Exposições

Programação de exposições para o período entre 21 e 27 de fevereiro

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› ÚLTIMA SEMANA

Afetividades Eletivas

Estão expostos cerca de 150 trabalhos - entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias, vídeos e registros de performances - de 105 artistas nacionais e estrangeiros pertencentes ao acervo de Luiz Sérgio Arantes. O engenheiro, nascido em Uberlândia e radicado em São Paulo, coleciona obras de arte moderna e contemporânea de célebres autores brasileiros, como Álvaro Apocalypse, Amilcar de Castro, Rosangela Rennó, Cildo Meireles e Beatriz Milhazes; de talentos mais jovens, como a mineira Cinthia Marcelle; e até de queridinhos do mercado de arte internacional, como o inglês Damien Hirst - aquele da caveira cravejada de diamantes. As obras foram organizadas em quatro seções: as que fazem referência à palavra escrita; as que usam o corpo como suporte; as que retratam paisagens ou o ambiente ao redor; e as que discutem o próprio universo da arte (história, função social, colecionismo etc.).

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até domingo (1º).

Hotel Esplêndido

O cotidiano das mulheres que frequentam os hotéis da Rua Guaicurus, no chamado Baixo Centro de BH, serviu de inspiração para a primeira individual da fotógrafa Laura de Avelar Fonseca, que largou o diploma de economia para se dedicar ao projeto. Durante dois anos, a artista entrevistou e fotografou um sem-número de prostitutas, num trabalho que valoriza os detalhes do ambiente que caracterizam as personagens. Ao todo, 25 imagens compõem a mostra.

Museu Inimá de Paula. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 18h30; quinta, 12h às 20h30; domingo, 12h às 18h30. Grátis. Até domingo (1º).

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenhou as principais capitais brasileiras, o muralista Paulo Werneck (1907-1987) é um nome pouco popular, embora tenha deixado sua assinatura em edificações icônicas, assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari. São exemplos a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os murais do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até domingo (1º).

Sabrina Hemmi e Wendell Leal

As coisas simples da vida urbana e doméstica, que muitas vezes passam despercebidas aos olhares distraídos, serviram de inspiração para os artistas belo-horizontinos Sabrina Hemmi e Wendell Leal, dupla escolhida para inaugurar as exposições na Galeria de Arte Copasa em 2015. Entre paletas de tons rebaixados de cinza, em (Entre)tantos e Outros Silêncios, Sabrina retrata paisagens humanas e relações cotidianas íntimas. Na série Lugar Comum, Leal, por sua vez, mistura cenas, objetos e pessoas em pinturas que são elaboradas a partir de fotografias.

Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até este domingo (22).

› EM CARTAZ

Ana Valadares

Na mostra Uma Vida Iluminada, a artista belo-horizontina - precursora da fotografia de moda na capital mineira, na década de 70 - apresenta um generoso recorte de seu trabalho, que se iniciou quando Ana tinha pouco mais de 18 anos. São 120 imagens projetadas em vídeo e dezoito impressas. Além dos ensaios de moda e retratos de natureza, o público pode conferir uma série de fotos de personalidades como Adélia Prado, Elke Maravilha e Camilo Paoliello.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 3 de maio.

Marina RB e Walter Gam

Nas paredes reservadas à série Dupla Dobra, de Marina, aparecem doze delicadas gravuras de metal montadas com restos de tecido, além de seis serigrafias. Já Gam, em Cinza Fluorescente, põe à mostra um conjunto de aquarelas de prédios modernistas feitas apenas em duas cores: preto e cinza. Inaugurada em novembro do ano passado, com a série Monumento Vidraça Monumento Ruína, de Daniel Bilac, a segunda edição do Ciclo de Exposições de Jovens Artistas Mineiros ainda vai contemplar os criadores C.L. Salvaro e Daniella Domingues.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 29 de março.

✪✪✪ Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim

Pela primeira vez, um recorte significativo da coleção do instituto sai da sede, em Brumadinho, e ocupa as galerias do Palácio das Artes e do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Foram selecionadas cerca de cinquenta obras, produzidas desde os anos 50, que ilustram a formação do acervo de Inhotim e ajudam a entender o desenvolvimento da arte contemporânea no país. Estão em exibição peças de fundadores do neoconcretismo, como Hélio Oiticica e Lygia Pape, e trabalhos de artistas mais jovens, como Rivane Neuenschwander e Cinthia Marcelle. Não deixe de visitar a instalação audiovisual de Pipilotti Rist, montada no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Vale a pena deitar-se nos colchões espalhados pelo chão para assistir às imagens psicodélicas (e levemente eróticas) filmadas no próprio Inhotim.

Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 8 de março.

Milton Machado

Assim como muitos artistas que despontaram nos anos 70, Machado gosta de passear por diversas linguagens. Em 45 anos de carreira, o carioca - formado em arquitetura - produziu fotografias, desenhos, pinturas, colagens, esculturas e vídeos que foram reunidos na elogiada retrospectiva Cabeça. Recortes, justaposições e toda sorte de desconstrução das formas são marcas de seu trabalho. Na mostra, que ocupa o 3º andar e o pátio interno do CCBB (já tradicional espaço para instalações de grande formato), há cerca de 100 obras inéditas em Belo Horizonte. Estão em exibição peças conhecidas, como a escultura Semáforo, exposta na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987, e a instalação 21 Formas de Amnésia, de 1989. A grande novidade, porém, é a peça Paraíso, inspirada no livro Paraíso Perdido, de John Milton (1608-1674).

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até 30 de março.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE