Exposições

Programação de exposições para o período entre 26 de julho a 01 de agosto

- Atualizado em

› ESTREIA

Solange Raso

Intitulada Natureza InVisível (com V maiúsculo mesmo), a mostra apresenta uma série de pinturas que partem do hiper-realismo e tentam alcançar a abstração ao retratar araras, onças e zebras em close-up.

Museu Inimá de Paula

Rua da Bahia, 1201,Centro, ☎ 3213-4320. → Terça, quarta, sexta e sábado, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 31 de agosto. A partir de quarta (30).

› ÚLTIMA SEMANA

✪✪ Belo Horizonte F.C. — Trajetórias do Futebol na Capital Mineira

Foram garimpados troféus, camisas, bandeiras, fotografias, vídeos e até álbuns de figurinhas que ajudam a contar a história do esporte na cidade. As peças vieram de colecionadores particulares, de arquivos de times profissionais e amadores, dos acervos do Museu Histórico Abílio Barreto e de outras instituições. Para além da eterna rixa entre Atlético e Cruzeiro, o objetivo da exposição é mostrar como o futebol influenciou a história e a identidade de Belo Horizonte. São abordados fatos que vão desde os primórdios na capital, no início do século XX, até o desenvolvimento da imprensa esportiva e a recente reforma do Mineirão.

Museu Histórico Abílio Barreto

Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3342-1268. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (3 de agosto).

CPT 40 Anos

No ano passado, o teatro mineiro perdeu um de seus grandes nomes, Ronaldo Boschi (1947-2013). Dramaturgo, ator e diretor, ele foi também um dos primeiros incentivadores da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança em Belo Horizonte e fundou o Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), comandado hoje por suas filhas, Jordana e Roberta. A escola de atuação em cinema e teatro celebra neste mês quarenta anos e homenageia a memória de seu criador com a mostra CPT 40 Anos. Foram reunidos na galeria do Teatro Sesiminas cerca de 200 objetos, como documentos, fotografias, programas, cartazes, recortes de jornal e até licenças da censura brasileira desde 1974, ano de fundação do centro. Antes de assistir a uma peça, vale a pena dar um pulo na exposição e visitar páginas recentes da história do teatro mineiro.

Galeria de Arte Sesiminas

Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, ☎ 3241-7175. Todos os dias, 8h às 18h. Até quinta (31).

Mariannita Luzzati

O resultado é uma mistura aparentemente singela de formas e cores. Conhecer o processo de criação da artista Mariannita Luzzati, no entanto, enriquece a percepção que se tem de seu trabalho. A pintora paulista partiu de fotografias de paisagens do Rio de Janeiro, Espírito Santo e da cidade de Santos. Depois de remover as interferências civilizatórias (prédios, fios, postes), ela deparou com o cenário natural desses locais e os reduziu a pinceladas sem muita pretensão figurativa. A anulação dos vestígios urbanos é um convite para pensar sobre origens, formas primárias e sobre o próprio vazio. Batizada de No Land, a mostra já esteve na Fundação Brasilea, em Basel, na Suíça, e fica até o fim do mês na galeria Celma Albuquerque.

Celma Albuquerque Galeria de Arte

Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h30 às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até quinta (31).

✪✪✪ Resistir É Preciso... Idealizada pelo Instituto Vladimir Herzog, a exposição reúne pinturas, cartazes, documentos, fotografias e depoimentos em vídeo sobre a resistência da imprensa durante a ditadura dos generais. A ideia é mostrar cronologicamente a militância de fotógrafos, artistas e repórteres que lutaram pela democracia até a eleição indireta de Tancredo Neves para presidente, em 1985. Entre as cerca de 200 peças expostas estão cliques dos fotojornalistas Orlando Brito e Luis Humberto, além de ilustrações de Rubem Grilo, que trabalhou em periódicos como Movimento, Opinião e O Pasquim.

Centro Cultural Banco do Brasil

Praça da Liberdade, 450, Funcionários, ☎ 3431-9400. → Quarta a segunda, 9h às 21h (fecha às terças). Grátis. Até segunda (28).

› EM CARTAZ

Angelo Venosa

A mostra, que já passou pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, é uma homenagem aos trinta anos de carreira do paulista. Estão dispostas nas duas galerias do piso inferior do Palácio das Artes cerca de trinta peças de diversos estilos e tamanhos. Sem apego cronológico, a exposição apresenta a trajetória de Venosa dos anos 80 até hoje e traz obras de inspiração geométrica, artesanal, surrealista e expressionista.

Palácio das Artes — Galerias Genesco Murta e Arlinda Corrêa Lima

Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 24 de agosto.

✪✪✪ Barroco Itália Brasil — Prata e Ouro A mostra exibe gratuitamente quarenta esculturas barrocas de importantes acervos italianos e brasileiros. Do Brasil, foram selecionadas vinte peças de madeira de grandes nomes da arte no estado — dezoito são de ícones como Mestre Valentim, Mestre Piranga e do próprio Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e duas pertencem aos artistas contemporâneos Alfredo Ceschiatti (1918-1989) e Maurino de Araújo. A parte italiana impressiona, com esculturas de prata que chegam a 2,20 metros de altura, como a Santa Rita de Cássia e a suntuosa Imaculada Conceição.

Casa Fiat de Cultura

Praça da Liberdade, 10, Funcionários, ☎ 3289-8900. → Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 21h. Grátis. Até 7 de setembro.

Emancipação, Inclusão e Exclusão — Desafios do Passado e do Presente

Vale a pena pegar a estrada em um fim de semana para visitar uma boa mostra de fotografia em Ouro Preto. A galeria da Fiemg, que fica na praça principal da cidade histórica, exibe 72 ampliações de imagens do rico acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles. Feitas por pioneiros como Marc Ferrez, Victor Frond e George Leuzinger, as fotos registram o cotidiano rural e urbano de negros escravos e livres no Brasil do século XIX. A mostra faz parte do projeto Fotógrafos em Ouro Preto, que realiza periodicamente exposições, debates e oficinas na cidade histórica.

Centro Cultural e Turístico do Sistema Fiemg

Praça Tiradentes, 4, Centro, Ouro Preto (a 96 quilômetros de Belo Horizonte), ☎ 3551-3637. Todos os dias, 9h às 19h. Grátis. Até 1º de setembro.

Erli Fantini

Intitulada Chão, a exposição reúne esculturas recentes de barro e minério de ferro, que, dispostas em conjunto, parecem formar um pequeno vilarejo de casinhas em formatos surreais. Na última semana da mostra (de 5 a 9 de agosto), a artista vai ministrar um curso gratuito de cerâmica em que serão trabalhadas técnicas básicas de argila e noções de modelagem e queima das peças. As aulas ocorrerão no mezanino do Sesc Palladium e o encerramento da oficina será no ateliê da artista. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail educativopalladium@sescmg.com.br até sexta (1º). Uma boa oportunidade para aprender com quem entende do riscado.

Sesc Palladium — Galeria de Arte GTO

Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3270-8100. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 10 de agosto.

O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

Nascido em Fortaleza e filho de um cinegrafista amador, Francisco Albuquerque (1917-2000) já fazia bons retratos aos 15 anos de idade. No fim da década de 40, montou na capital paulista um estúdio com seu nome e iniciou uma sólida e pioneira trajetória na fotografia publicitária. A mostra reúne 150 imagens de seus setenta anos de carreira. Estão lá cliques urbanos, retratos de gente famosa como Juscelino Kubitschek, Victor Brecheret, Hilda Hilst, Luiz Gonzaga e Roberto Burle Marx, além de fotos publicitárias feitas para anúncios de empresas.

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Avenida Afonso Pena, 737, Centro, ☎ 3236-7400. Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 28 de agosto.

Gambiólogos 2.0 — A Gambiarra nos Tempos do Digital

A matéria-prima não é nobre: são pranchas de madeira, computadores, gaiolas, eletrodos, ferros de passar e fios, muitos fios. Artistas de todo o mundo, no entanto, já construíram obras surpreendentemente interessantes a partir da miscelânea de objetos comuns. Estudiosos da "ciência da gambiarra", os mineiros Fred Paulino, Ganso e Lucas Mafra formaram o coletivo Gambiologia. Para eles, a gambiologia é o uso intencional desses improvisos em obras de arte e de design que contribuam para questionamentos sobre tecnologia, sustentabilidade e a própria arte. Na mostra estão reunidos objetos de artistas estrangeiros, como o americano Joseph Morris, e de autores brasileiros celebrados, como Marepe, Cao Guimarães, Farneses de Andrade e Arthur Bispo do Rosário.

Oi Futuro — Galeria de Artes Visuais

Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-2979. Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 17 de agosto.

Salvador Dalí

Apesar de não trazer uma seleção de telas ou esculturas, gêneros mais representativos da obra de Salvador Dalí (1904-1989), a mostra Dalí — A Divina Comédia é imperdível. Trata-se de uma série de aquarelas do mestre surrealista, uma para cada um dos 100 cantos que compõem a obra-pri­ma do italiano Dante Alighieri (1265-1321). Seguindo a estrutura do livro, as ilustrações foram organizadas em três grupos, que remetem à viagem de Dante por três reinos: Inferno, Purgatório e Paraíso. O estilo delirante dos traços de Dalí fica evidente em anjos que abrem gavetas do próprio corpo, figuras humanas com braços e pernas anatomicamente improváveis e demônios que cospem bichos híbridos pela boca. Vale a pena ver de perto.

Academia Mineira de Letras

Rua da Bahia, 1466, Centro, ☎ 3222-5764. Quarta a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até 17 de agosto.

✪✪✪✪ Sebastião Salgado

Ele mora em Paris e já viajou o mundo inteiro, mas garante que o paraíso fica mesmo em Aimorés, sua cidade natal, no interior de Minas Gerais. Lá, o fotógrafo Sebastião Salgado mantém desde 1998 o Instituto Terra, dedicado ao desenvolvimento sustentável do Vale do Rio Doce. Considerado um dos ícones da fotografia nacional, o mineiro ilustre exibe no Palácio das Artes a mostra Genesis, aberta em 2013, em Londres. As 245 imagens em grande formato foram clicadas durante oito anos de andanças por florestas, aldeias, montanhas, rios, regiões geladas e desérticas. Há retratos sensíveis de comunidades como a dos índios uaurás, em Mato Grosso, e registros impressionantes de animais selvagens. Em preto e branco e com primor formal, as imagens são gráficas, impactantes e merecem vários minutos de apreciação. A exposição não decepciona e faz jus ao burburinho que o fotógrafo causou em sua passagem por Bea­gá para a abertura da mostra.

Palácio das Artes — Grande Galeria Alberto

da Veiga Guignard e Espaço Mari'Stella Tristão. Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo, 16h às 21h. Grátis. Até 24 de agosto.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE