Exposições

Leilão reúne 281 peças de artistas consagrados no mercado nacional

Pregão será promovido pela galeria Errol Flynn na segunda (2)

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Multidão, de Claudio Tozzi: homenagem aos trinta anos de maio de 68

Até este domingo (1°), colecionadores e entusiastas da arte poderão apreciar, pessoalmente, as 281 obras de consagrados artistas nacionais reunidas pela galeria Errol Flynn para o pregão que ocorre na segunda (2), no auditório do Centro Jurídico Brasileiro. Entre as peças - que no dia do evento serão apresentadas somente por projeção - está a escultura Presépio, do artista plástico Artur Pereira, o painel Abstração, pintado por Manabu Mabe, e o acrílico sobre tela Multidão, de Claudio Tozzi, que homenageia os trinta anos de maio de 1968. Artistas como Ianelli, Inimá de Paula, Amilcar de Castro, Marcos Coelho Benjamin e Ricardo Ferrari também têm lugar entre as raridades, captadas em sete Estados brasileiros e no Distrito Federal. Lances mínimos de R$ 100,00 a R$ 66 000,00.

Exposição: Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi, ☎ 3318-3830. 9h às 21h. Grátis. Até este domingo (1°). Leilão: Centro Jurídico Brasileiro — Auditório térreo. Rua Santa Rita Durão, 1143, Funcionários, ☎ 3273-1234. Segunda (2), 20h30. Grátis.

Exposições: programação para os dias 30 de novembro a 07 de dezembro

› ÚLTIMA SEMANA

Binho Barreto

Os traços delicados do artista belo-horizontino estão em diversas vias públicas da cidade, mas não nas mais badaladas. Seu trabalho em grafite costuma ocupar paredes de fábricas abandonadas, vilas, escolas e muros em regiões periféricas da capital. Olhares melancólicos, atmosfera atemporal e uma visão crítica do modo de vida contemporâneo são marcas do trabalho de Barreto. Na mostra Nado Raso, ele exibe vinte desenhos recentes e fotos de grafites feitos nas ruas, além de imagens que revelam seu processo de criação em estúdio.

Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3277-4384. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até este domingo (1º).

João Castilho

Na individual Caos-Mundo, o mineiro apresenta fotografias, vídeos e instalações recentes. Produzidos entre 2012 e 2013, os trabalhos abordam questões aparentemente desconectadas, como a relação entre homem e natureza, sequestros e escravidão. O artista explica, no entanto, que todos os temas tratam de violência e de conflitos visíveis e invisíveis. Em uma imagem da série Vade Retro, por exemplo, uma tartaruguinha que parece se debater de barriga para cima desperta sentimentos de impotência e agonia. Sensações semelhantes são incitadas pela série de vídeos Morte Súbita, que mostra o sofrimento de reféns em telejornais. "Não sei fazer arte sem conteúdo político", resume Castilho. Ele também está em cartaz na cidade com a coletiva Paisagem Submersa, ao lado dos colegas Pedro Motta e Pedro David.

Funarte. Rua Januária, 68, Floresta,

☎ 3213-3084. Terça a sábado, 13h às 21h.

Grátis. Até sexta (6).

✪✪ Ricardo Burgarelli

Na exposição América, Sacco e Vanzetti Não Podem Morrer, o artista apresenta intervenções feitas sobre reproduções de antigos jornais que noticiaram a condenação à morte dos anarquistas italianos Sacco e Vanzetti, nos Estados Unidos, em 1927. Na série Guerra dos Perdidos, ele se junta a Luísa Horta para produzir uma narrativa de guerra fictícia com base em textos, fotos antigas e outros objetos. Nos dois trabalhos é possível perceber a memória como fio condutor.

Memorial Minas Gerais - Vale (Sala de Exposições — 3º andar). Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até este domingo (1º).

› EM CARTAZ

Amadeo Lorenzato

A inédita mostra do artista ítalo-brasileiro, nascido na capital mineira em 1900, faz um recorte de sua trajetória profissional na década de 70. São aquarelas e desenhos que exploram desde retratos, paisagens e naturezas-mor­tas até coisas simples do cotidiano. Livre.

Manoel Macedo Galeria de Arte. Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates, ☎ 3411-1012. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 11 de janeiro de 2014.

✪✪✪✪ Amilcar de Castro - Repetição e Síntese

A mostra do CCBB traz um respeitável panorama da carreira do artista mineiro. Ao lado de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, Amilcar (1920-2002) é um ícone do movimento neoconcreto e tornou célebre a técnica de escultura em chapas de ferro que chamou de "corte e dobra". Ocupando todo o 3º andar e o pátio interno do prédio, a exposição, uma das maiores já realizadas no país, traz 500 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas. As peças vieram das três principais fontes do acervo do artista: o Instituto Amilcar de Castro e as coleções de Marcio Teixeira e Allen Roscoe.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 27 de janeiro de 2014.

Elizabeth Jobim

Sim, ela é filha do cantor e compositor Tom Jobim (1927-1994). Mas há tempos o sobrenome famoso deixou de ser o fator mais relevante na carreira de Elizabeth Jobim. Aos 56 anos, a artista plástica carioca já expôs em importantes museus dentro e fora do país e, em Belo Horizonte, é representada pela prestigiada galeria Celma Albuquerque. Em seu novo trabalho, as cores chapadas e a brincadeira visual com o volume dos objetos saíram da tela e viraram uma instalação penetrável. Na mostra Blocos, a artista apresenta uma série de paralelepípedos de até 2 metros de altura. Pintados a óleo sobre madeira, os totens formam um grande labirinto que pode ser percorrido livremente pelo visitante. Tons vibrantes e terrosos se alternam com o branco e criam diferentes noções de volume.

Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até dia 14.

Esculturas de Rodin

Livre.

Casa da Cultura Carmita Passos. Praça Doutor Belford, 47, Centro, Brumadinho, ☎ 3571-3906. Segunda a sexta, 8 às 17h; sábado, 9h às 17h. Grátis. Até dia 19.

✪✪✪ GTO - 100 Anos

Geraldo Teles de Oliveira (1913-1990) foi um homem humilde que descobriu tardiamente sua vocação artística. Depois de trabalhar em plantações e até como vigia noturno de um hospital, GTO (como gostava de ser chamado) disse ter tido uma série de visões que o incitavam a fazer esculturas. Autodidata, começou a produzir entalhes em madeira aos 55 anos. Em totens, mandalas e peças de formatos variados, ele retratou figuras religiosas, festas e costumes mineiros. Em homenagem ao centenário de seu nascimento, o mestre ganha mostra de trinta obras de madeira e uma peça rara esculpida em pedra-sabão.

Centro de Arte Popular - Cemig. Rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários, ☎ 3222-3231. → Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado e domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 29.

Marcos Coelho Benjamim

Após o intervalo de uma década sem expor, o mineiro resolveu, enfim, montar uma individual. Com uma condição: a galeria não poderia interferir nos processos. À frente do espaço que leva o seu nome, Murilo Castro acatou o pedido e recebeu, confiante, o "conjunto de estranhezas" reunido pelo conterrâneo, considerado um expoente da arte contemporânea brasileira. São fotografias, desenhos, objetos, esculturas, parede de poemas e frases soltas. Uma miscelânea de obras e de linguagens, com direito até a um mural do fim do mundo. "Escrevi tudo o que me veio à cabeça no fim do ano passado, quando pensei que o mundo ia acabar", lembra Benjamim. De R$ 5 000,00 a R$ 80 000,00.

Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até dia 21.

✪✪✪ Narrativas Poéticas

Com montagem e iluminação caprichadas, a mostra ocupa os três pisos do Museu Inimá de Paula com 89 obras de grandes nomes, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Farnese de Andrade. No 2º andar, vale a pena demorar em frente à delicada aquarela de Kichizaemon Takahashi e ao óleo Terra e Lua, de Wega Nery. O destaque do 3º piso é a exuberância de três telas em vermelho de Tomie Ohtake. A oportunidade de ver de uma só vez tantos trabalhos significativos para a história da arte brasileira torna quase desnecessários alguns áudios e projeções colocados nos salões.

Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até domingo (8).

Rodrigo de Castro

Filho do renomado escultor Amilcar de Castro, o pintor tardou a conquistar o mundo das artes com suas formas quadriláteras encharcadas de cores. Não por demérito. Apesar de ter descoberto as tintas ainda menino, Rodrigo de Castro optou pela engenharia antes de se dedicar exclusivamente aos quadros, o que aconteceu em 2000, dois anos antes da morte do pai. Nesta individual, o mineiro radicado em São Paulo expõe quinze obras de tamanhos variados em óleo sobre tela ou bastão de óleo sobre papel. De R$ 10 000,00 a R$ 40 000,00.

Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993. Grátis. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 14h. Até dia 24.

✪✪✪ Simbio

Há quinze anos na função de levar ao público belo-horizontino a vanguarda da produção cultural do Brasil e do mundo, o Eletronika — Festival de Novas Tendências surge com a terceira edição do Simbio. Desta vez, a exposição idealizada por Jeff Santos reúne três coletivos que andam despontando no cenário mineiro: 425CRINA!, com a obra Artefato Atentada ou Presente pra Paz, Fósforo Coletivo, com Sinapse, e MIR Audiovisual Studio, com Territórios. Todos os trabalhos extrapolam a área de atuação dos artistas convidados. Territórios, por exemplo, de autoria de Brayhan Hawryliszyn, Fabiano Fonseca e Henrique Roscoe, retrata a luta por espaços físicos por meio de uma parede que se movimenta e dois instrumentos em lados opostos. Quanto maior a intensidade da batida no instrumento, mais rápidas e vermelhas se tornam as projeções de guerras e outros conflitos — e com mais velocidade a parede é empurrada para o lado contrário. Livre.

Oi Futuro - Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-2979. →Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 2 de fevereiro de 2014.

✪✪✪ Tomie Ohtake

Nascida no Japão e naturalizada brasileira, ela é considerada a dama das artes plásticas no país e segue em atividade aos 100 anos de idade. Em homenagem a seu centenário, completado no dia 21 de novembro, foram organizadas mostras em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Por aqui, cinquenta obras encontram-se montadas em ordem cronológica e ilustram diversas fases de sua carreira. Só o primeiro quadro é figurativo. O que se vê nas telas seguintes é o uso crescente e mais livre de manchas de cor e formas circulares, ovais e retangulares. No fim do corredor estão uma bela série de gravuras e, dependuradas no teto, cinco esculturas de ferro, quatro produzidas neste ano. Com 412 metros quadrados e uso inteligente da luz natural, paredes, piso e teto brancos, a galeria projetada por Paulo Pederneiras e Fernando Maculan é uma atração à parte.

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 2 de fevereiro de 2014.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE