Exposições

Programação de exposições para o período entre 03 e 09 de janeiro

- Atualizado em

ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪✪ Carlos Bracher

Estão em exibição 86 peças (entre óleos, aquarelas, livros, fotos e objetos pessoais) que ilustram várias fases de sua carreira. A mostra Bracher - Pintura & Permanência, com curadoria assinada pelo importante crítico de arte Olívio de Tavares Araújo, também traz uma recriação caprichada do ateliê do artista.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até dia 12.

Laís Myrrha

Radicada em São Paulo, a artista causou alvoroço por lá em junho com uma instalação que recriava as ruínas do Pavilhão de Exposições da Gameleira, projetado por Oscar Niemeyer e que desabou em 1971, matando 177 pessoas, em um dos maiores desastres da construção civil brasileira. Desta vez, ela materializa um tema menos polêmico, mas não menos complexo. A noção de tempo é investigada em quatro obras: Compensação dos Erros (desenho e vídeo), Reconstituição (impressões), Not Yet (vídeo) e Teoria das Bordas (instalação). Em Compensação de Erros, por exemplo, Laís revela a tentativa de apresentar um desenho de observação a partir dos números de um relógio digital. A velocidade com que o tempo passa, no entanto, faz com que ela esteja constantemente apagando e refazendo os traços, restando por fim, um "borrão de passado".

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até domingo (11).

EM CARTAZAfetividades Eletivas

Estão expostos cerca de 150 trabalhos - entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances - de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores nacionais, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles e Beatriz Milhazes; de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle; e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst - aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: aquelas que fazem referência à palavra escrita; as que usam o corpo como suporte; as que retratam paisagens ou o ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Na quinta (1º), a galeria fecha às 19h. Grátis. Até 1º de março.

Antimônio

A antiga casa da avó de Gustavo Maia é hoje um dos lugares mais descolados da cidade. Entre 2005 e 2009, a simpática residência no bairro Santa Tereza abrigou mostras informais e reuniões de amigos do pintor. Em novembro, no entanto, o espaço batizado de Mama/Cadela voltou à cena das artes visuais com força total.

A galeria foi reaberta com uma exposição do pintor Manuel Carvalho e agora abriga a coletiva Antimônio. Pescada da tabela periódica, a palavra, em latim, significa algo como "o oposto a estar sozinho". Alexandre Rato, Bruno Duque, Luiz Henrique Vieira, Eduardo Recife, Helder Profeta, João Maciel, Manuel Carvalho, Renata Laguardia, Roberto Bellini, Warlei Desali e o próprio Gustavo Maia exibem trabalhos que utilizam diversas técnicas e provam que uma coletiva pode misturar sem pasteurizar.

Galeria Mama/Cadela. Rua Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza, ☎ 2552-2048. Segunda a sexta, 14h às 20h; sábado, 14h às 17h (exceto entre os dias 24 e 31). Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ Ciclo - Criar com o que Temos

A culpa é do francês Marcel Duchamp (1887-1968). Foi ele que elevou mictórios, rodas de bicicleta e pás de lixo ao status de ready mades, obras de arte feitas de objetos industrializados. Cem anos depois, a manifestação bem-humorada de Duchamp continua sendo referência para artistas contemporâneos - entre eles, os convidados para esta mostra. Com curadoria de Marcello Dantas, a exposição reúne autores de doze países que usam artefatos do cotidiano para produzir instalações monumentais e intrigantes. Há obras criadas com palitos de dentes, armas, celulares e até lixo.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até dia 19.

Fragmentos e Trajetos

Dizem que não existe arte sem público. Os estudantes da Escola de Belas Artes da UFMG há mais de um ano vivem esse dilema teórico na prática. As obras produzidas por dezenas de formandos todos os semestres não podem mais ser exibidas na tradicional galeria da própria faculdade (transformada em uma sala administrativa). O professor de história da arte Rodrigo Vivas resolveu então reunir os trabalhos de 23 alunos em uma coletiva no Centro Cultural da UFMG, que fica na Praça da Estação. Intitulada Fragmentos e Trajetos, a mostra apresenta fotografias, desenhos, gravuras, instalações e pinturas que abordam temas diversos, como a natureza humana e o universo urbano. Uma oportunidade de testemunhar o primeiro passo da carreira de futuros talentos da arte mineira.

Centro Cultural da UFMG - Galeria Principal. Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290. Terça a sexta, 10h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 1º de fevereiro.

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

Pela primeira vez um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de nomes fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 →. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular. Assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari, no entanto, ele deixou sua assinatura em edificações icônicas, como a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março.

✪✪ QuasePoema - Cartas e Outras Escrituras Drummondianas na Casa Fiat de Cultura

O artista Marconi Drummond, primo de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), reuniu pela primeira vez 88 correspondências enviadas pelo poeta e 28 respostas de sua mãe, dona Julieta. Estão lá relatos de momentos íntimos e marcantes, como o casamento do escritor e a morte de um filho, notícias sobre o cotidiano no Rio de Janeiro e divagações sobre a saudade de Itabira, sua cidade natal. Com curadoria de Marconi e de Fabíola Moulin, a mostra lança mão de algumas firulas audiovisuais, como projeções de trechos das cartas e vídeos de atores famosos declamando poesias. Nenhum recurso, porém, substitui o prazer singelo de ver de perto a letra do poeta no papel.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até dia 18.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE