Exposições

Programação de exposições para o período entre 02 a 08 de agosto

- Atualizado em

› ESTREIA

entre(Linhas)

A mostra celebra os cinquenta anos do centro universitário Uni-BH e reúne trabalhos em bordado de alunos, artistas e artesãos. Os autores utilizam a linha para desenhar em tecido, papel, lâminas de radiografia e até na própria pele.

Casa do Baile

Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, ☎ 3277-7443. Terça a domingo, 9h às 18h. Grátis. Até dia 31. A partir de quarta (6).

› ÚLTIMA SEMANA

✪✪ Erli Fantini

Nascida em Sabará, Fantini é referência nacional na arte da cerâmica. Intitulada Chão, a exposição reúne esculturas recentes de barro e minério de ferro, que, dispostas em conjunto, parecem formar um pequeno vilarejo de casinhas em formatos surreais.

Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO

Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3270-8100. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até domingo (10).

› EM CARTAZ

✪✪ Angelo Venosa A mostra é uma homenagem aos trinta anos de carreira do paulista. Estão dispostas nas duas galerias do piso inferior do Palácio das Artes cerca de trinta peças de diversos estilos e tamanhos. Sem apego cronológico, a exposição apresenta a trajetória de Venosa dos anos 80 até hoje e traz obras de inspiração geométrica, artesanal, surrealista e expressionista. A miscelânea de estilos, no entanto, cansa em vez de impressionar.

Palácio das Artes — Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima

Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até dia 24.

✪✪✪ Barroco Itália Brasil — Prata e Ouro

A mostra exibe gratuitamente quarenta esculturas barrocas de importantes acervos italianos e brasileiros. Do Brasil, foram selecionadas vinte peças de madeira de grandes nomes da arte no estado — dezoito são de ícones como Mestre Valentim, Mestre de Piranga e de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e duas pertencem aos artistas contemporâneos Alfredo Ceschiatti (1918-1989) e Maurino de Araújo. A parte italiana impressiona, com esculturas de prata que chegam a 2,20 metros de altura, como a Santa Rita de Cássia e a suntuosa Imaculada Conceição.

Casa Fiat de Cultura

Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Até 7 de setembro.

Emancipação, Inclusão e Exclusão — Desafios do Passado e do Presente

Vale a pena pegar a estrada em um fim de semana para visitar uma boa mostra de fotografia em Ouro Preto. A galeria da Fiemg exibe 72 ampliações de imagens do rico acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles. Feitas por pioneiros como Marc Ferrez, Victor Frond e George Leuzinger, as fotos registram o cotidiano rural e urbano de negros escravos e livres no Brasil do século XIX.

Centro Cultural e Turístico do Sistema Fiemg.

Praça Tiradentes, 4, Centro, Ouro Preto (a 96 quilômetros de Belo Horizonte), ☎ 3551-3637. Todos os dias, 9h às 19h. Grátis. Até 1º de setembro.

✪✪✪ O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

Nascido em Fortaleza e filho de um cinegrafista amador, Francisco Albuquerque (1917-2000) já fazia bons retratos aos 15 anos de idade. No fim da década de 40, montou na capital paulista um estúdio com seu nome e iniciou uma sólida e pioneira trajetória na fotografia publicitária. A mostra reúne 150 imagens de seus setenta anos de carreira. Estão lá cliques urbanos, retratos de gente famosa como Juscelino Kubitschek, Victor Brecheret, Hilda Hilst, Luiz Gonzaga e Roberto Burle Marx, além de fotos publicitárias feitas para anúncios de empresas.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até dia 28.

✪✪✪ Pedro David

Em 2008, Pedro começou uma busca por apartamentos para alugar em Belo Horizonte. A visita a lugares que pertenceram a desconhecidos angustiava o fotógrafo, que procurava sem sucesso o próprio lar. Ele resolveu então registrar detalhes, fachadas e interiores dessas casas. Na edição, deparou com uma sequência de fotos das paredes nuas e coloridas com diferentes níveis de luminosidade, uma metáfora para os diversos tipos de solidão do homem urbano. Daí nasceu a série Alu­ga-se. Uma vez instalado em um imóvel, Pedro começou a se incomodar com lixos e objetos que simpáticos vizinhos descartavam em seu quintal e os registrou no trabalho Coisas Caem do Céu. Em 2010, com a morte da mãe, na série Última Morada, o artista fez uma espécie de catálogo dos pertences que ela havia deixado. Os três conjuntos formam a mostra Fase Catarse, que ganhou montagem cuidadosa na sala de exposições temporárias do Museu Mineiro.

Museu Mineiro

Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, ☎ 3269-1103. Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Até dia 31.

✪✪✪ Salvador Dalí

Apesar de não trazer uma seleção de telas ou esculturas, gêneros mais representativos da obra de Salvador Dalí (1904-1989), a mostra Dalí — A Divina Comédia é imperdível. Trata-se de uma série de aquarelas do mestre surrealista, uma para cada um dos 100 cantos que compõem a obra-pri­ma do italiano Dante Alighieri (1265-1321). Seguindo a estrutura do livro, as ilustrações foram organizadas em três grupos, que remetem à viagem de Dante por três reinos: Inferno, Purgatório e Paraíso. O estilo delirante dos traços de Dalí fica evidente em anjos que abrem gavetas do próprio corpo, figuras humanas com braços e pernas anatomicamente improváveis e demônios que cospem bichos híbridos pela boca. Vale a pena ver de perto.

Academia Mineira de Letras

Rua da Bahia, 1466, Centro, ☎ 3222-5764. Quarta a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até dia 17.

✪✪✪✪ Sebastião Salgado

Ele mora em Paris e já viajou o mundo inteiro, mas garante que o paraíso fica mesmo em Aimorés, sua cidade natal, no interior de Minas Gerais. Lá, o fotógrafo Sebastião Salgado mantém desde 1998 o Instituto Terra, dedicado ao desenvolvimento sustentável do Vale do Rio Doce. Considerado um dos ícones da fotografia nacional, o mineiro ilustre exibe no Palácio das Artes a mostra Genesis, aberta em 2013, em Londres. As 245 imagens em grande formato foram clicadas durante oito anos de andanças por florestas, aldeias, montanhas, rios, regiões geladas e desérticas. Há retratos sensíveis de comunidades como a dos índios uaurás, em Mato Grosso, e registros impressionantes de animais selvagens. Em preto e branco e com primor formal, as imagens são gráficas, impactantes e merecem vários minutos de apreciação. A exposição não decepciona e faz jus ao burburinho que o fotógrafo causou em sua passagem por Bea­gá para a abertura da mostra.

Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e Espaço Mari'Stella Tristão

Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até dia 24.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE