Exposições

Programação de exposições para o período entre 11 a 17 de outubro

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› ÚLTIMA SEMANA

✪✪ área de

A galeria de arte do Sesc Palladium tem apresentado uma programação bastante eclética. Depois das delicadas peças de cerâmica da mineira Erli Fantini, é a vez das intervenções do curitibano Cleverson Salvaro. Na mostra área de (grafa-se a inicial em minúscula mesmo), ele tensiona as relações do espectador com o espaço. Pensados especificamente para o ambiente da Galeria de Arte GTO, os trabalhos consistem em modificações no espaço que começam logo na entrada. Um amontoado de móveis de exposição interdita o acesso principal e é seguido por uma espécie de labirinto, que convida o visitante a circular de outra maneira pelo salão. A ideia é que o espectador participe ativamente da experiência expositiva e aguce seu envolvimento com o espaço ao redor - mesmo depois de sair da galeria.

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até este domingo (12).

› EM CARTAZ

✪✪✪ Amilcar de Castro

Instalada logo na entrada, uma escultura de ferro assinada pelo ilustre mineiro dá a pista: a galeria Lemos de Sá encontra-se tomada por trabalhos em grande escala de Amilcar de Castro (1920-2002). Com curadoria do filho do artista, Rodrigo de Castro, a mostra Verticalidade explora a vocação monumental de um trabalho inédito em Belo Horizonte. Pensada originalmente para ocupar o vão central da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a série Bandeiras é formada por telas de 6 metros de comprimento, que foram dependuradas no teto (sim, o pé-direito da galeria é enorme). Pintados na frente e no verso, os painéis de forte impacto gráfico impressionam pelo vigor dos traços e apontam para a potencialidade tridimensional da obra de Amilcar. Dezoito esculturas de aço e seus respectivos estudos prévios também estão expostos.

Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993. Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 11h às 14h. Até dia 25.

Arte à Primeira Vista: Páginas de uma História

Se você não sabe explicar ao seu filho (ou a você mesmo) o que é arte contemporânea, não se desespere. A Grande Galeria do Palácio das Artes abriga a mostra Arte à Primeira Vista: Páginas de uma História, que promete resgatar de forma didática a arte brasileira produzida desde a segunda metade do século XX. Idealizada para crianças, a exposição vai encher os olhos também de muita gente grande. As curadoras Renata Sant'Anna e Valquíria Prates selecionaram 86 obras de nomes importantes do cenário nacional que representam estilos, técnicas, suportes e temáticas diferentes. Estarão lá trabalhos da belo-horizontina Lygia Clark, da gaúcha Regina Silveira, do paulista Geraldo de Barros e dos europeus naturalizados brasileiros Frans Krajcberg (Polônia) e Mira Schendel (Suíça).

Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 9 de novembro.

Leonora Weissmann

Nem só da Praça da Liberdade vive o circuito de exposições de Beagá. De vez em quando, boas mostras surgem em regiões mais afastadas do Centro, como a individual de Leonora Weissmann, que estreou no Espaço Cultural Vallourec na quinta-­feira (2). Localizado na Via do Minério, no Barreiro, o amplo salão vai receber pinturas, objetos e uma fotografia dessa mineira de sobrenome famoso. Sobrinha-­neta do escultor Franz Weissmann (1911-2005) e filha dos pintores Manoel Serpa (1945-2009) e Selma Weissmann, ela tem brilho próprio no manejo dos pincéis. Na exposição Provocando o Infinito, Leonora exibe onze telas que misturam seu capricho hiper-realista com cenários imaginários e a inserção de texturas aleatórias em tecido. Fã do gênero do retrato, a artista congela no tempo as próprias feições, as de seus filhos, Theo e Isadora, e as de amigos em pinceladas contundentes e cheias de movimento.

Espaço Cultural Vallourec. Avenida Waldyr Soeiro Emrich, 1026 (Via do Minério, portaria V), Barreiro. Visitas agendadas pelo ☎ 3328-2840. Grátis. Até 2 de novembro.

Objetos de Medida

Esta obra tem música, artes visuais e até um bocado de engenharia. A instalação Objetos de Medida é formada por uma série de máquinas sonoras construídas artesanalmente pelos belo-horizontinos Marcos Moreira e Nelson Soares. Os músicos formam o duo O Grivo, que, desde os anos 90, estuda meios alternativos de produzir sons e se apresenta em concertos de música experimental. Em cartaz na Galeria Genesco Murta, a mostra dá sequência à pesquisa da dupla sobre como confeccionar aparelhos sonoros que funcionem sem a necessidade de pessoas para operá-los. Feitas geralmente de madeira, as traquitanas combinam dispositivos de luz e de som que criam diferentes ritmos. A instalação transforma a galeria em um ambiente onírico, capaz de encantar até o mais resistente dos visitantes.

Palácio das Artes - Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 16 de novembro.

Programa Bolsa Pampulha

A região central costuma reunir as melhores exposições da cidade. No fim de semana, no entanto, vale a pena sair do bojo da Avenida do Contorno e desembarcar no Museu de Arte da Pampulha (MAP). Até o dia 26, o belo prédio projetado por Oscar Niemeyer abriga os resultados do programa de residência artística do MAP. Aviso aos espectadores mais tradicionais: a maioria dos trabalhos são instalações. Uma boa dica é percorrer com calma o antigo cassino e subir ao mezanino para conferir obras como a do mineiro Alan Fontes, que recriou estruturas e ambientes da Casa Kubitschek, antiga residência de JK na orla da Lagoa da Pampulha, também transformada em museu.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até dia 26.

✪✪✪✪ Visões na Coleção Ludwig

Cabeças Grandes, uma tela de quase 2 metros de altura assinada por Pablo Picasso, já vale sozinha a visita. A mostra do CCBB traz, no entanto, outras 69 obras grandiosas no tamanho e na qualidade. Do acervo de 20 000 peças do empresário alemão Peter Ludwig (1925-1996), foram selecionadas setenta pinturas, esculturas, fotografias e vídeos que ilustram o pioneirismo de um dos primeiros mecenas a apostar na pop art. Serão exibidos, por exemplo, um retrato do próprio Ludwig produzido por Andy Warhol, uma enorme tela de Roy Lichtenstein, os Querubins kitsch de Jeff Koons, a Madona hiper-­realista de Claudio Bravo, uma escultura de bronze de Joseph Beuys e até um óleo feito por War­hol e Jean-Michel Basquiat. Para arrematar, a pintura Cabeça de Criança, de Gottfried Helnwein, ocupa, com seus 6,5 metros de altura, o pátio interno do prédio.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até dia 20.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE