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Programação de exposições para os dias 25 a 31 de agosto

- Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Voo, de Morteza Ahmadvand: última semana para conferir a exposição sobre o Irã contemporâneo

ESTREIA NUNO RAMOS. O celebrado artista plástico paulistano inaugura mostra inédita na cidade. Intitulada ai, pareciam eternas! (3 lamas), a exposição apresenta uma ousada instalação que consiste na escavação do chão da galeria. Foram cavados três grandes recipientes que, em escala real, representam as três casas em que o artista morou (a da mãe, a da avó e a do primeiro casamento). Acompanham a obra versos do poema Morte das Casas de Ouro Preto, de Carlos Drummond de Andrade. Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494 → Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até 31 de outubro. A partir de quarta (29).

ÚLTIMA SEMANA  ✪✪✪ PESO E LEVEZA. O Palácio das Artes exibe os trabalhos de quinze fotógrafos da Argentina, Nicarágua, Colômbia, México, Brasil e outros países vizinhos. As 73 fotografias foram selecionadas nas cidades de Cartagena das Índias (Colômbia) e Manágua (Nicarágua) durante o Photoespaña — um dos mais importantes festivais do gênero no mundo. As obras denunciam as desigualdades, estranhezas e violências vividas pelos povos latino-americanos. De todas elas, no entanto, emergem também traços de leveza, poesia e até de humor, como na fotografia Helado Carretero, da mexicana Eunice Adorno. A imagem integra a série Mennoniten Leven, que registrou o cotidiano e os hábitos de mulheres menonitas (grupo cristão que vive em comunidades reservadas e tem sedes espalhadas pelo continente americano). O representante mineiro entre os selecionados é o belo-horizontino Pedro Motta, profissional já conhecido no cenário nacional. Ele participa com quatro imagens da curiosa série Caixa d'Água, que mostra reservatórios instalados em paisagens naturais do interior de Minas Gerais. A partir da manipulação digital, Motta removeu da foto inicial grande parte da estrutura de sustentação das caixas- d'água, fazendo com que elas pareçam flutuar sobre a vegetação. Palácio das Artes — Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7363 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até este domingo (26).

✪✪✪ PULSO IRANIANO. As cores, os contrastes, as tradições e a poesia dessa tumultuada nação islâmica são retratados por 24 artistas. Destaca-se a irreverente série Garota Híbrida, da fotógrafa Shirin Aliabadi. Imagens de estúdio bem-humoradas refletem a influência da cultura ocidental no modo de vida de jovens iranianas, que aparecem com pirulitos, telefones celulares, lentes de contato e perucas loiras. Integram a exposição ainda os filmes Shirin, do consagrado diretor Abbas Kiarostami, e Reapresentação, dirigido por seu filho, Bahman. Especialmente para a montagem em Belo Horizonte, foi concebida uma instalação de Arash Hanaei. No corredor vermelho que dá acesso à galeria, estão desenhos digitais da série Capital, que mostram slogans publicitários, ilustrações e cenas da revolução de 1979 gravadas nos muros da capital, Teerã. Introduz o visitante no contexto histórico de uma cultura rica, mas pouco explorada. Oi Futuro — Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até este domingo (26).

EM CARTAZ   ✪✪✪ A CASA E A CIDADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária estão penteadeiras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente vão cair na gargalhada e os adultos, vão se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪ COSTURA CONCRETA. Com curadoria da arquiteta Manoela Beneti, a mostra traz modelos e croquis do jovem estilista belo-horizontino Leopoldo Gurgel. Vestidos, casacos e capas da elogiada coleção foram inspirados nos preceitos funcionalistas do ícone da arquitetura modernista, o suíço Le Corbusier (1887-1965). Os manequins estarão acompanhados dos respectivos croquis, de uma gravura original do arquiteto suíço e de textos explicativos da curadora. Grampo Galeria. Rua Germano Torres, 6, Sion, ☎ 3327-4674. Terça a sexta, 15h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até 1º de setembro.

✪✪✪ GUTO MUNIZ. Um dos mais conhecidos fotógrafos de artes cênicas do país celebra 25 anos de carreira. Até novembro estarão expostos no Memorial Minas Gerais — Vale cerca de 120 trabalhos do artista. São registros da passagem de grupos nacionais e internacionais de teatro e dança por Belo Horizonte desde 1987. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até 1º de novembro.

JUVENAL PEREIRA. Como fotojornalista, o mineiro Juvenal Pereira sustenta um portfólio cheio de curiosidades e registros históricos. Desde os anos 70, ele viajou e retratou diversos eventos e cenários brasileiros, como comunidades indígenas da Amazônia e de Mato Grosso, e uma série de personalidades nacionais. O espaço CentoeQuatro abriga até o dia 9 de setembro a primeira mostra de Pereira em Minas Gerais. Parte da II Semana da Fotografia em Belo Horizonte, a exposição Poeta da Luz traz cerca de 4 000 imagens. Em um painel metálico imantado foram fixadas 3 900 delas, formando um grande mosaico chamado Mimetismo. As outras cerca de oitenta fotos estão divididas por tema. São texturas e paisagens naturais, festas tradicionais, como o Tambor de Crioula do Maranhão e os rituais de indígenas mato-grossenses, e uma curiosa série de retratos de artistas, a exemplo de Raul Seixas, Lobão, Cauby Peixoto e o trompetista americano Miles Davis. Uma instalação em homenagem ao Rio São Francisco completa a retrospectiva dos quarenta anos da carreira do artista. CentoeQuatro. Praça Ruy Barbosa, 104, Centro, ☎ 3222-6457. Todos os dias, 17h às 22h. Grátis.

Até 9 de setembro.

✪✪✪ NATUREZA E TRANSFORMAÇÃO. Há um ano e meio, o celebrado designer e cenógrafo Gringo Cardia trabalha na concepção e montagem desta mostra. Em comemoração aos cinquenta anos da Usiminas, a coletiva reúne trabalhos de cinco fotógrafos que retratam as relações entre o homem e a natureza. A grande galeria do Palácio das Artes foi dividida em cinco salões cuja sequência de visitação tem um propósito. Começando com imagens dos solos, a exposição segue com a transformação do aço em produtos e em arranha-céus, mostra a relação do homem com o espaço urbano e termina com closes de animais selvagens. Com a ajuda da historiadora e professora da UFMG Heloisa Starling, ele escolheu textos de cinco importantes pensadores brasileiros para acompanhar os trabalhos de cada fotógrafo. Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7363. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 2 de setembro.

✪✪✪ PAULO BAPTISTA. Desde 1981 ele registra cenários da Serra do Espinhaço com preocupação estética e, principalmente, documental. Montanhas, cursos d'água e estradas de terra foram retratados com fidelidade formal, equipamentos de alta definição e caráter científico. A mostra Paisagens da Serra do Espinhaço apresenta uma seleção de dezenove obras produzidas desde 1994. O rigor formal e a tecnologia de georreferenciamento permitiram ao artista apontar com precisão a localização das paisagens e os impactos sofridos pela atividade mineradora e pela ocupação urbana. No entorno do município de Diamantina, por exemplo, ele registrou as transformações da vegetação local durante o processo de asfaltamento de um trecho da estrada. A proposta do artista é que as fotografias, além de apresentar certa beleza plástica, formem uma espécie de mapa "geofotográfico" da região. Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 23 de setembro.

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal mostra coletiva de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração ao centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. A mostra conta ainda com um vídeo que traz depoimentos dos alunos sobre o professor. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384. → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até 8 de setembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE