Exposições

Programação de exposições para o período entre 21 e 27 de março

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› ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ Marina RB e Walter Gam

Quem já conhece o museu que homenageia a história de Minas Gerais pode pegar o elevador panorâmico e ir direto para o 3º andar conferir as duas exposições temporárias em cartaz. Em Cinza Fluorescente, Walter Gam apresenta uma série de aquarelas que fazem prédios modernistas parecer cenas de sonho. Já Marina RB exibe delicadas gravuras obtidas com a textura de diversos tecidos. Gaste tempo e olhe de perto.

Memorial Minas Gerais Vale - Sala de Exposições. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até domingo (29).

› EM CARTAZ

✪✪ Ana Valadares

Na mostra Uma Vida Iluminada, a artista belo-horizontina - precursora da fotografia de moda na capital mineira, na década de 70 - apresenta um generoso recorte de seu trabalho, que se iniciou quando Ana tinha pouco mais de 18 anos. São 120 imagens projetadas em vídeo e dezoito impressas. Além dos ensaios de moda e retratos de natureza, o público pode conferir uma série de fotos de personalidades como Adélia Prado, Elke Maravilha e Camilo Paoliello.

Memorial Minas Gerais Vale. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários (esquina com a Rua Gonçalves Dias), ☎ 3308-4000. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 17h30; quinta, 10h às 21h30; domingo, 10h às 15h30. Grátis. Até 3 de maio.

Carlos Calsavara

As potencialidades estéticas da água foram a inspiração para o novo trabalho do artista Carlos Calsavara. A ideia da série Memória Líquida é "congelar no tempo" o movimento de líquidos saídos de torneiras, encanamentos e garrafas. Natural de São João del-­Rei, Calsavara, no entanto, acrescentou uma dose generosa de sua influência barroca. O resultado é um conjunto de belas e rebuscadas formas em vermelho e branco, cheias de volutas que parecem ter escapado dos altares do século XVII.

Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até 5 de abril.

✪✪✪ Fernando Fiúza

Em 2009 morria o talentoso ilustrador belo-­horizontino Fernando Fiúza. Portador de uma doença cardíaca desde a infância, ele viveu rodeado de cuidados da família, dos amigos e, principalmente, das amigas. As mulheres foram as grandes musas inspiradoras de Fiúza até seu último ano de vida, quando retratou as enfermeiras do hospital onde estava internado. Com traço livre e sensibilidade para entender o universo feminino, ele produziu uma extensa coleção de desenhos em aquarela, carvão, guache, grafite e pastel seco. O artista é lembrado em uma retrospectiva de curadoria de sua ex-­mulher, a ceramista Luciana Radicchi. Ela selecionou sessenta obras produzidas entre 1982 e 2009, inspiradas pela figura feminina.

Centro Cultural Banco do Brasil - Térreo. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até 13 de abril.

José Lara

O mezanino do Museu Inimá de Paula abriga a mostra Incursões, a segunda individual da carreira de José Lara. O jovem artista mineiro, formado em pintura pela UFMG, aventura-se pela monotipia. Trata-­se de um processo simples de impressão em que a imagem é pintada sobre uma lâmina de metal e então transferida diretamente para uma folha de papel. No ano passado, Lara fotografou paisagens rurais nos arredores de Itaúna (sua cidade natal) e na Serra da Moeda. Seu olhar se ateve principalmente a formações rochosas, pedras e até cupinzeiros. As fotografias, que inicialmente serviriam apenas de referência para obter as monotipias, também serão expostas. O conjunto de 21 impressões e de 28 fotos forma um inventário incomum, mas fiel à paisagem ferrífera de Minas Gerais.

Museu Inimá de Paula - Mezanino. Rua da Bahia, 1201, Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 12 de abril.

Mário Zavagli

Numa época em que quase toda mancha de tinta ganha status de arte, pode ser esclarecedor apreciar um pintor à moda antiga. O mineiro Mário Zavagli, experiente gravurista e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, ganha individual na galeria do Minas Tênis Clube. Estão expostas 26 gravuras e dez aquarelas que retratam cenários bucólicos da Serra da Mantiqueira e da Cadeia do Espinhaço, além das belezas naturais de Moeda, Muzambinho, Diamantina, Ouro Preto e Guaxupé, cidade natal do autor. Em obras de grande formato e de notável primor técnico, Zavagli homenageia o trabalho de pintores europeus, como o alemão Rugendas (1802-1858) e o francês Debret (1768-1848), que excursionaram pelo Brasil durante o século XIX para catalogar animais, plantas, rios e montanhas do país.

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 14 de junho.

✪✪✪✪ Milton Machado

Assim como muitos artistas que despontaram nos anos 70, Machado gosta de passear por diversas linguagens. Em 45 anos de carreira, o carioca - formado em arquitetura - produziu fotografias, desenhos, pinturas, colagens, esculturas e vídeos que foram reunidos na elogiada retrospectiva Cabeça. Recortes, justaposições e todo tipo de desconstrução das formas são marcas de seu trabalho. Na mostra, que ocupa o 3º andar e o pátio interno do CCBB (tradicional espaço para instalações de grande formato), há cerca de 100 obras inéditas em Belo Horizonte. Estão em exibição peças conhecidas, como a escultura Semáforo, exposta na 19ª Bienal de São Paulo, em 1987, e a instalação 21 Formas de Amnésia, de 1989. A grande novidade, porém, é a peça Paraíso, inspirada no livro Paraíso Perdido, de John Milton (1608-1674).

Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até dia 30.

✪✪✪✪ Paulo Werneck

Prorrogada a ótima retrospectiva do muralista Paulo Werneck (1907-1987). Da turma de arquitetos e artistas modernistas que desenharam as principais capitais brasileiras, Werneck é um nome pouco popular, embora tenha deixado sua assinatura em edificações icônicas, assim como Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Candido Portinari. São exemplos a Igreja São Francisco de Assis e a Casa de Juscelino Kubitschek, na Pampulha, os murais do Maracanã, no Rio de Janeiro, e os do Senado e do Itamaraty, em Brasília. Vale a pena conferir de perto seus traços delicados e bem elaborados em um conjunto de desenhos originais, fotos, filmes e documentos expostos no Museu de Arte da Pampulha. Depois de passar por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a retrospectiva chegou a Beagá em uma versão mais completa: com cerca de 300 projetos de murais para residências, prédios públicos e comerciais. Um deleite para designers, artistas, arquitetos e entusiastas das artes gráficas.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3277-7946. Terça a domingo, 9h às 18h30. Grátis. Até 26 de abril.

Gestos, Relatos, Escritas e Autoficções

O 5º Festival de Fotografia de Tiradentes movimentou a cidade histórica na semana passada com workshops, palestras, debates e diversas exposições. A mostra principal, Gestos, Relatos, Escritas e Autoficções, fica em cartaz até abril e exibe trabalhos de dezoito artistas de sete estados brasileiros que revelam um panorama da fotografia atual no país.

Centro Cultural Yves Alves. Rua Direita, 168, Centro, Tiradentes (a 190 quilômetros de BH). Exposição principal: todos os dias, 9h às 22h. Grátis. Até 5 de abril.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE