionais, os designers se baseiam em critérios mais objetivos, como funcionalidade, inovação tecnológica, responsabilidade social e sustentabilidade. A mostra traça ainda uma linha do tempo do design automobilístico no Brasil a partir de profissionais e produtos de destaque. Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere, ☎ 3289-8900 → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Até quarta (31).

✪✪✪ GERALDO DE BARROS. Até domingo (4), 36 trabalhos do fotógrafo paulista poderão ser vistos na Galeria de Arte GTO, do Sesc Palladium. Barros integrava o grupo Ruptura, que ajudou a estabelecer as premissas da arte concreta no país. Com forte apelo gráfico, muitas de suas imagens apresentam linhas que se sobrepõem e áreas claras e escuras que contrastam entre si. São também marcantes em seu trabalho as experimentações feitas em laboratórios fotográficos. Para chegar ao resultado de Homenagem a Stravinsky, por exemplo, o artista usou um negativo preexistente, que sofreu ranhuras com uma ponta-seca (espécie de estilete). Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3279-1500 → Terça a domingo, 9h às 21h.Grátis. Até domingo (4).

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até novembro estarão expostos no Memorial Minas Gerais — Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até quinta (1º).

✪✪ JUAREZ MACHADO. O artista visual catarinense radicado na França apresenta pequena mostra de serigrafias. São dez obras que retratam casais em clima festivo que lembra a atmosfera dos sofisticados anos 20. R$ 2 400, 00. Pequena Galeria do Teatro da Cidade. Rua da Bahia, 1341, Centro, ☎ 3273-1050. Segunda a sexta, 14h às 19h. Até este domingo (28).

✪✪✪ DA MÃO À MÁQUINA — BIENAL BRASILEIRA DE DESIGN. Ocupando três galerias do Palácio das Artes, a exposição apresenta um panorama das peças lançadas no mercado durante os últimos dois anos. A ideia é traçar o desenvolvimento do design nacional, que partiu de uma forte vocação artesanal e alcançou os atuais processos industriais. Artesãos e designers de várias partes do país exibem suas criações de moda, mobiliário, utensílios para casa, joalheria e até alguns meios de transporte. Duas esculturas de madeira abrem a mostra, representando a força do trabalho manual. É possível notar o "olhar do designer" já nas peças seguintes. A cenografia ficou por conta do celebrado croata Marko Brajovic, que usou mantas de juta e se inspirou na sinuosidade dos rios para organizar a disposição das peças. Palácio das Artes  — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até quarta (31).

✪✪✪ NUNO RAMOS. O celebrado artista visual paulistano monta pela primeira vez a ousada mostra ai, pareciam eternas! (3 lamas). Em julho, parte do chão da Celma Albuquerque Galeria de Arte começou a ser escavada para receber as obras. Construídas em escala real, as edificações, que representam três casas em que o artista morou (a da mãe, a da avó e a do primeiro casamento), parecem afundar na lama. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até quarta (31).

TRÊS MESTRES NA MATURIDADE. A coletiva reúne trabalhos de três importantes artistas plásticos brasileiros: Cláudio Tozzi, Henrique Amaral e Ivald Granato. Apesar de pertencerem à mesma geração, eles têm referências estéticas bastante diversas. É possível perceber a influência da arte pop e uma frequente geometrização das formas nas telas de Tozzi, enquanto Amaral apresenta uma marcante inclinação para temas surrealistas e as cores vibrantes de Granato aproximam seu trabalho da linguagem fauve. Os três viveram o auge da atividade e do reconhecimento profissional nos anos 70 e agora ganham mostra na Errol Flynn Galeria de Arte. A exposição Três Mestres na Maturidade conta com onze obras de cada autor e segue até 3 de novembro. Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi, ☎ 3318-3830. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até sábado (3).

EM CARTAZ ARTE NAS GERAIS. Para comemorar seus treze anos, a Galeria Beatriz Abi-Acl apresenta uma coletiva de catorze artistas. Entre eles, os mineiros Abreuvalle, Marcelo AB, Mauro Silper, a famosa muralista Yara Tupynambá e a própria Beatriz Abi-Acl. Nas telas, paisagens bucólicas, composições abstratas, cenas do cotidiano e naturezas-mortas. Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl. Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, ☎ 3291-2101. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 13h.

Até 24 de novembro.

✪✪ BELO HORIZONTE F.C. — TRAJETÓRIAS DO FUTEBOL NA CAPITAL MINEIRA. Esta é para os apaixonados pelo universo do futebol. Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, de arquivos de times profissionais e amadores e dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados fatos que vão desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a atual reforma do Mineirão. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268 → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de agosto de 2013.

✪✪✪ A CASA E A CI­DADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária, estão pen­tea­dei­ras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente cairão na gargalhada e os adultos vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

FAD — FESTIVAL DE ARTE DIGITAL. Leia em Veja BH Recomenda. Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112. Terça a sábado, 10h às 18h; domingo e feriado, 14h às 20h. Grátis. Até 16 de novembro.

✪✪ MAX. A retrospectiva do quadrinista espanhol Max chega a Belo Horizonte, depois de passar pelo Rio de Janeiro. O Instituto Cervantes traz à cidade 160 obras do renomado ilustrador. Mais conhecido pelo rebelde personagem Peter Pank, Max completa quarenta anos de carreira dedicados às histórias em quadrinhos. A exposição Max, Panóptica (1973-2011) conta com fotografias, postais, revistas, cartazes e recortes de jornais cedidos pelo Museu Valencià de la Ilustración y la Modernidad, em Valência, na Espanha. Instituto Cervantes. Praça Milton Campos, 16, Serra, ☎ 3789-1600. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 7 de novembro.

MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS. O acervo permanente do museu merece uma demorada e atenta visita. Cerca de 2 300 peças, como utensílios de cozinha, ferramentas e maquinários rústicos, representam vários ofícios e profissões dos séculos passados. A extensa coleção exibe itens curiosos, como uma arcaica cadeira de dentista, balanças de precisão utilizadas por ourives e rodas de fiar manejadas por tecelões. Inaugurado em 2005 na Estação Central do metrô de Belo Horizonte, o espaço do museu compreende os dois prédios centenários, interligados por um túnel subterrâneo. Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro, ☎ 3248-8600 → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis (qua. e qui., 17h às 21h; sáb.); R$ 4,00.

✪✪✪ RONALDO FRAGA. O tão aguardado livro Caderno de Roupas, Memórias e Croquis, do estilista mineiro, ainda não saiu, mas a exposição homônima já foi aberta. Nove ambientes abrigam instalações, croquis, material gráfico, vídeos e roupas de 35 coleções desenhadas por Fraga. Um dos espaços homenageia a coleção Costela de Adão, de 2003, cuja inspiração era o rico artesanato de cerâmica do Vale do Jequitinhonha. É uma oportunidade para conhecer o processo criativo do estilista e perceber como as cores, os costumes e as histórias do povo brasileiro serviram de inspiração para várias coleções. Também estão expostos objetos, fotos de arquivo pessoal e imagens de grandes nomes da literatura, da música e das artes vi­suais que são referência em seus trabalhos. A mostra está montada no antigo Palácio dos Despachos, futura sede da Casa Fiat de Cultura. Palácio dos Despachos. Praça José Mendes Júnior, s/nº, Funcionários, ☎ 3239-2014. Terça a sábado, 10h às 21h; domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 9 de dezembro.

UM DIA NA PRAÇA. Registros do cotidiano na Praça da Liberdade são o tema da mostra, em cartaz no Memorial Minas Gerais — Vale. A proposta é retratar um dos mais famosos cartões-postais da cidade de forma mais poética e livre. Durante um dia inteiro, o espaço foi fotografado pelos profissionais André Luppi, Elmo Alves, Marcos Toledo, Nereu Jr., Pauline Pepe, Ronaldo Almeida, Sérgio Castro, Tibério França, Tina Carvalhaes e Walmir Monteiro. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3309-1117 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 30 de novembro.

✪✪✪ XICO CHAVES. Desde os anos 70, o artista Xico Chaves materializa suas inquietações pessoais por meio de fotografia, pintura, escultura, vídeo, poesia e música. Além de se estender por vários suportes e linguagens, seu trabalho reflete uma miscelânea de temas. Seus vídeos e trilhas sonoras abordam desde a crítica social, herança da juventude durante o regime militar, até a origem do universo e a efemeridade da vida humana. A exposição Órbita — Poética — Xico Chaves traz três videoinstalações que contam um pouco da trajetória do artista. Um dos trabalhos mais interessantes é um vídeo de aproximadamente cinco minutos gravado em câmera super-8. As imagens foram feitas em 1974, quando, aos 20 anos, Xico se exilou no Chile. Performático, ele é filmado à vontade em casa e nas ruas, onde aparece portando uma faixa presidencial feita de papel e fazendo discursos solitários em uma arena vazia. No chão da galeria, em frente às projeções, foram espalhados sofás e pufes para quem quiser apreciar a exposição de outro ângulo. Oi Futuro — Galeria de Artes Vi­suais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131 → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 11 de novembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE