Exposições

Programação de exposições para os dias 01 a 07 de setembro

- Atualizado em

Juvenal Pena
(Foto: Redação VejaBH)

Autorretrato de Juvenal Pereira: última semana para conferir a mostra do fotógrafo no espaço CentoeQuatro

ESTREIA NUNO RAMOS. Leia em Veja BH Recomenda. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até 31 de outubro. A partir de sexta (7).

XICO CHAVES. Depois do Rio de Janeiro, a exposição Órbita — Poética, do artista Xico Chaves, desembarca em Belo Horizonte. De forma não cronológica, a mostra apresenta a trajetória de Chaves ao longo de quarenta anos de experimetações artísticas. Pinturas, instalações, registros de performances, intervenções, fotografias e vídeos ocupam a galeria de arte do Oi Futuro. Entre os temas das obras multimídia estão a política, a condição humana e até o universo. Oi Futuro — Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131 → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 11 de novembro. A partir de terça (4).

ÚLTIMA SEMANA ✪✪ COSTURA CONCRETA. Com curadoria da arquiteta Manoela Beneti, a mostra traz modelos e croquis do jovem estilista belo-horizontino Leopoldo Gurgel. Vestidos, casacos e capas da elogiada coleção foram inspirados nos preceitos funcionalistas do ícone da arquitetura modernista, o suíço Le Corbusier (1887-1965). Os manequins estarão acompanhados dos respectivos croquis, de uma gravura original do arquiteto suíço e de textos explicativos da curadora. Grampo Galeria. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4674. Terça a sexta, 15h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até este sábado (1º).

✪✪✪ JUVENAL PEREIRA. Como fotojornalista, o mineiro Juvenal Pereira sustenta um portfólio cheio de curiosidades e registros históricos. Desde os anos 70, ele viajou e retratou diversos eventos e cenários brasileiros, como comunidades indígenas da Amazônia e de Mato Grosso, e uma série de personalidades nacionais. O espaço CentoeQuatro abriga até 9 de setembro a primeira mostra de Pereira em Minas Gerais. Parte da II Semana da Fotografia em Belo Horizonte, a exposição Poeta da Luz traz cerca de 4 000 imagens. Em um painel metálico imantado foram fixadas 3 900 delas, formando um grande mosaico chamado Mimetismo. As outras cerca de oitenta fotos estão divididas por tema. São texturas e paisagens naturais, festas tradicionais, como o Tambor de Crioula do Maranhão e os rituais de indígenas mato-grossenses, e uma curiosa série de retratos de artistas, a exemplo de Raul Seixas, Lobão, Cauby Peixoto e o trompetista americano Miles Davis. Uma instalação em homenagem ao Rio São Francisco completa a retrospectiva dos quarenta anos da carreira do artista. CentoeQuatro. Praça Ruy Barbosa, 104, Centro, ☎ 3222-6457. Todos os dias, 17h às 22h. Grátis. Até domingo (9).

✪✪✪ NATUREZA E TRANSFORMAÇÃO. Há um ano e meio, o celebrado designer e cenógrafo Gringo Cardia trabalha na concepção e montagem desta mostra. Em comemoração aos cinquenta anos da Usiminas, a coletiva reúne trabalhos de cinco fotógrafos que retratam as relações entre o homem e a natureza. A Grande Galeria do Palácio das Artes foi dividida em cinco salões cuja sequência de visitação tem um propósito. Começando com imagens dos solos, a exposição segue com a transformação do aço em produtos e em arranha-céus, mostra a relação do homem com o espaço urbano e termina com closes de animais selvagens. Com a ajuda da historiadora e professora da UFMG Heloisa Starling, ele escolheu textos de cinco importantes pensadores brasileiros para acompanhar os trabalhos de cada fotógrafo. Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7363. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até este domingo (2).

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal mostra coletiva de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração ao centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. A mostra conta ainda com um vídeo que traz depoimentos dos alunos sobre o professor. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384. → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até sábado (8).

EM CARTAZ✪✪✪ A CASA E A CIDADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária estão penteadeiras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente cairão na gargalhada e os adultos vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até novembro estarão expostos no Memorial Minas Gerais — Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até 1º de novembro.

OUTROS LUGARES. Um lote vazio em frente ao Museu de Arte da Pampulha (MAP), batizado de Museu Campestre, oferece aos visitantes frutas, sementes, hortaliças, mesas, pia e até um fogão para quem estiver mais empolgado. Qualquer um pode chegar, esticar sua toalha de piquenique e consumir o que trouxer de casa ou colher dos canteiros coletivos. Esta ocupação, idealizada pelas artistas visuais Ines Linke e Louise Ganz, integra a mostra Outros Lugares. Dentro do museu, além de instalações e registros formais de ações da dupla, estão trabalhos de Monica Nador. A artista dividiu a autoria de pinturas em tecido e papel com moradores da Vila Aeroporto, na região norte da capital. Para a curadora, Renata Marquez, o fato de a mostra acontecer dentro e fora do MAP acentua a intenção de discutir as relações sociais, as experiências coletivas e o lugar físico e simbólico da arte. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. → Terça a domingo, 9h às 19h. O Museu Campestre funciona em um lote vago, em frente ao Museu de Arte da Pampulha, de terça a domingo, 9h às 17h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ PAULO BAPTISTA. Desde 1981, ele registra cenários da Serra do Espinhaço com preocupação estética e, principalmente, documental. Montanhas, cursos d'água e estradas de terra foram retratados com fidelidade formal, equipamentos de alta definição e caráter científico. A mostra Paisagens da Serra do Espinhaço apresenta uma seleção de dezenove obras produzidas desde 1994. O rigor formal e a tecnologia de georreferenciamento permitiram ao artista apontar com precisão a localização das paisagens e os impactos sofridos pela atividade mineradora e pela ocupação urbana. No entorno do município de Diamantina, por exemplo, ele registrou as transformações da vegetação local durante o processo de asfaltamento de um trecho da estrada. A proposta do artista é que as fotografias, além de apresentar certa beleza plástica, formem uma espécie de mapa "geofotográfico" da região. Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até dia 23.

SEMIÓTICA — IMAGENS E FORMAS DE UM OLHAR SOBRE O MUNDO. A primeira exposição da Cmiótik Galeria traz dezesseis trabalhos da dupla de sócios Gustavo Amorim e Kleber Schmidt. São paisagens de várias partes do mundo, como os Lençóis Maranhenses, o Deserto do Saara e construções de Gaudí, na Espanha. A seleção desta primeira mostra foi feita a partir do portfólio particular de viagens dos dois fotógrafos. Segundo Gustavo Amorim, as imagens têm em comum o fato de enquadrarem com preocupação plástica os signos de cada país, como os Alpes europeus ou um arranha-céu de Dubai. Por isso, o título Semiótica, em referência ao estudo dos signos, que são as cores, formas e quaisquer outros elementos que carregam o significado das coisas que representam. R$ 800,00 a R$ 3 600,00. Cmiótik Galeria. Estrada de Nova Lima, 345, loja 3, Belvedere, ☎ 2535-4720. Terça a sexta, 14h às 19h; sábados, mediante agendamento por telefone. Grátis. Até 30 de setembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE