Exposições

Programação de exposições para os dias 22 a 28 de setembro

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Acervo Museu Histórico Abílio Barreto
(Foto: Redação VejaBH)

Mineirão nos anos 60: mostra sobre o futebol em BH está em cartaz no Museu Histórico Abílio Barreto

ESTREIAS ANTANAS SUTKUS — UM OLHAR LIVRE. O fotógrafo lituano Antanas Sutkus ganha retrospectiva no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Serão exibidas 120 imagens que mostram com sensibilidade o cotidiano da então União Soviética dos anos 50 aos 90. Sutkus teve papel fundamental na difusão da linguagem fotográfica em seu país. Desde 1996, ele é o presidente da Associação Lituana de Fotógrafos. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 4 de novembro. A partir de quinta (27).

DESIGN DE CARROS NO BRASIL  — RUPTURAS E INOVAÇÕES. Pela relação intrínseca com o universo automobilístico e por participar da IV Bienal Brasileira de Design, a Casa Fiat de Cultura apresenta mostra sobre a evolução do design brasileiro nesse setor. A ideia é identificar produtos e profissionais que se destacaram na criação de objetos automobilísticos no Brasil. Obras de artistas conhecidos como Regina Silveira e Cao Guimarães serão expostas. Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere, ☎ 3289-8900 → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Até 31 de outubro. A partir de sexta (28).

ÚLTIMA SEMANA OUTROS LUGARES. Um lote vazio em frente ao Museu de Arte da Pampulha (MAP), batizado de Museu Campestre, oferece aos visitantes frutas, sementes, hortaliças, mesas, pia e até um fogão para quem estiver mais empolgado. Qualquer um pode chegar, esticar sua toalha de piquenique e consumir o que trouxer de casa ou colher dos canteiros coletivos. Essa ocupação, idealizada pelas artistas visuais Ines Linke e Louise Ganz, integra a mostra Outros Lugares. Dentro do museu, além de instalações e registros formais de ações da dupla, estão trabalhos de Monica Nador. A artista dividiu a autoria de pinturas em tecido e papel com moradores da Vila Aeroporto, na região norte da capital. Para a curadora, Renata Marquez, o fato de a mostra acontecer dentro e fora do MAP acentua a intenção de discutir as relações sociais, as experiências coletivas e o lugar físico e simbólico da arte. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. → Terça a domingo, 9h às 19h. O Museu Campestre funciona em um lote vago, em frente ao Museu de Arte da Pampulha, de terça a domingo, 9h às 17h. Grátis. Até domingo (30).

✪✪✪ PAULO BAPTISTA. Desde 1981, ele registra cenários da Serra do Espinhaço com preocupação estética e, principalmente, documental. Montanhas, cursos d'água e estradas de terra foram retratados com fidelidade formal, equipamentos de alta definição e caráter científico. A mostra Paisagens da Serra do Espinhaço apresenta uma seleção de dezenove obras produzidas desde 1994. O rigor formal e a tecnologia de georreferenciamento permitiram ao artista apontar com precisão a localização das paisagens e os impactos sofridos pela atividade mineradora e pela ocupação urbana. No entorno do município de Diamantina, por exemplo, ele registrou as transformações da vegetação local durante o processo de asfaltamento de um trecho da estrada. A proposta do artista é que as fotografias, além de apresentar certa beleza plástica, formem uma espécie de mapa "geofotográfico" da região. Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até este domingo (23).

EM CARTAZ ✪✪ BELO HORIZONTE F.C. — TRAJETÓRIAS DO FUTEBOL NA CAPITAL MINEIRA. Esta é para os apaixonados pelo universo do futebol. Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, arquivos de times profissionais e amadores e dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a atual reforma do Mineirão. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268 → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 30 de agosto de 2013.

✪✪✪ A CASA E A CI­DADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária estão pen­tea­dei­ras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente cairão na gargalhada e os adultos vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até novembro estarão expostos no Memorial Minas Gerais — Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até 1º de novembro.

INHOTIM. O complexo museológico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 700 obras, o rico acervo de Inhotim está organizado em mostras permanentes e temporárias. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. E tem novidade por lá. No último dia 6, foram inaugurados dois novos pavilhões permanentes, duas obras externas e uma nova mostra coletiva na Galeria Mata. O artista pernambucano Tunga ganhou uma imponente galeria individual para abrigar oito de suas mais relevantes instalações, e a carioca Lygia Pape (1927-2004) teve um edifício especialmente construído para sua impactante obra Tteia, Nº 1, C. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440 → Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. a dom.). Utilização de carrinho elétrico: R$ 15,00 por pessoa.

DA MÃO À MÁQUINA — BIENAL BRASILEIRA DE DESIGN. Ocupando três galerias do Palácio das Artes, a exposição apresenta um panorama das peças lançadas no mercado durante os últimos dois anos. A ideia é traçar o desenvolvimento do design nacional, que partiu de uma forte vocação artesanal e alcançou os atuais processos industriais. Artesãos e designers de várias partes do país exibem suas criações de moda, mobiliário, utensílios para casa, joalheria e até alguns meios de transporte. Duas esculturas de madeira abrem a mostra, representando a força do trabalho manual. É possível notar o "olhar do designer" já nas peças seguintes. A cenografia ficou por conta do celebrado croata Marko Brajovic, que usou mantas de juta e se inspirou na sinuosidade dos rios para organizar a disposição das peças. Palácio das Artes  — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 31 de outubro.

✪✪✪ NUNO RAMOS. O celebrado artista visual paulistano monta pela primeira vez a ousada mostra ai, pareciam eternas! (3 lamas). Desde julho, parte do chão da Celma Albuquerque Galeria de Arte começou a ser escavada para receber as obras. Construídas em escala real, as edificações que representam três casas em que o artista morou (a da mãe, a da avó e a do primeiro casamento) parecem afundar na lama. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até 31 de outubro.

✪✪✪ TALES BEDESCHI. Leia em Veja BH Recomenda. R$ 530,00 a R$ 800,00 (gravuras). Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até 7 de outubro.

✪✪✪ XICO CHAVES. Desde os anos 70, o artista Xico Chaves materializa suas inquietações pessoais por meio de fotografia, pintura, escultura, vídeo, poesia e música. Além de se estender por diferentes suportes e linguagens, seu trabalho possui uma miscelânea de temas. Seus vídeos e trilhas sonoras abordam desde a crítica social, herança da juventude durante o regime militar, até a origem do universo e a efemeridade da vida humana. A exposição Órbita — Poética — Xico Chaves traz três videoinstalações que contam um pouco da trajetória do artista. Um dos trabalhos mais interessantes é um vídeo de aproximadamente cinco minutos gravado em câmera Super 8. As imagens foram feitas em 1974, quando, aos 20 anos, o artista se exilou no Chile. Performático, ele é filmado à vontade em casa e nas ruas, onde aparece portando uma faixa presidencial feita de papel e fazendo discursos solitários em uma arena vazia. No chão da galeria, em frente às projeções, foram espalhados sofás e pufes para quem quiser apreciar a exposição de outro ângulo. Oi Futuro — Galeria de Artes Vi­suais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131 → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 11 de novembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE