Exposições

Programação de exposições para o período entre 20 a 26 de dezembro

- Atualizado em

ÚLTIMA SEMANADelson Uchôa

O alagoano Delson Uchôa se formou em medicina, em 1981, mas foram suas habilidades com tinta e pincel que o tornaram conhecido dentro e fora do país. Em 1984, ele participou da exposição Como Vai Você, Geração 80?, que reuniu jovens talentos, como Leda Catunda, Beatriz Milhazes e Luiz Zerbini, na Escola de Artes Visuais do Parque Laje (RJ) e marcou a história da arte brasileira. Assim como seus contemporâneos, Uchôa integrou uma geração de artistas que saía da ditadura militar ávida por liberdade criativa. Na AM Galeria é possível ver de perto uma seleção de suas exuberantes (e supercoloridas) telas na mostra A Pele da Casa: Pintura em que Habito - Breve Ensaio sobre a Natureza.

AM Galeria de Arte. Rua Cláudio Manoel, 155, loja 4, Funcionários, ☎ 3223-4209. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 13h30. Grátis. Até quarta (24).

EM CARTAZAfetividades Eletivas

A mostra fecha o ciclo de exposições do ano da galeria de arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Estão expostos cerca de 150 trabalhos - entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances - de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores nacionais, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle, e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst - aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: aquelas que fazem referência à palavra escrita; que usam o corpo como suporte; que retratam paisagens ou ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 1º de março de 2015.

Antimônio

A antiga casa da avó de Gustavo Maia é hoje um dos lugares mais decolados da cidade. Entre 2005 e 2009, a simpática residência no bairro Santa Tereza abrigou mostras informais e reuniões de amigos do pintor. Desde novembro, no entanto, o espaço batizado de Mama/Cadela voltou à cena das artes visuais com força total. A galeria foi reaberta com uma exposição do pintor Manuel Carvalho e agora abriga a coletiva Antimônio. Pescada da tabela periódica, a palavra, em latim, significa algo como "o oposto a estar sozinho". Alexandre Rato, Bruno Duque, Luiz Henrique Vieira, Eduardo Recife, Helder Profeta, João Maciel, Manuel Carvalho, Renata Laguardia, Roberto Bellini, Warlei Desali e o próprio Gustavo Maia exibem trabalhos que utilizam diversas técnicas e provam que uma coletiva pode misturar sem pasteurizar.

Galeria Mama/Cadela. Rua Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza, ☎ 2552-2048. Segunda a sexta, 14h às 20h; sábado, 14h às 17h (exceto entre os dias 24 e 31). Grátis. Até 30 de janeiro de 2015.

✪✪✪ Ciclo - Criar com o que Temos

A culpa é do francês Marcel Duchamp (1887-1968). Foi ele quem elevou mictórios, rodas de bicicleta e pás de lixo ao status de ready mades, obras de arte feitas de objetos industrializados. Cem anos depois, a manifestação bem-humorada de Duchamp continua sendo referência para artistas contemporâneos, como os convidados para esta mostra. Com curadoria de Marcello Dantas, a exposição reúne autores de doze países que usam artefatos do cotidiano para produzir instalações monumentais e intrigantes. Há obras criadas com palitos de dentes, armas, celulares e até lixo.

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até 19 de janeiro de 2015.

Laís Myrrha

Radicada em São Paulo, a artista causou alvoroço por lá em junho com uma instalação que recriava as ruínas do Pavilhão de Exposições da Gameleira, projetado por Oscar Niemeyer e que desabou em 1971, matando 177 pessoas, em um dos maiores desastres da construção civil brasileira. Desta vez, ela materializa um tema menos polêmico, mas não menos complexo. A noção de tempo é investigada em quatro obras: Compensação dos Erros (desenho e vídeo), Reconstituição (impressões), Not Yet (vídeo) e Teoria das Bordas (instalação). Em Compensação de Erros, por exemplo, Laís revela a tentativa de fazer um desenho de observação a partir dos números de um relógio digital. A velocidade com que o tempo passa, no entanto, faz com que ela esteja constantemente apagando e refazendo os traços, restando por fim, um "borrão de passado".

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 11 de janeiro de 2015.

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

Pela primeira vez um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de nomes fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400 →. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março de 2015.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular. Assim como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Candido Portinari, no entanto, ele deixou sua assinatura em edificações icônicas, como a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 1º de março de 2015.

✪✪ QuasePoema - Cartas e Outras Escrituras Drummondianas na Casa Fiat de Cultura

O artista Marconi Drummond, primo de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), reuniu pela primeira vez 88 correspondências enviadas pelo poeta e 28 respostas de sua mãe, dona Julieta. Estão lá relatos de momentos íntimos e marcantes, como o casamento do escritor e a morte de um filho, notícias sobre o cotidiano no Rio de Janeiro e divagações sobre a saudade de Itabira, sua cidade natal. Com curadoria de Marconi e de Fabíola Moulin, a mostra lança mão de algumas firulas audiovisuais, como projeções de trechos das cartas e vídeos de atores famosos declamando poesias. Nenhum recurso, porém, substitui o prazer singelo de ver de perto a letra do poeta no papel.

Casa Fiat de Cultura. Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 18 de janeiro de 2015.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE