Exposições

Quatro mostras de fotografia entre as praças Sete e da Liberdade

Por: Raíssa Pena

Estão em cartaz quatro mostras bacanas de fotografia na região centro-sul da cidade. Na avenida Afonso Pena, dá para ir a pé a duas ótimas (e em preto-e-branco): a dos belos retratos de Assis Horta (no Palácio das Artes) e a das paisagens ambulantes de Daniel Moreira (no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia). Subindo a serra um pouquinho, na região da Praça da Liberdade, dá para conferir os cliques de Ana Valadares (no Memorial Minas Gerais Vale) e os de Camilla Otto (na galeria do BDMG Cultural). Perde não!

  • Na mostra Uma Vida Iluminada, a artista belo-horizontina — precursora da fotografia de moda na capital mineira, na década de 70 — apresenta um generoso recorte de seu trabalho, que se iniciou quando Ana tinha pouco mais de 18 anos. São 120 imagens projetadas em vídeo e dezoito impressas. Além dos ensaios de moda e dos retratos de natureza, o público pode conferir uma série de fotos de personalidades como Adélia Prado e Elke Maravilha.
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  • Com uma câmera sanfona e algumas chapas de vidro, um modesto fotógrafo mineiro fez história nos anos 30. Dono de um estúdio em Diamantina, Assis Horta foi contratado para tirar as fotos 3x4 de milhares de operários de uma fábrica de tecidos que precisavam adquirir a então inédita carteira de trabalho. Com sensibilidade e primor técnico, ele produziu belos registros de pessoas que certamente eram fotografadas pela primeira vez. Assis conta que algumas gostavam tanto da experiência que voltavam com a família para pedir outro retrato. O fotógrafo e pesquisador Guilherme Horta (não, eles não são parentes) organizou esse extenso acervo em uma pesquisa vencedora do importante XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, na categoria reflexão crítica. A preciosa coleção, que em 2013 foi exposta em Ouro Preto, ocupa a Grande Galeria do Palácio das Artes até domingo (7). São exibidos 200 retratos, que merecem uma visita demorada. Haverá também uma instalação que recria o estúdio do artista, com uma cadeira, um tapete e um fundo infinito pintado a mão, onde o visitante poderá se sentir fotografado como antigamente.
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  • Filtros de Instagram podem até chegar muito perto, mas nunca terão o mesmo colorido dos filmes utilizados em câmeras analógicas. Usando diferentes filmes, a artista Camilla Otto fez belos e nostálgicos registros do cotidiano dos moradores dos bairros San Isidro e San Fernando, em Buenos Aires, na Argentina. A exposição Enquanto Te Esperava, em cartaz na galeria do BDMG Cultural, é composta de 22 imagens, três livros da artista produzidos durante a viagem e uma mesa de luz, para que os espectadores conheçam este objeto em extinção, o negativo.
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  • Para ver a família, o fotógrafo belohorizontino Daniel Moreira precisava cruzar semanalmente os 200 quilômetros que separam a capital da cidade de Ipatinga. Do limão, fez uma limonada. Trilhando de carro a Rodovia BR-381, uma das mais perigosas do país, ele passou a enxergar beleza onde a maioria das pessoas só vê poeira. Assim nasceu a série Paisagem Ambulante 381, que reúne belos cliques em preto e branco à beira da estrada. Durante cinco anos, Moreira aproveitou a luz difusa dos períodos chuvosos para fazer registros melancólicos de ruínas, automóveis abandonados, cenários naturais e andarilhos que cruzaram seu caminho. Três imagens já foram expostas em uma coletiva no ano passado e, agora, 38 fotografas da série serão exibidas.
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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE