Exposições

Programação de exposições para o período entre 17 e 23 de janeiro

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Afetividades Eletivas

Estão expostos cerca de 150 trabalhos — entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances — de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores nacionais, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles e Beatriz Milhazes; de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle; e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst — aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: aquelas que fazem referência à palavra escrita; as que usam o corpo como suporte; as que retratam paisagens ou o ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube

Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Na quinta (1º), a galeria fecha às 19h. Grátis. Até 1º de março.

Antimônio

A antiga casa da avó de Gustavo Maia é hoje um dos lugares mais descolados da cidade. Entre 2005 e 2009, a simpática residência no bairro Santa Tereza abrigou mostras informais e reuniões de amigos do pintor. Em novembro, no entanto, o espaço batizado de Mama/Cadela voltou à cena das artes visuais com força total. A galeria foi reaberta com uma exposição do pintor Manuel Carvalho e agora abriga a coletiva Antimônio. Pescada da tabela periódica, a palavra, em latim, significa algo como "o oposto a estar sozinho". Alexandre Rato, Bruno Duque, Luiz Henrique Vieira, Eduardo Recife, Helder Profeta, João Maciel, Manuel Carvalho, Renata Laguardia, Roberto Bellini, Warlei Desali e o próprio Gustavo Maia exibem trabalhos que utilizam diversas técnicas e provam que uma coletiva pode misturar sem pasteurizar.

Galeria Mama/Cadela

Rua Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza, ☎ 2552-2048. Segunda a sexta, 14h às 20h; sábado, 14h às 17h (exceto entre os dias 24 e 31). Grátis. Até dia 30.

✪✪✪ Em Desencanto — Fotografia Mineira Contemporânea

O título entrega de bandeja a proposta da exposição, mas não diminui o deslumbramento da visita. Parte do 4º Festival de Fotografia de Tiradentes, que ocorreu em março do ano passado, a mostra volta ao Museu Mineiro, no centro da capital. Estão em cartaz 104 fotos e vídeos de dezenove autores experientes como Jomar Bragança, Roberto Bellini e Randolpho Lamonier, além de jovens talentos como a multiartista Sara Não Tem Nome. As imagens foram selecionadas por outro time de primeira: o idealizador do festival, Eugênio Sávio, e os dois premiados fotógrafos mineiros João Castilho e Pedro David. Vá com calma para observar as cores, os detalhes e os nomes dos trabalhos, que, na maioria das vezes, ajudam a entender a mensagem do fotógrafo. É o caso da série Paisagem Ambulante 381, de Daniel Moreira. Ela retrata em preto e branco o universo da população que vive à beira da BR-381.

Museu Mineiro

Avenida João Pinheiro, 342, Lourdes, ☎ 3269-1103. Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h.Grátis. Até 1° de fevereiro.

Fragmentos e Trajetos

Dizem que não existe arte sem público. Os estudantes da Escola de Belas Artes da UFMG há mais de um ano vivem esse dilema teórico na prática. As obras produzidas por dezenas de formandos todos os semestres não podem mais ser exibidas na tradicional galeria da própria faculdade (transformada em uma sala administrativa). O professor de história da arte Rodrigo Vivas resolveu então reunir os trabalhos de 23 alunos em uma coletiva no Centro Cultural da UFMG, que fica na Praça da Estação. A mostra apresenta fotografias, desenhos, gravuras, instalações e pinturas que abordam temas diversos, como a natureza humana e o universo urbano. Uma oportunidade de testemunhar o primeiro passo da carreira de futuros talentos da arte mineira.

Centro Cultural da UFMG — Galeria Principal

Avenida Santos Dumont, 174, Centro, ☎ 3409-8290. Terça a sexta, 10h às 22h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 1º de fevereiro.

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo — Coleção Inhotim

Pela primeira vez um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de nomes fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes

Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular. Assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari, no entanto, ele deixou sua assinatura em edificações icônicas, a exemplo da Igreja São Francisco de Assis e da Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, dos murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e dos do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha

Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março.

Sérgio Telles

Considerado um dos expoentes da pintura no país, Telles produz pinceladas fáceis de reconhecer. Suas telas são formadas por uma paleta de cores vibrantes e por traços grossos, cheios de movimento. Aos 78 anos, o carioca ganha mostra no 3º andar do Museu Inimá de Paula e exibe 54 obras que lembram as composições igualmente vigorosas do mestre Inimá. O domínio técnico permite ao autor divagar sobre temas variados, como belas paisagens da Europa, memórias de infância, festas populares e cidades históricas brasileiras. Em alguns trechos, a tela chega a flertar com a abstração, mas nunca se perde por completo da intenção figurativa. A exposição é uma boa oportunidade de ver de perto — e de graça — a obra de um brasileiro que não é tão popular quanto merece.

Museu Inimá de Paula — Plataforma Multiúso

Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h30; quinta, 12h às 20h30; domingo, 12h às 18h30. Grátis. Até 1º de fevereiro.

3º Sinal: Belo Horizonte em Cena

Toda a história da produção teatral na cidade pode ser vista na mostra. Além do registro das principais companhias e atores de BH, o acervo traz bonecos, cenários, figurinos, livros, revistas e um sem-­número de peças gráficas de divulgação dos espetáculos. O material foi cedido por grupos daqui, como o Galpão e o Armatrux, com exceção de duas raridades, de posse do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB): o lustre e as escarradeiras do antigo Theatro Municipal, construído em 1906. O local foi transformado no Cine Metrópole em 1946 e demolido em 1983.

Museu Histórico Abílio Barreto

Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. → Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até dezembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE