Exposições

Programação de exposições para o período entre 13 a 19 de dezembro

- Atualizado em

› ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ Em Desencanto - Fotografia Mineira Contemporânea

O título entrega de bandeja a proposta da exposição, mas não diminui o deslumbramento da visita. Estão em cartaz 104 fotos e vídeos de dezenove autores experientes como Jomar Bragança, Roberto Bellini e Randolpho Lamonier, além de jovens talentos como a multiartista Sara Não Tem Nome. As imagens foram selecionadas por outro time de primeira: o idealizador do festival, Eugênio Sávio, e os dois premiados fotógrafos mineiros João Castilho e Pedro David. Vá com calma para observar as cores, os detalhes e os nomes dos trabalhos, que, na maioria das vezes, ajudam a entender a mensagem do fotógrafo.

Museu Mineiro. Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, ☎ 3269-1103. → Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Até domingo (21).

› EM CARTAZ

Afetividades Eletivas

A mostra fecha o ciclo de exposições do ano da galeria de arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Estão expostos cerca de 150 trabalhos — entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances - de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores nacionais, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle, e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst - aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: aquelas que fazem referência à palavra escrita; que usam o corpo como suporte; que retratam paisagens ou ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 1º de março de 2015.

✪✪✪✪ Carlos Bracher

Estão em exibição 86 peças (entre óleos, aquarelas, livros, fotos e objetos pessoais) que ilustram várias fases de sua carreira. A mostra Bracher - Pintura & Permanência, com curadoria assinada pelo importante crítico de arte Olívio de Tavares Araújo, também traz uma recriação caprichada do ateliê do artista.

Centro Cultural Banco do Brasil.

Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 12 de janeiro de 2015.

✪✪✪ Ciclo - Criar com o que Temos

A culpa é do francês Marcel Duchamp (1887-1968). Foi ele quem elevou mictórios, rodas de bicicleta e pás de lixo ao status de ready mades, obras de arte feitas de objetos industrializados. Cem anos depois, a manifestação bem-humorada de Duchamp continua sendo referência para artistas contemporâneos, como os convidados para esta mostra. Com curadoria de Marcello Dantas, a exposição reúne autores de doze países que usam artefatos do cotidiano para produzir instalações monumentais e intrigantes. Há obras criadas com palitos de dentes, armas, celulares e até lixo.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 19 de janeiro de 2015.

Delson Uchôa

O alagoano Delson Uchôa se formou em medicina, em 1981, mas foram suas habilidades com tinta e pincel que o tornaram conhecido dentro e fora do país. Em 1984, ele participou da exposição Como Vai Você, Geração 80?, que reuniu jovens talentos, como Leda Catunda, Beatriz Milhazes e Luiz Zerbini, na Escola de Artes Visuais do Parque Laje (RJ) e marcou a história da arte brasileira. Assim como seus contemporâneos, Uchôa integrou uma geração de artistas que saía da ditadura militar ávida por liberdade criativa. Na AM Galeria é possível ver de perto uma seleção de suas exuberantes (e supercoloridas) telas na mostra A Pele da Casa: Pintura em que Habito — Breve Ensaio sobre a Natureza.

AM Galeria de Arte. Rua Cláudio Manoel, 155, loja 4, Funcionários, ☎ 3223-4209. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 13h30. Grátis. Até dia 24.

Laís Myrrha

Radicada em São Paulo, a artista causou alvoroço por lá em junho com uma instalação que recriava as ruínas do Pavilhão de Exposições da Gameleira, projetado por Oscar Niemeyer e que desabou em 1971, matando 177 pessoas, em um dos maiores desastres da construção civil brasileira. Desta vez, ela materializa um tema menos polêmico, mas não menos complexo. A noção de tempo é investigada em quatro obras: Compensação dos Erros (desenho e vídeo), Reconstituição (impressões), Not Yet (vídeo) e Teoria das Bordas (instalação). Em Compensação de Erros, por exemplo, Laís revela a tentativa de fazer um desenho de observação a partir dos números de um relógio digital. A velocidade com que o tempo passa, no entanto, faz com que ela esteja constantemente apagando e refazendo os traços, restando por fim, um "borrão de passado".

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 11 de janeiro de 2015.

Let It Out: Out-Let - Obras Escritas e Inscrições de História

Idealizada pela artista belo-horizontina Mabe Bethônico, a mostra reúne trabalhos que têm em comum o uso do texto - seja ele impresso, falado, modelado, desenhado, filmado ou fotografado. Estão expostos livros de artista, instalações, fotos e peças de áudio de autores respeitados, como Nuno Ramos, Liliane Dardot e Isaura Pena, e de jovens expoentes, a exemplo de Daniel Bilac e João Castilho. Ramos volta a explorar o piso da galeria para dar vida à instalação Breu. Ele recria um trecho de seu livro Cujo com letras escritas em carvão e cobertas por uma camada de breu. A exposição também apresenta um panorama da carreira de Mabe a partir de cartazes, gravuras, vídeos, publicações e obras sonoras.

Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até 17 de janeiro de 2015.

Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

+ Palácio das Artes recebe cinquenta obras do acervo de Inhotim

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 →. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro,

☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março de 2015.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular. Assim como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Candido Portinari, no entanto, ele deixou sua assinatura em edificações icônicas, como a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março de 2015.

✪✪ QuasePoema - Cartas e Outras Escrituras Drummondianas na Casa Fiat de Cultura

O artista Marconi Drummond, primo de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), reuniu pela primeira vez 88 correspondências enviadas pelo poeta e 28 respostas de sua mãe, dona Julieta. Estão lá relatos de momentos íntimos e marcantes, como o casamento do escritor e a morte de um filho, notícias sobre o cotidiano no Rio de Janeiro e divagações sobre a saudade de Itabira, sua cidade natal. Com curadoria de Marconi e de Fabíola Moulin, a mostra lança mão de algumas firulas audiovisuais, como projeções de trechos das cartas e vídeos de atores famosos declamando poesias. Nenhum recurso, porém, substitui o prazer singelo de ver de perto a letra do poeta no papel.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 18 de janeiro de 2015.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE