Exposições

Gustavo Maia reapresenta sua série de composições geométricas na galeria do BDMG Cultural

Trabalhos inspirados pela estética expressionista e cubista estarão expostos a partir de quinta (18)

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Bruno Duque
(Foto: Redação VejaBH)

A tela Palavras Cruzadas: apropriação das linhas de objetos reais

Em fevereiro, o pintor belo-horizontino Gustavo Maia exibiu no Museu Inimá de Paula a mostra Sangradouro, que contava com três séries. Uma delas foi ampliada para se transformar na mostra Geometria Encontrada, que estreia na quinta (18). Na exposição, que abre o calendário do BDMG Cultural, o artista faz releituras de objetos do cotidiano a partir do uso extremo da geometrização e da simplificação de suas formas originais. Na tela Palavras Cruzadas, por exemplo, ele substituiu as letras dos enunciados e das respostas por cores correspondentes. Segundo Maia, a ideia não é criar novas formas, mas apropriar-se da configuração visual dos objetos exaltando sua geometria.

Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 12 de maio. A partir de quinta (18).

Exposições: programação para os dias 13 a 19 de abril

› ESTREIAS

Contra Escambos

A mostra é a materialização de uma pesquisa sobre os grandes fluxos econômicos e socioculturais e seus desdobramentos em países periféricos. Além de obras de arte, materiais de arquivo e pesquisas visuais, o projeto conta com debates e saídas de campo das quais o público poderá participar gratuitamente. Informações sobre as atividades podem ser obtidas pelo telefone.

Palácio das Artes - Espaço Mari'Stella Tristão. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 12 de maio. A partir de sexta (19).

Escrituras em Liberdade

Leia a crítica

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Palácio das Artes — Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 2 de junho.

A partir de quarta (17).

› ÚLTIMA SEMANA

✪✪ Aplique de Carne

Artes plásticas, artes cênicas, música e videoarte estão presentes no trabalho que conta a história da heroína fictícia chamada Aplique. Na instalação exposta na Funarte foram recriados um ambiente escolar típico da região ribeirinha do Amazonas e um lago com vitórias-régias para apresentar a rock star extravagante que dá nome à mostra. Folhas de couve sob o chão complementam o cenário inusitado. Os idealizadores do projeto são o artista carioca Alexandre Vogler, o poeta Botika e Paulo Tiefenthaler, cineasta e ator conhecido por apresentar o programa Larica Total, da TV Brasil.

Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112. Segunda a sexta, 13h às 19h. Até domingo (21).

Rodrigo Braga

A mostra Sal e Prata foi inspirada em uma situação imaginária em que a empregada da família do artista cava um buraco na terra. A metáfora é uma homenagem aos anos de dedicação da funcionária ao cotidiano dos patrões. Com as próprias mãos e a ajuda de uma colher, Braga reproduziu o gesto hipotético e escavou um buraco de 2,4 metros de profundidade. Estão expostos os registros dessa ação em vídeo, fotografia e texto.

Espaço Experimental de Arte (EXA). Rua Tomé de Souza, 815, 2º andar, Savassi, www.exa.art.br. Quarta a sexta, 16h às 20h; sábado, 9h às 12h. Até domingo (21).

› EM CARTAZ

✪✪ O Casarão - Da Fazenda ao Museu Histórico da Cidade

O andar térreo do casarão centenário da Avenida Prudente de Morais exibe nova exposição do acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. Desta vez, a própria edificação é o tema. Fotos, objetos e documentos narram as transformações sofridas pela casa desde a época em que era sede da Fazenda Velha do Leitão, no século XIX, até sua inauguração como museu, em 1943.

Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até maio.

Célio de Faria

Na mostra intitulada Pintura, o artista apresenta uma série recente de trabalhos em óleo sobre madeira, com temas de paisagens, flores e naturezas-mortas.

Galeria de Arte do Espaço Cultural da Cemig. Avenida Barbacena, 1200, Santo Agostinho. Todos os dias, 8h às 19h. Até dia 25.

Elenir Tavares Pereira

A pintora retrata uma Belo Horizonte iluminada, solar e cheia de edificações na série Paisagens Construídas. Além de prédios residenciais anônimos, é possível identificar detalhes de alguns imóveis famosos, como as curvas do Edifício Niemeyer e a fachada do Palácio das Artes.

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa - Passarela Cultural. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Funcionários, ☎ 3269-1204. Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Grátis. Até dia 30.

Fernando Vignoli

Radicado há dez anos nos Estados Unidos, o artista mineiro traz a Belo Horizonte uma série de vinte pinturas, grande parte delas inédita. São telas que retratam o cotidiano do homem contemporâneo em composições que se aproximam da estética surrealista.

Casa de Arte Glauco Moraes. Avenida Getúlio Vargas, 167, Funcionários, ☎ 3261-1225. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 12h. Grátis. Até 11 de maio.

Guilherme Cunha

Para completar a temporada de estreias de exposições da Fundação Clóvis Salgado, a mostra Diálogos Imaginários passa a ocupar o Centro de Fotografia e Arte Contemporânea desde sexta (12). O artista Guilherme Cunha apresenta cinco trabalhos inéditos que propõem reflexões sobre a cognição humana. Os vídeos e instalações simulam um ambiente de laboratório que explora os sentidos e a sensibilidade do espectador.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3263-7400 Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 26 de maio.

✪✪✪ Keila Alaver

Em viagens por vários países, a artista observou a presença de traquitanas não funcionais em diversas culturas. A exposição O Jardim da Pele de Pêssego mostra os resultados dessa imersão. Após visitas a diversas residências e estabelecimentos de comércio popular, a artista garimpou peças que serviram de referência visual para sua obra. A partir daí, montou em isopor figuras híbridas, e muitas vezes grotescas, de animais. Partes de cisnes, águias, morcegos e caracóis foram combinadas e cobertas por uma camada de material aveludado por meio da técnica de flocagem. Esse procedimento de baixo custo é normalmente aplicado em produtos industriais, de calçados a estofados, e sugere ideias de sofisticação e alto valor aquisitivo. As esculturas surreais e irônicas de Keila formam um "jardim tropical" de frivolidades, que justificam o nome da mostra.

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3214-5350 → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até dia 28.

Marc Goldstain

A mostra A Experiência da Cidade: de Paris a Belo Horizonte apresenta uma série de pinturas hiper-realistas inspiradas em paisagens urbanas das duas metrópoles. Nove telas retratam locais periféricos de Paris e outras três, dedicadas por exemplo ao conjunto residencial do Iapi e à Praça da Liberdade, foram produzidas com a chegada do artista a Belo Horizonte. Apesar de buscar o realismo, a linguagem das composições também apresenta uma atmosfera intimista. Notável influência da residência de um ano que Goldstain realizou no ateliê fundado pelo mestre do impressionismo Auguste Renoir (1841-1919).

Salão Cultural Georges Vincent da Aliança Francesa de Belo Horizonte. Rua Tomé de Souza, 1418, Savassi, ☎ 3292-6818. Segunda a sexta, 7h30 às 21h30. Grátis. Até dia 27.

✪✪✪ Do Moderno ao Contemporâneo na Coleção Mineira

Para celebrar seus cinco anos de funcionamento, o Museu Inimá de Paula exibe gratuitamente uma boa seleção de grandes nomes das artes visuais brasileiras. Estão expostas esculturas de Amilcar de Castro, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti, além de telas de Di Cavalcanti, Volpi, Manabu Mabe, Siron Franco, Antonio Dias, Cláudio Tozzi, Rubens Gerchman e Iberê Camargo. Também marcam presença artistas contemporâneos como o celebrado Vik Muniz, a jovem pintora Mariana Palma e os valorizados Beatriz Milhazes, José Bento e Tunga. Obras do mestre polonês Frans Krajcberg, no entanto, tiveram sua imponência prejudicada pela montagem. Duas de suas famosas esculturas em madeira pintadas de vermelho foram afixadas contra uma parede do mesmo tom. Um fundo contrastante certamente faria mais jus à exuberância das raízes retorcidas.

Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213 4320 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 20h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 5 de maio.

✪✪✪ Paola Rettore

Na mostra Avestruz - Só Tenho Rascunhos, a artista exibe em fotos, vídeos, poema e livro-objeto uma série de performances que realizou em Belo Horizonte nos últimos anos. Entre as sete personagens femininas que criou para as ações, chamam atenção a Mulher Ciborgue, a Mulher Cama-Mesa-Banho e Sofia. Essa última persona vestia um complexo figurino do estilista Marciano Mansur, cheio de diplomas de papel que Paola distribuía aos transeuntes. Além dos registros dessas cenas, a mostra contará com três performances-surpresa da artista. A próxima é no dia 14 de abril.

Memorial Minas Gerais - Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. → Exposição: terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Intervenções: 17 de março, 14 e 21 de abril, às 12 horas. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

Quando o conceito de arte contemporânea começou a tomar força, em meados dos anos 70, os artistas plásticos que integram esta nova mostra sediada no Palácio das Artes ainda eram crianças. Hoje, aos 30 e poucos anos, André Komatsu (SP), Laura Belém (MG), Jonathas de Andrade (AL), Paulo Nenflidio (SP) e Marcone Moreira (MA) são os atuais vencedores do Prêmio CNI Sesi Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. O nome do concurso é uma homenagem a um importante galerista e incentivador das artes visuais no Brasil. Pernambucano, Marcantonio Vilaça fundou no Recife a galeria Pasárgada em 1990 e, dois anos depois, a galeria Camargo Vilaça, em São Paulo. Ainda em sua quarta edição, mas já prestigiado nacionalmente, o prêmio aposta em jovens talentos da arte contemporânea que possam integrar o acervo de museus públicos ou privados. Belo Horizonte recebe pela primeira vez a exposição itinerante das obras contempladas. Representante mineira do programa, a belo-horizontina Laura Belém participa com instalações inéditas que foram montadas poucos dias antes da abertura da mostra. Já o alagoano Jonathas de Andrade apresenta sua série de cartazes Educação para Adultos, exibida pela primeira vez na Bienal de São Paulo de 2010. Vinte e duas esculturas, fotografias, desenhos, instalações sonoras e visuais dos cinco vencedores ficam expostos na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard até junho.

Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 2 de junho.

› Ode ao holandês

Artista mineiro exibe série de telas que retratam Johannes Vermeer

Última semana para conferir a homenagem do artista e professor mineiro Jarbas Juarez ao ícone da pintura holandesa Johannes Vermeer (1632-1675). Na década de 80, Juarez iniciou uma pesquisa que resultou em cerca de 180 obras dedicadas ao trabalho do mestre do século XVII. Uma série de 139 desenhos, telas e esculturas foi selecionada para integrar a mostra Variações. Por meio de pinturas e colagens, o artista criou retratos de Vermeer inspirados nas estéticas expressionista e cubista. Há também variedade de materiais como prego, fibra de vidro, papel machê, madeira e pedra-sabão.

Galeria de Arte da Escola Guignard. Rua Ascânio Burlamarque, 540, Mangabeiras, ☎ 3194-9310. Segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 21h. Até quinta (18).

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE