Exposições

Programação de exposições para o período entre 18 a 24 de outubro

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ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ Amilcar de Castro

Com curadoria do filho do artista, Rodrigo de Castro, a mostra Verticalidade explora a vocação monumental de um trabalho inédito de Amilcar de Castro (1920-2002). Pensada originalmente para ocupar o vão central da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a série Bandeiras é formada por telas de 6 metros de comprimento, que foram dependuradas no teto (sim, o pé-­direito da galeria é enorme). Pintados na frente e no verso, os painéis de forte impacto gráfico impressionam pelo vigor dos traços e apontam para a potencialidade tridimensional da obra de Amilcar. Dezoito esculturas de aço e seus respectivos estudos prévios também estão expostos.

Lemos de Sá Galeria de Arte. Avenida Canadá, 147, Jardim Canadá, ☎ 3261-3993. Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 11h às 14h. Até sábado (25).

Programa Bolsa Pampulha

O belo prédio projetado por Oscar Niemeyer abriga os resultados do programa de residência artística do MAP. Aviso aos espectadores mais tradicionais: a maioria dos trabalhos são instalações. Uma boa dica é percorrer com calma o antigo cassino e subir ao mezanino para conferir obras como a do mineiro Alan Fontes, que recriou estruturas e ambientes da Casa Kubitschek, antiga residência de JK na orla da Lagoa da Pampulha, também transformada em museu.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até domingo (26).

✪✪✪ Visões na Coleção Ludwig

Cabeças Grandes, uma tela de quase 2 metros de altura assinada por Pablo Picasso, já vale sozinha a visita. A mostra do CCBB traz, no entanto, outras 69 obras grandiosas no tamanho e na qualidade. Do acervo de 20 000 peças do empresário alemão Peter Ludwig (1925-1996), foram selecionadas setenta pinturas, esculturas, fotografias e vídeos que ilustram o pioneirismo de um dos primeiros mecenas a apostar na pop art. Serão exibidos, por exemplo, um retrato do próprio Ludwig produzido por Andy Warhol, uma enorme tela de Roy Lichtenstein, os Querubins kitsch de Jeff Koons, a Madona hiper-­realista de Claudio Bravo, uma escultura de bronze de Joseph Beuys e até um óleo feito por War­hol e Jean-Michel Basquiat. Para arrematar, a pintura Cabeça de Criança, de Gottfried Helnwein, ocupa, com seus 6,5 metros de altura, o pátio interno do prédio.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça daLiberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até segunda (20).

EM CARTAZ

Arte à Primeira Vista: Páginas de uma História

Se você não sabe explicar ao seu filho (ou a você mesmo) o que é arte contemporânea, não se desespere. A mostra promete resgatar de forma didática a arte brasileira produzida desde a segunda metade do século XX. Idealizada para crianças, a exposição também vai encher os olhos de muita gente grande. As curadoras Renata Sant'Anna e Valquíria Prates selecionaram 86 obras de nomes importantes do cenário nacional que representam estilos, técnicas, suportes e temáticas diferentes. Estarão lá trabalhos da belo-horizontina Lygia Clark, da gaúcha Regina Silveira, do paulista Geraldo de Barros e dos europeus naturalizados brasileiros Frans Krajcberg (Polônia) e Mira Schendel (Suíça).

Palácio das Artes - Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 9 de novembro.

✪✪✪ Daniel Hourdé

O artista francês apresenta desenhos, pinturas e esculturas em bronze de figuras humanas, que chamam a atenção pelo realismo e pela sutil deformação. Intitulada Paradise in Progress, a mostra ocupa uma sala do térreo e a fachada do prédio.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até dia 27.

Leonora Weissmann

Nem só da Praça da Liberdade vive o circuito de exposições de Beagá. De vez em quando, boas mostras surgem em regiões mais afastadas do Centro, como a individual de Leonora Weissmann, em cartaz no Espaço Cultural Vallourec. Localizado na Via do Minério, no Barreiro, o amplo salão recebe pinturas, objetos e uma fotografia dessa mineira de sobrenome famoso. Sobrinha-­neta do escultor Franz Weissmann (1911-2005) e filha dos pintores Manoel Serpa (1945-2009) e Selma Weissmann, ela tem brilho próprio no manejo dos pincéis. Na exposição Provocando o Infinito, Leonora exibe onze telas que misturam seu capricho hiper-­realista com cenários imaginários e a inserção de texturas aleatórias em tecido. Fã do gênero do retrato, a artista congela no tempo as próprias feições, as de seus filhos, Theo e Isadora, e as de amigos em pinceladas contundentes e cheias de movimento.

Espaço Cultural Vallourec. Avenida Waldyr Soeiro Emrich, 1026 (Via do Minério, portaria V), Barreiro. Visitas agendadas pelo ☎ 3328-2840. Grátis. Até 2 de novembro.

Niura Bellavinha

A cor é a alma do trabalho desta belo-­horizontina. Discípula de ícones como Amilcar de Castro e Iberê Camargo, a artista começou a pintar e expor na capital nos anos 80 e se tornou nacionalmente conhecida pelas telas cheias de pinceladas geométricas e contundentes. Na mostra Em Torno da Luz, porém, ela lança o olhar sobre a cor por meio da fotografia e do vídeo. O destaque da exposição é a estreia do média-metragem dirigido pela artista e intitulado Nhanhá. Rodado em cidades mineiras que sofreram com o impacto de mineradoras, o filme parte da noção de que o ar é um suporte para os pigmentos. Em algumas cenas, por exemplo, Bellavinha registra um levante de poeira vermelha que se espalha pela paisagem, compondo uma espécie de pintura efêmera. Responsáveis pelo áudio da fita, os músicos da dupla O Grivo também estão em cartaz na cidade com a instalação Objetos de Medida, no Palácio das Artes (leia mais nesta página).

Oi Futuro - Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-2979. → Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 14 de dezembro.

Objetos de Medida

Esta obra tem música, artes visuais e até um bocado de engenharia. A instalação Objetos de Medida é formada por uma série de máquinas sonoras construídas artesanalmente pelos belo-horizontinos Marcos Moreira e Nelson Soares. Os músicos formam o duo O Grivo, que, desde os anos 90, estuda meios alternativos de produzir sons e se apresenta em concertos de música experimental. Em cartaz na Galeria Genesco Murta, a mostra dá sequência à pesquisa da dupla sobre como confeccionar aparelhos sonoros que funcionem sem a necessidade de pessoas para operá-los. Feitas geralmente de madeira, as traquitanas combinam dispositivos de luz e de som que criam diferentes ritmos. A instalação transforma a galeria em um ambiente onírico, capaz de encantar até o mais resistente dos visitantes.

Palácio das Artes - Galeria Genesco Murta. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 16 de novembro.

Slow Cinema

Bem no turbilhão da Praça Sete funciona o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, espaço que pertence à Fundação Clóvis Salgado. Se estiver passando por lá, pare por um instante e entre. Você vai se sentir mais calmo. Até 9 de novembro fica em cartaz a exposição Slow Cinema, organizada pelo festival de cinema Fluxus. Silêncio, longos planos e movimentos vagarosos são o cerne dos três filmes que seguem a linha do chamado cinema de contemplação: Jornada ao Oeste, do malaio Tsai Ming-Liang, Distante, do chinês Zhengfan Yang, e Via Láctea, do húngaro Benedek Fliegauf.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3263-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 9 de novembro.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE