Exposições

Programação de exposições para o período entre 06 a 12 de setembro

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› ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ Barroco Itália Brasil - Prata e Ouro

A mostra exibe gratuitamente quarenta esculturas barrocas de importantes acervos italianos e nacionais. Do Brasil, foram selecionadas vinte peças de madeira de grandes nomes da arte no estado - dezoito são de ícones como Mestre Valentim, Mestre de Piranga e Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e duas pertencem aos artistas contemporâneos Alfredo Ceschiatti (1918-1989) e Maurino de Araújo. A parte italiana impressiona, com esculturas de prata que chegam a 2,20 metros de altura, como a Santa Rita de Cássia e a suntuosa Imaculada Conceição.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até este domingo (7).

Não Provoque, É Cor de Rosa Choque

A mostra reúne trabalhos de vários dos alunos de artes visuais do Programa Valores de Minas que, baseados no hit homônimo da cantora Rita Lee, criaram obras em diferentes linguagens que investigam a simbologia da cor rosa.

Palácio das Artes - Espaço Mari'Stella Tristão. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até domingo (14).

› EM CARTAZ

área de

A galeria de arte do Sesc Palladium tem apresentado uma programação bastante eclética. Depois das delicadas peças de cerâmica da mineira Erli Fantini, é a vez das intervenções do curitibano Cleverson Salvaro. Na mostra área de (grafa-se a inicial em minúscula mesmo), ele tensiona as relações do espectador com o espaço. Pensados especificamente para o ambiente da Galeria de Arte GTO, os trabalhos consistem em modificações no espaço que começam logo na entrada. Um amontoado de móveis de exposição interdita o acesso principal e é seguido por uma espécie de labirinto, que convida o visitante a circular de outra maneira pelo salão. A ideia é que o espectador participe ativamente da experiência expositiva e aguce seu envolvimento com o espaço ao redor - mesmo depois de sair da galeria.

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 12 de outubro.

Camille Kachani

A dualidade é a verdadeira matéria das peças do artista plástico libanês Camille Kachani. Suas esculturas de madeira unem natureza e civilização, fabricação manual e industrial, delicadeza e brutalidade. Na mostra Transigências, em cartaz na galeria Murilo Castro, na Savassi, ele apresenta objetos surreais, como um martelo cuja extremidade é um galho de árvore e um móvel sustentado por uma faca e um batedor de bife. O artista é uma das apostas da galeria belo-horizontina e já expôs em espaços de destaque no Brasil, como a Zipper Galeria e o Paço Imperial, ambos no Rio de Janeiro. Para ver a exposição, é preciso tocar a campainha de um simpático sobrado na Rua Antônio de Albuquerque. Não se intimide.

Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, sala 2, Savassi. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 4 de outubro.

Cor, Luz e Movimento

Em 1951, o jovem artista potiguar Abraham Palatnik exibiu seu Aparelho Cinecromático na primeira Bienal de São Paulo. A obra consistia em uma máquina composta de lâmpadas e telas coloridas que compunham diversas combinações quando acionadas por motores. Inicialmente recusado pela comissão julgadora brasileira por não se enquadrar em nenhuma categoria das artes plásticas, o trabalho pioneiro acabou ganhando menção honrosa do júri internacional. A partir daí, Palatnik se aprofundou na manipulação livre de formas e cores, sempre buscando a tridimensionalidade, o movimento e uma espécie de regularidade mecânica. Considerado o pai da chamada arte cinética no Brasil, ele é o homenageado da nova mostra do Minas Tênis Clube. Além de um ambiente com oito obras de Palatnik, a exposição vai apresentar trabalhos de artistas como Deneir, Eduardo Coimbra e Emygdio de Barros, cujas pesquisas se assemelham às do mestre.

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até dia 28.

Gravantes Geraes

Os artistas Carolina Mazzini, Paulo Lisboa, Renata Bernet e Thaís Brasileiro se conheceram na Escola Guignard e compartilharam durante um ano um ateliê de gravura em metal. Na mostra Gravantes Geraes eles expõem paisagens imaginárias e figuras surreais impressas pelo antigo método de gravação.

Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3219-8691. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até 5 de outubro.

Marcus Vinícius

Vale a pena visitar o belo e centenário prédio do Centro Cultural da UFMG para conferir a mostra Constructos, que estreou na sexta (22). O paulistano Marcus Vinícius expõe dez trabalhos em pintura orientados pelo conceito de "estrutura quadro". Desenvolvida pelo artista há quinze anos, a ideia consiste em combinar retângulos de materiais, tamanhos e cores diversas para compor um só quadro. Soa complicado, mas não é. O rigor formal resulta em peças coesas que, se observadas de ângulos diferentes, evidenciam a tridimensionalidade, a textura e a forma de cada unidade menor.

Centro Cultural UFMG - Sala Ana Horta. Avenida Santos Dumont, 174, ☎ 3409-8290. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Até dia 21.

Programa Bolsa Pampulha

Implantado em 2003, o Programa Bolsa Pampulha já é um dos projetos de residência artística mais conhecidos do país. Durante cinco meses e sob a orientação de experts, um grupo de artistas reunido em Belo Horizonte se dedicou a pensar, pesquisar e produzir arte em diversas linguagens. A edição 2013/2014 selecionou dez autores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e culmina na mostra coletiva em cartaz no Museu de Arte da Pampulha (MAP). Há trabalhos na forma de desenhos, pinturas, instalações, vídeos e intervenções urbanas. Representando o estado estão Sara Não Tem Nome (Contagem), Pierre Fonseca (Araçuaí), Alan Fontes (BH), Flávia Bertinato (Pouso Alegre) e Ricardo Burgarelli (BH). Além de abrigar uma coletiva pensada especificamente para os belos salões e jardins do MAP, a exposição é uma oportunidade de entender o processo criativo dos autores e perceber que bons trabalhos artísticos não são feitos só de inspiração, mas também de pesquisa, muita pesquisa.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 26 de outubro.

Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura

A ideia inicial era organizar uma exposição que explicasse o processo de restauro do quadro de Candido Portinari (1903-1962) Civilização Mineira. No entanto, a empolgação do curador Ronaldo Fraga transformou a mostra Recosturando Portinari na Casa Fiat de Cultura em uma aula de artes para a nova geração. Partindo do grande painel, instalado no hall do centro cultural e recuperado no ano passado, Fraga pensou quatro ambientes que apresentam um pouco da vida e da obra do pintor de Brodowski. Elementos típicos das telas do modernista, como os espantalhos, os balões de São João e os passarinhos, foram colocados em instalações que tentam recriar a atmosfera sertaneja que o mestre pintou. "Eu quero que as pessoas se sintam dentro de um quadro de Portinari e que saiam de lá correndo para ver os azulejos da igrejinha da Pampulha, por exemplo", diz Ronaldo Fraga. O estilista também vai exibir roupas cujos bordados primorosos são inspirados nas pinceladas do artista.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 26 de outubro.

RefARTura

A mostra é a continuação da fARTura, que levou obras de 52 artistas brasileiros ao Galpão Paraíso em junho. Desta vez, participam 34 autores belo-horizontinos de gerações e linguagens diferentes, como o jovem Alexandre Rato e sua colega mais experiente, Esthergilda Menicucci.

Galpão Paraíso. Rua Cachoeira Dourada, 34, Paraíso, ☎ 3243-5201. Terça a sexta, 16h às 20h; sábado, 10h às 15h (fecha em feriados). Grátis. Até dia 28.

Sebastião Salgado

Quem perdeu a mostra Gênesis, do celebrado fotógrafo mineiro, no Palácio das Artes, não precisa se preocupar. O Museu Inimá de Paula exibe até novembro imagens da também famosa série Êxodos, na qual Salgado retrata a situação de pessoas que foram obrigadas a deixar sua terra natal. A mostra está dividida nas seções África, Luta pela Terra, Refugiados e Migrados, Megacidades e Retratos de Crianças. Há registros impactantes do caos urbano em metrópoles latinas e asiáticas e de crianças e adultos em campos de refugiados, estradas e favelas.

Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h30; quinta, 12h às 20h30; domingo, 12h às 18h30. Grátis. Até 16 de novembro.

S{obra}

Aos 21 anos, Sara Alves Braga é fotógrafa, desenhista, videoartista, residente do Programa Bolsa Pampulha e está entre os dez jovens artistas convidados para expor no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) em outubro. Mais conhecida como Sara Não Tem Nome, ela integra a coletiva S{obra}, ao lado dos igualmente jovens e multitarefas Randolpho Lamounier e Pedro Veneroso. Os três lançam um olhar atento às mudanças trazidas pelos processos de urbanização em torno de Belo Horizonte. Em andanças pela região de Contagem, onde moram, os artistas fizeram registros em foto, vídeos e instalações que revelam como os vestígios de construção e destruição de obras públicas e privadas se relacionam com as memórias pessoais de quem vive por ali.

Salão Cultural da Aliança Francesa de Belo Horizonte. Rua Tomé de Souza, 1418, Savassi, ☎ 3291-5187. Segunda a quinta, 8h às 21h; sexta e sábado, 8h às 16h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪✪ Visões na Coleção Ludwig

Cabeças Grandes, uma tela de quase 2 metros de altura assinada por Pablo Picasso, já vale sozinha a visita. A mostra do CCBB traz, no entanto, outras 69 obras grandiosas no tamanho e na qualidade. Do acervo de 20 000 peças do empresário alemão Peter Ludwig (1925-1996), foram selecionadas setenta pinturas, esculturas, fotografias e vídeos que ilustram o pioneirismo de um dos primeiros mecenas a apostar na pop art. Serão exibidos, por exemplo, um retrato do próprio Ludwig feito por Andy Warhol, uma enorme tela de Roy Lichtenstein, os Querubins kitsch de Jeff Koons, a Madona hiper-realista de Claudio Bravo, uma escultura de bronze de Joseph Beuys e até um óleo feito por War­hol e Jean-Michel Basquiat. Para arrematar, a pintura Cabeça de Criança, de Gottfried Helnwein, ocupa, com seus 6,5 metros de altura, o pátio interno do prédio.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 20 de outubro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE