Exposições

Programação de exposições para o período entre 07 e 13 de março

- Atualizado em

ÚLTIMA SEMANA

Eduardo Fonseca

Em fevereiro do ano passado, o mineiro Eduardo Fonseca apresentou uma mostra na AM Galeria carregada de mensagens políticas. Sob o efeito dos protestos de junho de 2013, ele havia produzido uma série de retratos de manifestantes que encontrou no trajeto a pé até o Mineirão. Exibindo seu domínio técnico, o pintor agora explora imagens mais tranquilas - mas não menos políticas. Na individual Pára, por Favor, em cartaz na galeria de arte do BDMG, Fonseca apresenta retratos em grande formato de galinhas, perus, pererecas e pássaros, muitos pássaros. Aparentemente inocentes, as figuras são metáforas da liberdade de escolha, que, segundo o artista, falta aos sujeitos contemporâneos. Todos estão tão absortos em sua rotina que se esquecem da própria essência e do que realmente gostariam de fazer. Um dos trabalhos mais bonitos é também o melhor exemplo do conceito da mostra. A tela O que Não Se Pode Descrever retrata um belo e enorme par de asas postiças, o acessório ideal para bater asas e voar da mesmice.

Galeria de Arte do BDMG Cultural. Rua Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes, ☎ 3219-8691. Todos os dias, 10h às 18h. Grátis. Até domingo (15).

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

Pela primeira vez, um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até este domingo (8).

EM CARTAZ

✪✪ Ana Valadares

Na mostra Uma Vida Iluminada, a artista belo-horizontina — precursora da fotografia de moda na capital mineira, na década de 70 - apresenta um generoso recorte de seu trabalho, que se iniciou quando Ana tinha pouco mais de 18 anos. São 120 imagens projetadas em vídeo e dezoito impressas. Além dos ensaios de moda e retratos de natureza, o público pode conferir uma série de fotos de personalidades como Adélia Prado, Elke Maravilha e Camilo Paoliello.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 3 de maio.

✪✪✪ Fernando Fiúza

Em 2009 morria o talentoso ilustrador belo-­horizontino Fernando Fiúza. Portador de uma doença cardíaca desde a infância, ele viveu rodeado de cuidados da família, dos amigos e, principalmente, das amigas. As mulheres foram as grandes musas inspiradoras de Fiúza até seu último ano de vida, quando retratou as enfermeiras do hospital onde estava internado. Com traço livre e sensibilidade para entender o universo feminino, ele produziu uma extensa coleção de desenhos em aquarela, carvão, guache, grafite e pastel seco. O artista é lembrado em uma retrospectiva curada por sua ex-mulher, a ceramista Luciana Radicchi. Ela selecionou sessenta obras produzidas entre 1982 e 2009 inspiradas pela figura feminina. Além dos quadros, a mostra Mulheres - O Traço Poético de Fernando Fiúza vai exibir o documentário O Homem Roxo na quarta (11). Dirigido por Carlos Canela e pelo cartunista Duke, o filme conta a história de Fiúza com depoimentos de amigos ilustres, como Toninho Horta e Juarez Moreira.

Centro Cultural Banco do Brasil - Térreo. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até 13 de abril.

✪✪✪ Marina RB e Walter Gam

+ Duas exposições cheias de delicadas ocupam o terceiro andar do Memorial Minas Gerais Vale

Memorial Minas Gerais Vale - Sala de Exposições. Praça da Liberdade, s/nº,

Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até dia 29.

✪✪✪✪ Milton Machado

Assim como muitos artistas que despontaram nos anos 70, Machado gosta de passear por diversas linguagens. Em 45 anos de carreira, o carioca - formado em arquitetura - produziu fotografias, desenhos, pinturas, colagens, esculturas e vídeos que foram reunidos na elogiada retrospectiva Cabeça. Recortes, justaposições e toda sorte de desconstrução das formas são marcas de seu trabalho. Na mostra, que ocupa o 3º andar e o pátio interno do CCBB (já tradicional espaço para instalações de grande formato), há cerca de 100 obras inéditas em Belo Horizonte. Estão em exibição peças conhecidas, como a escultura Semáforo, exposta na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987, e a instalação 21 Formas de Amnésia, de 1989. A grande novidade, porém, é a peça Paraíso, inspirada no livro Paraíso Perdido, de John Milton (1608-1674).

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Prorrogada a ótima retrospectiva do muralista Paulo Werneck (1907-1987). Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, Werneck é um nome pouco popular, embora tenha deixado sua assinatura em edificações icônicas, assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari. São exemplos a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os murais do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 26 de abril.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE