Exposições

Programação de exposições para o período entre 15 a 21 de novembro

- Atualizado em

› ESTREIAS

Ciclo - Criar com o que Temos

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 19 de janeiro de 2015. A partir de quarta (19).

Leilão de Arte da Galeria Firenze

As mostras que antecedem pregões de arte são uma ótima oportunidade para ver de perto obras de pintores famosos sem ter de desembolsar nem 1 real. Deste sábado (15) até segunda (17), estarão em exibição na galeria Firenze trabalhos de Ianelli, Aldemir Martins, Eduardo Sued, Iberê Camargo, Burle Marx e Amilcar de Castro. Lances mínimos a partir de R$ 900,00

Firenze Galeria de Arte. Rua Gonçalves Dias, 1866, Lourdes, ☎ 3291-2343. Deste sábado (15) até segunda (17), 10h às 21h. Grátis.

Paulo Werneck

O Museu de Arte da Pampulha vai receber a retrospectiva do importante ilustrador carioca Paulo Werneck (1907-1987). Com curadoria de Claudia Saldanha, neta do artista, a mostra exibe documentos, vídeos, fotos e projetos das centenas de painéis criados por Werneck, como o azul e branco que reveste a Igrejinha da Pampulha.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março de 2015. A partir deste sábado (15), às 16h.

QuasePoema - Cartas e Outras Escrituras Drummondianas na Casa Fiat de Cultura

Serão exibidos juntos pela primeira vez 88 documentos e cartas escritas por Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e outras 28 escritas pela mãe do poeta, dona Julieta. Entre as preciosidades estão os textos em que o escritor comunica à mãe seu casamento e fala sobre as dificuldades vividas no Rio de Janeiro à época da II Guerra Mundial e sobre a saudade que sente de Itabira, sua terra natal.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 18 de janeiro de 2015. A partir de terça (18).

› ÚLTIMA SEMANA

Objetos de Medida

Esta obra tem música, artes visuais e até um bocado de engenharia. A instalação Objetos de Medida é formada por uma série de máquinas sonoras construídas artesanalmente pelos belo-horizontinos Marcos Moreira e Nelson Soares. Os músicos formam o duo O Grivo, que, desde os anos 90, estuda meios alternativos de produzir sons e se apresenta em concertos de música experimental. A mostra dá sequência à pesquisa da dupla sobre como confeccionar aparelhos sonoros que funcionem sem a necessidade de pessoas para operá-los. Feitas geralmente de madeira, as traquitanas combinam dispositivos de luz e de som que criam diferentes ritmos. A instalação transforma a galeria em um ambiente onírico, capaz de encantar até o mais resistente dos visitantes.

Palácio das Artes - Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até este domingo (16).

✪✪✪ Orlando Castaño

As quinze telas em grande formato são abstratas, mas, dependendo do humor do visitante, dá para enxergar flores, troncos de árvores e até paisagens campestres inteiras. Basta passear sem pressa pelas duas salas da Galeria Murilo Castro, escondida em um sobrado da Rua Antônio de Albuquerque, na Savassi. O experiente pintor mineiro Orlando Castaño exibe uma série de óleos abstracionistas, quatro telas feitas a partir de colagem com folhas secas e quatro gravuras. Na mostra Abstrato, ele reúne trabalhos produzidos desde a década de 90 até os dias de hoje.

Galeria Murilo Castro. Rua Antônio de Albuquerque, 377, sala 2, Savassi, ☎ 3287-0110. Segunda a sexta, 10h às 12h e de 13h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até sexta (21).

3.57

Esta mostra não tem um eixo curatorial ou uma unidade estética bem delineada. O que une os três artistas é mesmo a amizade. Com linguagens e propostas diversas, os franceses Thierry Carre e Philippe Enrico e o brasileiro José Carlos Aragão integram a exposição 3.57. Carre realiza uma pintura livre, quase intuitiva, ao aplicar livremente manchas espessas de tinta sobre dez telas. Já Enrico produz suas pinturas com base em um processo mais elaborado, que parte de sua coleção de desenhos, mapas e fotografias de ilhas. A homenagem às curvas do Edifício Niemeyer, cartão-postal de Beagá, fica por conta do brasileiro José Carlos Aragão, que inverte, espelha e manipula fotografias do prédio.

Salão Cultural da Aliança Francesa de Belo Horizonte. Rua Tomé de Souza, 1418, Savassi, ☎ 3291-5187. Segunda a quinta, 8h às 21h; sexta e sábado, 8h às 16h. Grátis. Até sábado (22).

› EM CARTAZ

Carlos Bracher

Duas grandes individuais do pintor Carlos Bracher estão a apenas uma Praça da Liberdade de distância da outra. No Museu das Minas e do Metal, o mineiro de 74 anos homenageia Aleijadinho (1737-1814) com setenta telas que recriam cenários por onde o mestre do barroco passou e algumas de suas obras mais conhecidas, como o conjunto de profetas da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. Do outro lado da praça, no CCBB, o artista exibe 86 peças (entre óleos, aquarelas, livros, fotos e objetos pessoais). A mostra Bracher - Pintura & Permanência é uma retrospectiva de sua carreira, assinada pelo importante crítico de arte Olívio de Tavares Araújo.

Museu das Minas e do Metal. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (prédio rosa), ☎ 3516-7200. → Terça a domingo, 12h às 18h; quinta, 12h às 22h. Grátis. Até domingo (23). Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 12 de janeiro de 2015.

Delson Uchôa

O alagoano Delson Uchôa se formou em medicina, em 1981, mas foram suas habilidades com tinta e pincel que o tornaram conhecido dentro e fora do país. Em 1984, ele participou da exposição Como Vai Você, Geração 80?, que reuniu jovens talentos, como Leda Catunda, Beatriz Milhazes e Luiz Zerbini, na Escola de Artes Visuais do Parque Laje (RJ) e marcou a história da arte brasileira. Assim como seus contemporâneos, Uchôa integrou uma geração de artistas que saía da ditadura militar ávida por liberdade criativa. Na AM Galeria é possível ver de perto uma seleção de suas exuberantes (e supercoloridas) telas na mostra A Pele da Casa: Pintura em que Habito — Breve Ensaio sobre a Natureza.

AM Galeria de Arte. Rua Cláudio Manoel, 155, loja 4, Funcionários, ☎ 3223-4209. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 13h30. Grátis. Até o dia 29.

✪✪✪ Em Desencanto - Fotografia Mineira Contemporânea

O título entrega de bandeja a proposta da exposição, mas não diminui o deslumbramento da visita. Parte do 4º Festival de Fotografia de Tiradentes, que ocorreu em março deste ano, a mostra Em Desencanto - Fotografia Mineira Contemporânea agora ocupa o Museu Mineiro, no centro da capital. Estão em cartaz 104 fotos e vídeos de dezenove autores experientes como Jomar Bragança, Roberto Bellini e Randolpho Lamonier, além de jovens talentos como a multiartista Sara Não Tem Nome. As imagens foram selecionadas por outro time de primeira: o idealizador do festival, Eugênio Sávio, e os dois premiados fotógrafos mineiros João Castilho e Pedro David. Vá com calma para observar as cores, os detalhes e os nomes dos trabalhos, que, na maioria das vezes, ajudam a entender a mensagem do fotógrafo. É o caso da série Paisagem Ambulante 381, de Daniel Moreira. Ela retrata em preto e branco o universo da população que vive à beira da BR-381.

Museu Mineiro. Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, ☎ 3269-1103. → Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. Até 21 de dezembro.

Gilvan Nunes

O pintor mineiro exibe suas telas caóticas e carregadas de espessas camadas de tinta. Ex-­aluno de Beatriz Milhazes, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ), Nunes também é conhecido por não economizar nas cores.

Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993. Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 11h às 14h. Até 6 de dezembro.

Laís Myrrha

A galeria de arte do Sesc Palladium fecha com chave de ouro a grade de exposições do ano. Laís Myrrha apresenta a mostra Entre - Tempos. Radicada em São Paulo, a artista causou alvoroço por lá em junho com uma instalação que recriava as ruínas do Pavilhão de Exposições da Gameleira, projetado por Oscar Niemeyer e que desabou em 1971, matando 177 pessoas, em um dos maiores desastres da construção civil brasileira. Desta vez, ela materializa um tema menos polêmico, mas não menos complexo. A noção de tempo é investigada em quatro obras: Compensação dos Erros (desenho e vídeo), Reconstituição (impressões), Not Yet (vídeo) e Teoria das Bordas (instalação). Em Compensação de Erros, por exemplo, Laís revela a tentativa de fazer um desenho de observação a partir dos números de um relógio digital. A velocidade com que o tempo passa, no entanto, faz com que ela esteja constantemente apagando e refazendo os traços, restando por fim, um "borrão de passado".

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 11 de janeiro de 2015.

✪✪✪ ¡Mira! Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas

A mostra apresenta trabalhos recentes de comunidades indígenas de cinco países da América Latina (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru). Entre os autores, há aqueles que vivem em aldeias e comunidades isoladas e outros mais inseridos em ambientes urbanos (alguns até com formação universitária). Para a curadora da exposição, a professora da UFMG Maria Inês de Almeida, as obras permitem ao público entender a visão desses povos sobre questões como guerra, espiritualidade e violência.

Espaço do Conhecimento UFMG. Praça da Liberdade, 700, Funcionários, ☎ 3409-8350. → Terça a domingo, 10h às 17h; quinta, 10h às 21h. Grátis. Até janeiro de 2015.

Niura Bellavinha

A cor é a alma do trabalho desta belo-­horizontina. Discípula de ícones como Amilcar de Castro e Iberê Camargo, a artista começou a pintar e expor na capital nos anos 80 e se tornou nacionalmente conhecida pelas telas cheias de pinceladas geométricas e contundentes. Na mostra Em Torno da Luz, porém, ela lança o olhar sobre a cor por meio da fotografia e do vídeo. O destaque da exposição é a estreia do média-metragem dirigido pela artista e intitulado Nhanhá. Rodado em cidades mineiras que sofreram com o impacto de mineradoras, o filme parte da noção de que o ar é um suporte para os pigmentos. Em algumas cenas, por exemplo, Bellavinha registra um levante de poeira vermelha que se espalha pela paisagem, compondo uma espécie de pintura efêmera.

Oi Futuro - Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-2979. → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 14 de dezembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE