Exposições

Programação de exposições para o período entre 07 e 13 de fevereiro

- Atualizado em

› ESTREIA

Destaques da Gravura Brasileira

A mostra reúne litografias, serigrafias e xilografias de expoentes como Cícero Dias, Amilcar de Castro, Iberê Camargo, Inimá de Paula e Samico.

Maison Escola e Galeria de Arte. Avenida Bento Simão, 255, São Bento, ☎ 3261-5885/1225. Segunda a sexta, 9h às 18h; sábado, 9h às 12h (fecha dom.). Grátis. Até 9 de março. A partir de quarta (11).

› EM CARTAZ

Afetividades Eletivas

Estão expostos cerca de 150 trabalhos - entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances — de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores brasileiros, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles e Beatriz Milhazes; de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle; e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst — aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: as que fazem referência à palavra escrita; as que usam o corpo como suporte; as que retratam paisagens ou o ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 1º de março.

Ana Valadares

Na mostra Uma Vida Iluminada, a artista belo-horizontina - precursora da fotografia de moda na capital mineira, na década de 70 — apresenta um generoso recorte de seu trabalho, que teve início quando Ana tinha pouco mais de 18 anos. São 120 imagens projetadas em vídeo e dezoito impressas. Além dos ensaios de moda e retratos de natureza, o público pode conferir uma série de fotos de personalidades como Adélia Prado, Elke Maravilha e Camilo Paoliello.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 3 de maio.

Inimá de Paula

O Museu Inimá de Paula, que leva o nome do pintor considerado o fauve brasileiro, em referência ao fauvismo, estilo expressivo que utiliza traços simples e cores fortes, tendo como maior expoente o francês Henri Matisse (1869-1954) —, abre suas portas para receber, outra vez, uma individual do mestre. A mostra Presença de Inimá reúne paisagens, retratos, naturezas-mortas e trabalhos abstratos, num total de 26 quadros. Mineiro de Itanhomi, Inimá de Paula (1918-1999) estudou no Rio de Janeiro, mas viveu seus últimos anos em Belo Horizonte, onde, em 1998, viu nascer a fundação criada em sua homenagem.

Museu Inimá de Paula - Mezanino. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28.

Marina RB e Walter Gam

Nas paredes reservadas à série Dupla Dobra, de Marina, aparecem doze delicadas gravuras de metal montadas com restos de tecido, além de seis serigrafias. Já Gam, em Cinza Fluorescente, coloca à mostra um conjunto de aquarelas de prédios modernistas feitas apenas em duas cores: preto e cinza. Inaugurada em novembro do ano passado, com a série Monumento Vidraça Monumento Ruína, de Daniel Bilac, a segunda edição do Ciclo de Exposições de Jovens Artistas Mineiros ainda vai contemplar os artistas C.L. Salvaro e Daniella Domingues.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 29 de março.

Milton Machado

Os 45 anos de carreira do artista e arquiteto carioca podem ser revisitados na mostra Cabeça, que, depois de conquistar crítica e público no Rio de Janeiro, ocupa o 3º andar e o pátio central do CCBB. São mais de 100 obras inéditas na cidade — entre desenhos, pinturas, fotografias, esculturas, vídeos e colagens —, produzidas desde o fim dos anos 60. Algumas, para além das outras, tidas em alta conta. É o caso da escultura Semáforo, exposta na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987, e da instalação 21 Formas de Amnésia, de 1989. A grande novidade, no entanto, é a peça Paraíso. Com seus 68 anos, Machado estreia, em Beagá, a obra autobiográfica inspirada no livro Paraíso Perdido, de John Milton (1608-1674).

Centro Cultural Banco do Brasil (270 lugares). Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até 30 de março.

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

Pela primeira vez, um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular. Assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari, no entanto, ele deixou sua assinatura em edificações icônicas, a exemplo da Igreja São Francisco de Assis e da Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, dos murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e dos murais do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março.

Sabrina Hemmi e Wendell Leal

As coisas simples da vida urbana e doméstica, que muitas vezes passam despercebidas aos olhares distraídos, serviram de inspiração para os artistas belo-horizontinos Sabrina Hemmi e Wendell Leal, dupla escolhida para inaugurar as exposições na Galeria de Arte Copasa em 2015. Entre paletas em tons rebaixados de cinza, em (Entre)tantos e Outros Silêncios, Sabrina retrata paisagens humanas e relações cotidianas íntimas. Na série Lugar Comum, Leal, por sua vez, mistura cenas, objetos e pessoas em pinturas que são elaboradas a partir de fotografias.

Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até dia 22.

3º Sinal: Belo Horizonte em Cena

Toda a história da produção teatral na cidade pode ser vista na mostra. Além do registro das principais companhias e dos atores de BH, o acervo traz bonecos, cenários, figurinos, livros, revistas e um sem-­número de peças gráficas de divulgação dos espetáculos. O material foi cedido por grupos daqui, como Galpão e Armatrux, com exceção de duas raridades, de posse do Museu Histórico Abílio Barreto: o lustre e as escarradeiras do antigo Theatro Municipal, construído em 1906. O local foi transformado no Cine Metrópole em 1946 e demolido em 1983.

Museu Histórico Abílio Barreto. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até dezembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE