Exposições

Programação de exposições para os dias 28 de julho a 03 de agosto

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

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Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Imagem da série Água e Tapetes Persas, de Jalal Sepehr: retratos contemporâneos do Irã na galeria do Oi Futuro

ESTREIAS SOBRE SILÊNCIOS E PALAVRAS. A galeria de arte do BDMG recebe os trabalhos dos artistas Eliane Roedel e Luiz Eduardo Lemos. A arquiteta e o pintor apresentam pesquisas e técnicas diferentes, mas têm um ponto em comum. Luiz é um dos organizadores da Casa Camelo, espaço independente de exposição de obras de arte. Seu trabalho consiste em pinturas abstratas que apresentam manchas de cor disformes e, às vezes, são acompanhadas por colagens. Já Eliane exibe telas mais figurativas, releituras de fotografias produzidas por ela mesma. A interseção entre as obras é o uso da caligrafia e da palavra escrita nas composições. Preços não fornecidos. Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3219-8599. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 2 de setembro. A partir de sexta (3).

PATRÍCIA KRUG. A artista mineira radicada no Espírito Santo descobriu o interesse pela pintura por causa de um grave problema de saúde. Na busca por um diagnóstico para sua doença autoimune, Patrícia Krug começou a pintar telas coloridas e permeadas por temáticas psicológicas e oníricas. A primeira individual da artista em Belo Horizonte será inaugurada na terça (31). Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 2 de setembro. A partir de terça (31).

ÚLTIMA SEMANA ✪✪✪✪ DE CHIRICO — O SENTIMENTO DA ARQUITETURA. Cerca de 120 obras do artista greco-italiano Giorgio De Chirico (1888-1978) estão em exposição na Casa Fiat de Cultura. Nascido em Volos, na Grécia, De Chirico sofreu forte influência de temas e personagens da Antiguidade e dos preceitos arquitetônicos greco-romanos. Figuras enigmáticas, cidades desoladoras e cenários que parecem criações da memória compõem a chamada arte metafísica, da qual ele é o maior expoente. Além das dicotomias entre real e imaginário, coletivo e individual, exterior e interior, o pintor investigou a relação entre luz e sombra na extensa série de litografias que fecha a mostra. Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Transporte gratuito sai da Praça da Liberdade às 9h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (ter. a sex.); 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (sáb. e dom.). Até este domingo (29).

✪✪✪ ENRICO BIANCO. Assistente de Candido Portinari (1903-1962) durante 35 anos, o pintor italiano Enrico Bianco auxiliou o mestre modernista na produção de obras-primas como os monumentais painéis Guerra e Paz. Do mentor, Bianco herdou o traço geométrico, a luz e a paleta de cores tropicais. Suas flores, madonas, nus, boiadeiros e cenas circenses impressionam pela composição harmônica e pela habilidade em empregar vários matizes quentes na mesma cena. Aos 93 anos, o artista segue em ativa produção e apresenta, na Errol Flynn Galeria de Arte, treze obras inéditas finalizadas neste ano. Ao todo, sessenta trabalhos, entre óleos e desenhos, compõem a mostra retrospectiva 75 Anos de Pintura no Brasil, a primeira individual do pintor em BH. No 1º piso estão as telas e, no 2º, os desenhos. Apesar de a galeria não contar com banquinhos, vale a pena apreciar com calma cada desenho e perceber o gesto do artista a partir dos traços no papel. R$ 3 500,00 (desenhos) a R$ 120 000,00 (painéis). Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi, ☎ 3318-3830. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até este sábado (28).

✪✪✪ IMAGENS DO CONHECIMENTO. Fotografias do processo de produção científica formam uma diversa e vibrante mostra no Espaço TIM UFMG do Conhecimento. A exposição surgiu da ideia da professora de matemática da UFMG Sônia Pinto de Carvalho. Ela pensou em organizar um banco de imagens dos vários campos do conhecimento para, assim, despertar o interesse da população pela ciência. O acervo fotográfico retrata desde imagens microscópicas até os belos azulejos bicolores do Museu de Arte da Pampulha. Espaço TIM UFMG do Conhecimento. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários, ☎ 3409-8350. → Terça a domingo, 10h às 17h (exceto quinta, 10h às 21h). Grátis. Até terça (31).

✪✪ JÚLIO ALVES. Carioca de nascimento, o artista cresceu em Minas Gerais e se formou em design pela UEMG. Traços livres e figuras humanas imprecisas são as marcas de seu trabalho. Na mostra Percurso ele apresenta 22 pinturas, desenhos e esculturas inéditas. R$ 1 300,00 a R$ 6 000,00. Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa — Passarela Cultural. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Funcionários, ☎ 3269-1204. Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Até sábado (4).

✪✪ JOSÉ FORJAZ — ARQUITETURA DE MOÇAMBIQUE. Prorrogada a exposição de José Forjaz na Casa do Baile. Painéis apresentam os trabalhos do arquiteto português em Moçambique e outros países africanos. Causas humanitárias e a preocupação com questões culturais e ambientais são marcas das edificações projetadas por Forjaz. Produzida pelo Museu da Casa Brasileira (SP) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a exposição apresenta plantas, fotografias e estudos do arquiteto. A montagem não está à altura da ousadia do trabalho de Forjaz. Casa do Baile. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, ☎ 3277-7443. → Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até sábado (4).

✪✪ LILIANE DARDOT. A artista plástica belo-horizontina e ex-professora de desenho da UFMG exibe a individual Deslocamentos. Durante mais de dez anos, ela registrou vestígios da vegetação do cerrado no bairro Estoril, onde fica seu ateliê. Na mostra são apresentadas doze fotografias e seis conjuntos "híbridos", que justapõem pinturas e fotos das próprias telas em locais incomuns. Cemig Galeria de Arte. Avenida Barbacena, 1200, Santo Agostinho, ☎ 3299-4082. Todos os dias, das 8h às 19h. Até quinta (2).

✪✪ NÓ. Alunos da UFMG exibem seus trabalhos no espaço CentoeQuatro. Os onze artistas selecionados apresentam pesquisas relacionadas à técnica e ao gestual do desenho em forma de vídeos, fotografias, instalações, performances, gravuras, pinturas e do próprio desenho. CentoeQuatro. Praça Ruy Barbosa, 104 (Praça da Estação), Centro, ☎ 3222-6457. → Terça a sábado, 16h às 21h; domingo, 14h às 19h. Grátis. Até este sábado (28).

EM CARTAZ ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD. Leia em Veja BH Recomenda (pág. 4). Museu Casa Guignard. Rua Conde de Bobadela (antiga Rua Direita), 110, Centro, Ouro Preto (a 96km de Belo Horizonte). ☎ 3351-5155. Terça a sexta. 12h às 18h; sábado e domingo, 10h às 15h. Grátis. Até 28 de outubro.

✪✪✪ A CASA E A CIDADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária estão penteadeiras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente vão cair na gargalhada e os adultos, emocionar-se. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪ FIGURINOS DO GRUPO GALPÃO: MEMÓRIA FEITA A MÃO. Para celebrar seus trinta anos, o Grupo Galpão exibe os figurinos de três conhecidas montagens da companhia: A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003). A exposição integra as atividades de um ateliê aberto, que realiza o inventário e a restauração das peças. O trabalho dos pesquisadores pode ser acompanhado em tempo real por meio de visitas guiadas e previamente agendadas pelo telefone. À medida que são inventariadas e restauradas, as peças seguem para o local da exposição: o corredor de acesso ao Teatro Wanda Fernandes, no Galpão Cine Horto. Visitas guiadas: Centro Cultural da UFMG. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290. Segunda a sexta, 14h às 17h. Até 25 de agosto. Exposição: Galpão Cine Horto. Rua Pitangui, 3613, Horto, ☎ 3481-5580. Segunda a sábado, 9h às 22h. Até 25 de agosto. Grátis.

INHOTIM. O complexo museológico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 500 obras, o rico acervo de Inhotim está organizado em mostras permanentes e temporárias. É possível visitar trabalhos de renomados artistas nacionais e internacionais, como os do fotógrafo espanhol Miguel Rio Branco e do brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), grande nome da arte pós-moderna. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. Neste mês, Inhotim incorporou a seu acervo uma das criações mais importantes da artista visual Lygia Pape. Um grande pavilhão foi construído especialmente para abrigar a impactante instalação Ttéia, Nº 1, C. A artista chamou de "ttéias" (pronuncia-se "teteias") uma série de trabalhos em que utiliza fios de materiais diversos dispostos geometricamente. As extremidades das cordas ficam presas por plataformas quadradas no chão e no teto. O jogo de luzes dissimula o encaixe e dá a impressão de que os fios são os próprios feixes luminosos. A instalação será aberta ao público no dia 3 de agosto. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440. Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. e dom.).

INIMÁ DE PAULA. Cores fortes, pinceladas fartas e uma maneira quase primária de retratar cenas da natureza. Essas características, tradicionalmente associadas ao movimento artístico fauvista, marcam o trabalho do pintor Inimá de Paula. Considerado um dos maiores representantes do estilo no Brasil, também pintou favelas, paisagens urbanas e o cotidiano rural de seu estado. Mineiro de Itanhomi, no Vale do Aço, Inimá morou no Rio de Janeiro, em Fortaleza e, por fim, em Belo Horizonte, onde morreu, em 1999. Desde 2008, parte de seu acervo particular passou a integrar a coleção do centro cultural que leva seu nome. Pela primeira vez desde a inauguração, o Museu Inimá de Paula renovou sua mostra permanente de obras do pintor, com 27 óleos inéditos. Localizado no hipercentro de Belo Horizonte, na Rua da Bahia, o espaço exibe ainda objetos pessoais que fizeram parte do ateliê do mestre, como pincéis, paletas, gravuras, tubos de tinta, cavaletes e slides. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis.

✪✪✪ ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS. Em maio, o Memorial Minas Gerais — Vale inaugurou três espaços para exposições temporárias. Além das mostras permanentes sobre a história e a cultura do nosso estado, é possível conferir até o fim deste mês uma sala interativa dedicada à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Poltronas confortáveis, fones de ouvido e modernos telões permitem ao visitante apreciar a música sinfônica de um jeito mais moderninho. Pode-se ainda escolher os concertos em um visor individual, e assistir a gravações sobre os bastidores, os ensaios e a preparação dos músicos, além de ler o histórico de cada um dos compositores selecionados e sobre a obra em execução. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis.

✪✪✪ PESO E LEVEZA. O Palácio das Artes exibe os trabalhos de quinze fotógrafos da Argentina, Nicarágua, Colômbia, México, Brasil e outros países vizinhos. As 73 fotografias foram selecionadas nas cidades de Cartagena das Índias (Colômbia) e Manágua (Nicarágua) durante o Photoespaña — um dos mais importantes festivais do gênero no mundo. As obras denunciam as desigualdades, estranhezas e violências vividas pelos povos latino-americanos. De todas elas, no entanto, emergem também traços de leveza, poesia e até de humor, como na fotografia Helado Carretero, da mexicana Eunice Adorno. A imagem integra a série Mennoniten Leven, que registrou o cotidiano e os hábitos de mulheres menonitas (grupo cristão que vive em comunidades reservadas e tem sedes espalhadas pelo continente americano). O representante mineiro entre os selecionados é o belo-horizontino Pedro Motta, profissional já conhecido no cenário nacional. Ele participa com quatro imagens da curiosa série Caixa d'Água, que mostra reservatórios instalados em paisagens naturais do interior de Minas Gerais. A partir da manipulação digital, Motta removeu da foto inicial grande parte da estrutura de sustentação das caixas- d'água, fazendo com que elas pareçam flutuar sobre a vegetação. Palácio das Artes — Galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3789-1600 → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 26 de agosto.

✪✪✪ PULSO IRANIANO. As cores, os contrastes, as tradições e a poesia dessa tumultuada nação islâmica são retratados por 24 artistas. Destaca-se a irreverente série Garota Híbrida, da fotógrafa Shirin Aliabadi. Imagens de estúdio bem-humoradas refletem a influência da cultura ocidental no modo de vida de jovens iranianas, que aparecem com pirulitos, telefones celulares, lentes de contato e perucas loiras. Integram a exposição ainda os filmes Shirin, do consagrado diretor Abbas Kiarostami, e Reapresentação, dirigido por seu filho, Bahman. Especialmente para a montagem em Belo Horizonte, foi concebida uma instalação de Arash Hanaei. No corredor vermelho que dá acesso à galeria estão desenhos digitais da série Capital, que mostram slogans publicitários, ilustrações e cenas da revolução de 1979 gravadas nos muros da capital, Teerã. Introduz o visitante no contexto histórico de uma cultura rica, mas pouco explorada. Oi Futuro — Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 26 de agosto.

RODOLPHE HUGUET. O artista visual francês passou um mês e meio no Brasil em residência artística a convite do Lab Labanque, relevante centro de arte de seu país. O objetivo era investigar espaços, pessoas e histórias relacionadas ao trabalho nas minas. Nas cidades de Diamantina, Ouro Preto e Belo Horizonte, Huguet conheceu mineiros, lapidadores, joalheiros e as condições de vida e de trabalho dessas pessoas. Trinta obras, entre desenhos preparatórios, esculturas e fotografias, integram a mostra MinHerói. Os trabalhos são preparatórios para uma exposição maior que o artista realizará na França, no ano que vem. Salão Cultural da Aliança Francesa de Belo Horizonte. Rua Tomé de Souza, 1418, Savassi, ☎ 3291-5187. Segunda a sexta, 7h30 às 21h. Grátis. Até 20 de agosto.

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal mostra coletiva de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração ao centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. A mostra conta ainda com um vídeo que traz depoimentos dos alunos sobre o professor. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384. → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até 31 de agosto.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE