Exposições

Programação de exposições para os dias 30 de junho a 06 de julho

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

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Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Decameron: o realismo fantástico de Vasconcellos está em cartaz até domingo (8) na Pequena Galeria do Teatro da Cidade

ESTREIAS JUAREZ DIAS COSTA. A última mostra do artista na cidade foi em 1985. Depois de uma temporada de individuais em Portugal, Espanha e Alemanha, Juarez volta a BH. A partir de sábado (7), ele expõe trabalhos inéditos na Casa Lima d'Artes. São dez óleos sobre tela de médias e grandes dimensões que retratam cenas urbanas. R$ 7 200,00 a R$ 16 200,00. Casa Lima d'Artes. Rua Lima Duarte, 86, Carlos Prates, ☎ 3462-4324. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 14h. Até 23 de julho. A partir de sábado (7), às 11h.

JÚLIO ALVES. Carioca de nascimento, o artista cresceu em Minas Gerais e se formou em design pela UEMG. Traços livres e figuras humanas imprecisas são as marcas de seu trabalho. Na mostra Percurso ele apresenta 22 pinturas, desenhos e esculturas inéditas. R$ 1 300,00 a R$ 6 000,00. Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa — Passarela Cultural. Rua da Bahia, 1889, 2º piso, Funcionários, ☎ 3269-1204 → Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Até 31 de julho. A partir de segunda (2).

ÚLTIMA SEMANA ✪✪ ALAIN DHOMÉ. Quarenta imagens do fotógrafo franco-brasileiro Alain Dhomé estão em exposição no Aquário da Bacia do Rio São Francisco, na Fundação Zoo-Botânica. Dhomé retratou personagens e paisagens do Velho Chico, percorrendo os cinco estados cortados pelo rio, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Segundo o fotógrafo, o objetivo da exposição é divulgar a riqueza cultural da região e incentivar a preservação do rio. A mostra Viagem pelo Rio São Francisco já esteve em Brasília, na França e na Colômbia. Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte — Aquário da Bacia do Rio São Francisco. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000, Pampulha, ☎ 3277-7100. Terça a domingo, 8h30 às 16h. R$ 5,00. Até 31 de julho.

✪ BELKISS TORRES DE MIRANDA. Formas geométricas, cores vibrantes e composições cuidadosamente estudadas são as marcas do trabalho da artista. A partir da manipulação de matizes e tonalidades, Belkiss cria áreas de sobreposição e transparência, de variação de luz e sombra, de profundidade e perspectiva. Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa — Galeria Paulo Campos Guimarães. Praça da Liberdade, 21, Funcionários, ☎ 3269-1204 → Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 12h. Grátis. Até este sábado (30).

✪✪✪ IMAGENS DO CONHECIMENTO. Fotografias do processo de produção científica formam uma diversa e vibrante mostra no Espaço TIM UFMG do Conhecimento. A ideia foi da professora de matemática da UFMG Sônia Pinto de Carvalho. Ela pensou em organizar um banco de imagens dos vários campos do conhecimento para despertar o interesse da população pela ciência. O acervo fotográfico retrata desde imagens microscópicas até os belos azulejos bicolores do Museu de Arte da Pampulha. Espaço TIM UFMG do Conhecimento. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários, ☎ 3409-8350. → Terça a domingo, 10h às 17h (exceto quinta, 10h às 21h). Grátis. Até sexta (6).

MAURO SILPER. As pinturas de Silper têm como tema o fenômeno da conurbação, processo que dá origem a regiões metropolitanas em torno de grandes cidades. Trinta obras, entre acrílicas e aquarelas, integram a mostra Intracenas. R$ 1 200,00 a R$ 4 500,00. Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl. Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, ☎ 3291-2101. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 13h. Até sábado (7).

✪✪✪ A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS É O HUMOR. Uma divertida coletânea de charges e cartuns do artista Duke ganha exposição no Oi Futuro. Foram reunidos trabalhos publicados em jornais e revistas nos últimos três anos e obras inéditas produzidas pelo cartunista. Duke é mineiro de Belo Horizonte, assina charges diárias nos jornais O Tempo e Super Notícia e, em 2009, foi premiado com o troféu HQMix como o melhor cartunista brasileiro. Oi Futuro — Galeria 2. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. → Terça a domingo, 11h às 18h. Grátis. Até 8 de julho.

✪✪✪ NUNO RAMOS. Nome respeitado do cenário nacional, o artista se preocupa em explorar as possibilidades da superfície das telas. Na mostra Só Lâmina, Ramos expõe onze obras e as instalações Luz Negra e Carolina. O conjunto é um marcante estudo sobre as potencialidades do som, da palavra e dos próprios materiais utilizados. Impressionam as composições harmônicas que emergem a partir de materiais diversos, como pedra, areia, vidro, pelúcia e metal. Também se destaca a espessa camada de tinta a óleo aplicada sobre chapas de metal. Oito estrofes do poema Uma Faca Só Lâmina, de João Cabral de Melo Neto, acompanham os trabalhos. Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Até este domingo (1º).

✪✪✪ NYDIA NEGROMONTE. Foi prorrogada até 8 de julho a exposição da artista peruana radicada no Brasil Nydia Negromonte. Inspirada no manual catalão de 1933, Lliçons de Coses, a mostra convida a pensar sobre memória, usos e costumes. Daquela antiga publicação, que tratava de atividades da vida social e familiar, Nydia extraiu ilustrações e as justapôs com fotografias de cenas reais. Os pares de imagens impressionam pela semelhança entre as situações e provocam a reflexão sobre gestos e afetos da vivência humana. No auditório do museu, a artista montou um dos espaços mais interessantes. Tendo a Lagoa da Pampulha como fundo, Ilha dos Amores exibe imagens e sons gravados na própria lagoa. Essa nova justaposição estimula os sentidos, a memória e o imaginário do público. Museu de Arte da Pampulha. Avenida Doutor Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. → Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até domingo (8).

✪✪✪ VASCONCELLOS. Mesmo radicado na Dinamarca desde 1963, o pintor mineiro Vasconcellos costuma trazer seus trabalhos para cá com frequência. A Pequena Galeria do Teatro da Cidade recebe vinte obras inéditas dele na mostra Realismo Fantástico. O título é apropriado. Sua pintura é considerada por críticos europeus como representante do realismo mágico, ou realismo fantástico. Para essa corrente artística, as fronteiras entre o mundo real e a imaginação são bastante elásticas e, muitas vezes, invisíveis. Na última década, o universo onírico o inspirou em diversas séries, como Mitológicas, Velazquianas, People from My Dreams e Árias Brasileiras. As telas trazem seres e cenários que parecem emergir de sonhos confusos, e figuras femininas cujas partes foram recortadas de outros corpos. Há ainda as que apresentam arquétipos e signos do inconsciente coletivo, como a imagem da família e a figura patriarcal. Predomina a utilização de pigmentos e resina vegetal sobre tela ou madeira. R$ 3 000,00 a R$ 20 000,00. Pequena Galeria do Teatro da Cidade. Rua da Bahia, 1341, Centro, ☎ 3273-1050. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado e domingo, 16h às 21h. Até 8 de julho.

EM CARTAZ BOULEVARD GRANDES ARTISTAS. Em homenagem aos cinquenta anos de morte do pintor Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), o Boulevard Shopping organizou uma mostra coletiva. Foram reunidos trabalhos de vinte nomes da pintura mineira das últimas décadas, como Jarbas Juarez, Juçara Costta e Yara Tupynambá. Entre as setenta obras estão aquarelas, gravuras, esculturas, tapeçarias e desenhos. A grande ressalva, porém, é que não será possível conferir obras do mestre Guignard, apenas reproduções fotográficas de quatro de seus trabalhos. Boulevard Shopping — Piso 2. ☎ 2571-7500. Todos os dias, 10h às 22h. Grátis. Até 29 de julho.

✪✪✪✪✪ CARAVAGGIO E SEUS SEGUIDORES A aguardada exposição do mestre italiano não decepciona. Seis telas de Caravaggio e catorze dos de seus discípulos formam um conjunto de valor inestimável para a história da arte ocidental. Certamente, a peça que causa maior curiosidade e impacto é a Medusa Murtola. O escudo de bronze que serviu de suporte para a pintura é a única obra protegida por uma camada de vidro. Também é interessante prestar atenção às duas versões da tela São Francisco em Meditação. Um estudo sobre os detalhes e as diferenças entre as duas ganhou grandes painéis no fim da mostra. A iluminação da galeria alterna áreas de luz e escuridão, em referência à inovadora e dramática técnica do claro-escuro presente nas produções do mestre. Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Transporte gratuito sai da Praça da Liberdade às 9h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (ter. a sex.); 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (sáb. e dom.). Até 15 de julho.

✪✪✪ A CASA E A CIDADE: CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO DOMÉSTICO, SOCIAL E DA LEMBRANÇA EM BELO HORIZONTE. Estão expostos móveis, objetos, imagens e relatos da vida em Belo Horizonte desde o século XIX até a década de 90. As evoluções tecnológicas, que modificaram os modos de viver e morar, ajudam a construir um retrato da vida cotidiana na capital. No 2º andar da sede centenária estão penteadeiras, aparadores, cadeiras, poltronas de cinemas antigos e plantas arquitetônicas do início do século passado. Em outro ambiente, é possível observar documentos e peças de roupa pelo buraco de diversas fechaduras. Um dos salões guarda uma coleção de aparelhos eletrônicos hoje jurássicos, como um rádio Philips de 1940, um televisor da marca RCA Victor, original dos anos 60, e um celular Motorola StarTAC, sonho de consumo de muita gente no início da década de 90. Os pequenos certamente vão cair na gargalhada e os adultos, se emocionar. Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Moraes, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de dezembro.

✪✪✪✪ DE CHIRICO - O SENTIMENTO DA ARQUITETURA. Cerca de 120 obras do artista greco-italiano Giorgio De Chirico (1888-1978) estão em exposição na Casa Fiat de Cultura. Nascido em Volos, na Grécia, De Chirico sofreu forte influência de temas e personagens da Antiguidade e dos preceitos arquitetônicos greco-romanos. Figuras enigmáticas, cidades desoladoras e cenários que parecem criações da memória compõem a chamada arte metafísica, da qual ele é o maior expoente. Além das dicotomias entre real e imaginário, coletivo e individual, exterior e interior, o pintor investigou a relação entre luz e sombra na extensa série de litografias que fecha a mostra. Casa Fiat de Cultura. Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250, Belvedere, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Transporte gratuito sai da Praça da Liberdade às 9h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (ter. a sex.); 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30 (sáb. e dom.). Até 29 de julho.

ENRICO BIANCO. R$ 3 500,00 (desenhos) a R$ 120 000,00 (painéis). Leia em Veja BH Recomenda. Errol Flynn Galeria de Arte. Rua Alagoas, 977, Savassi, ☎ 3318-3830 . Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 28 de julho.

✪✪ FIGURINOS DO GRUPO GALPÃO: MEMÓRIA FEITA A MÃO. Para celebrar seus trinta anos, o Grupo Galpão exibe os figurinos de três conhecidas montagens da companhia: A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003). A exposição integra as atividades de um ateliê aberto, que realiza o inventário e a restauração das peças. O trabalho dos pesquisadores pode ser acompanhado em tempo real por meio de visitas guiadas e previamente agendadas pelo telefone. À medida que são inventariadas e restauradas, as peças seguem para o local da exposição: o corredor de acesso ao Teatro Wanda Fernandes, no Galpão Cine Horto. Visitas guiadas: Centro Cultural da UFMG. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290. Segunda a sexta, 14h às 17h. Até 25 de agosto. Exposição: Galpão Cine Horto. Rua Pitangui, 3613, Horto, ☎ 3481-5580. Segunda a sábado, 9h às 22h. Até 25 de agosto. Grátis.

INHOTIM. O complexo museológico é referência nacional em arte contemporânea. Com mais de 500 obras, o rico acervo de Inhotim está organizado em mostras permanentes e temporárias. É possível visitar trabalhos de renomados artistas nacionais e internacionais, como os do fotógrafo espanhol Miguel Rio Branco e do brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), grande nome da arte pós-moderna. As obras e instalações estão distribuídas por galerias, pavilhões e jardins inspirados nos ensinamentos paisagísticos de Burle Marx. No mês passado foi reaberta a galeria True Rouge, que abriga a instalação homônima do celebrado artista plástico pernambucano Tunga. A obra, que data de 1997, foi produzida a partir de redes, madeira, esponjas do mar, tinta vermelha, bolas de sinuca e escovas limpa-garrafa. A diversidade dos materiais e a composição surpreendentemente coesa que eles formam causam grande impacto. Inhotim. Rua B, 20, Brumadinho, ☎ 3254-5440. Terça a sexta, 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, 9h30 às 17h30. Grátis (ter.); R$ 20,00 (qua. e qui.); R$ 28,00 (sex. e dom.).

INIMÁ DE PAULA. Pela primeira vez desde a inauguração, há quatro anos, o Museu Inimá de Paula renova seu acervo permanente de obras do mestre Inimá. São 27 óleos inéditos que retratam paisagens do interior de Minas Gerais, cenas do cotidiano e naturezas-mortas. Além dos quadros e desenhos que compunham a coleção particular do artista, a coleção permanente do museu apresenta materiais que fizeram parte do ateliê de Inimá, como pincéis, paletas, tubos de tinta, cavaletes e slides. Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320 → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis.

✪✪ JOSÉ FORJAZ - ARQUITETURA DE MOÇAMBIQUE. Painéis apresentam os trabalhos do arquiteto português José Forjaz em Moçambique e outros países africanos. Causas humanitárias e a preocupação com questões culturais e ambientais são marcas das edificações projetadas por Forjaz. Produzida pelo Museu da Casa Brasileira (SP) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a exposição apresenta plantas, fotografias e estudos do arquiteto. A montagem não representa a ousadia do trabalho de Forjaz. Casa do Baile. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, ☎ 3277-7443. → Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até 15 de julho.

kms5n6j6jw6EHkuhuf7ytgEQg4jk46a45h. É esse mesmo o nome da mostra individual de Paulo Vivacqua. Tão curioso quanto o título é o conceito do trabalho. As "esculturas sonoras" são feitas de vidro, plástico, metal e granito. Objetos relacionados com a emissão do som, como alto-falantes e campainhas, têm sua função subvertida pelo artista. Eles passam a funcionar como dispositivos mentais para a imaginação ou a expectativa de algum ruído. R$ 4 000,00 a R$ 16 000,00. Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, Sala 1, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 23 de julho.

MUSEU DE ARTES E OFÍCIOS. O acervo permanente do museu merece uma demorada e atenta visita. Cerca de 2 300 peças, como utensílios de cozinha, ferramentas e maquinários rústicos, representam vários ofícios e profissões dos séculos passados. A extensa coleção exibe itens curiosos, como uma arcaica cadeira de dentista, balanças de precisão utilizadas por ourives e rodas de fiar manejadas por tecelões. Inaugurado em 2005 na Estação Central do metrô de Belo Horizonte, o espaço do museu compreende os dois prédios centenários, interligados por um túnel subterrâneo. Museu de Artes e Ofícios. Praça Rui Barbosa (Praça da Estação), Centro, ☎ 3248-8600 → Terça e sexta, 12h às 19h; quarta e quinta, 12h às 21h; sábados, domingos e feriados, 11h às 17h. Grátis (qua. e qui., 17h às 21h; sáb.); R$ 4,00.

✪✪✪ ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS. No mês passado, o Memorial Minas Gerais - Vale inaugurou três espaços para exposições temporárias. Além das mostras permanentes sobre a história e a cultura do nosso estado, é possível conferir até julho uma sala interativa dedicada à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Poltronas confortáveis, fones de ouvido e modernos telões permitem ao visitante apreciar a música sinfônica de um jeito mais moderninho. Além de escolher os concertos em um visor individual, é possível assistir a gravações sobre os bastidores, os ensaios e a preparação dos músicos, além de ler o histórico de cada um dos compositores selecionados e sobre a obra em execução. Memorial Minas Gerais — Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3343-7317. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h; quinta, 10h às 22h; domingo, 10h às 14h. Grátis. Até 31 de julho.

✪✪✪ SEGUE-SE VER O QUE QUISESSE As imagens reunidas nesta mostra fotográfica apresentam elementos e cenários mineiros que não figuram nos panfletos turísticos nem nos cartões-postais. Estão expostos cerca de 470 trabalhos que ocupam três galerias do Palácio das Artes e o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Nomes conhecidos no cenário nacional, como Rosângela Rennó, Mabe Bethônico, Cao Guimarães, Pedro Motta e André Hauck integram o time de 39 artistas. Um dos projetos apresentados é No Olho da Rua, de Patricia Azevedo. Ela entregou câmeras fotográficas a cinquenta jovens moradores de rua de Belo Horizonte. Livres para registrar o que quisessem, os garotos produziram imagens surpreendentes. Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 14 de julho.

✪✪✪ VER E VOLTAR A VER: A CIDADE DOS ALUNOS DO MESTRE GUIGNARD. O Centro de Cultura Belo Horizonte apresenta em sua galeria principal mostra coletiva de ex-alunos de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962). As 26 obras foram reunidas pela primeira vez em 1996, em comemoração do centenário de BH. Cada autor empregou as próprias linguagens e técnicas, que, além de homenagear o mestre, têm a capital como tema. Estão expostas telas abstratas, figurativas e concretistas de artistas como Yara Tupinambá, Amilcar de Castro e Álvaro Apocalypse. A mostra conta ainda com um vídeo que traz depoimentos dos alunos sobre o professor. Centro de Cultura Belo Horizonte. Rua da Bahia, 1149, Centro, ☎ 3277-4384. → Segunda a sexta, 9h às 19h. Grátis. Até 31 de julho.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE