Exposições

Ricardo Bergmann exibe série de esculturas inspiradas no voo dos pássaros e no movimento dos peixes

As doze peças criadas pelo artista estão em exposição na Galeria de Arte Copasa

Por: Raíssa Pena - Atualizado em

Juliana Flister
(Foto: Redação VejaBH)

Peça de mármore: herança do aprendizado na marmoraria dos Irmãos Natali

A escultura de mármore demorou um pouco a encontrar as mãos de Ricardo Bergmann. Em 1969, ele ingressou na antiga Universidade Mineira de Arte (atual Universidade do Estado de Minas Gerais) para cursar desenho industrial. Dez anos depois, estudou pintura com Amilcar de Castro (1920-2002). Ainda em 1979, conseguiu um emprego na tradicional (e já extinta) Fundição Marmoraria Artística Irmãos Natali, onde fabricou troféus, móveis e peças de bronze e mármore para outros artistas. A experiência com o ofício se juntou à sensibilidade do mineiro, que só passou a criar as próprias esculturas há oito anos. Até dia 16, Bergmann exibe uma série de doze peças inspiradas em cenas da natureza, como o voo dos pássaros e o movimento dos peixes. R$ 2 500,00 a R$ 10  000,00.

Galeria de Arte Copasa. Rua Mar de Espanha, 525, Santo Antônio, ☎ 3250-1506. Todos os dias, 8h às 19h. Grátis. Até dia 16.

Exposições: programação para os dias 01 a 07 de fevereiro

› ESTREIA

O Jardim de Adelícia - Adelícia Amorim e Outros Contemporâneos

A homenageada da mostra é uma das mestras do bordado mineiro, Adelícia Amorim. Além das primorosas peças de sua autoria, serão exibidas obras de cinco jovens artistas também conhecidos pelo trabalho manual.

Sesc Palladium - Galeria de Arte GTO. Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3214-5350. → Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 30 de março. A partir de sexta (7).

› ÚLTIMA SEMANA

✪✪✪ Atlas

+ Mostra de fotografia Atlas reúne registros em formatos e gêneros variados

Palácio das Artes - Espaço

Mari'Stella Tristão. Avenida Afonso

Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. →

Terça a sábado, 9h30 às 21h; domingo,

16h às 21h. Grátis. Até sábado (8).

✪✪✪ Escavar o Futuro

Com curadoria de Frederico Morais, a proposta da coletiva é refletir sobre a noção de intervenção urbana. Entre as obras selecionadas estão fotografias de Wilson Baptista e Cláudia Andujar, além da série de imagens da década de 60 do francês Marcel Gautherot, e de trabalhos dos festejados Pedro Motta, João Castilho e Paulo Nazareth.

Parque Municipal, Palácio das Artes (Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e Galeria Arlinda Corrêa Lima). Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3263-7400. → Neste sábado (1º), 9h30 às 21h, e domingo (2), 16h às 21h. Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. Avenida Afonso Pena, 737 (Praça Sete), Centro, ☎ 3236-7400. Neste sábado (1º), 9h30 às 21h, e domingo (2), 16h às 21h. Grátis.

✪✪✪ Tomie Ohtake

Em homenagem ao centenário da artista, completado no último 21 de novembro, foram organizadas mostras em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Por aqui, cinquenta obras encon­tram-se montadas em ordem cronológica e ilustram diversas fases de sua carreira. Só o primeiro quadro é figurativo. O que se vê nas telas seguintes é o uso crescente e mais livre de manchas de cor e formas circulares, ovais e retangulares. No fim do corredor está uma bela série de gravuras e, dependuradas no teto, cinco esculturas de ferro, quatro produzidas no ano passado.

Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Rua da Bahia, 2244, Lourdes, ☎ 3516-1027. → Neste sábado (1º), 10h às 20h, e domingo (2), 11h às 19h. Grátis.

› EM CARTAZ

✪✪✪ Acervo da galeria Celma Albuquerque

A galeria segue com a mostra de Flávia Bertinato no mezanino e com uma exposição de seu acervo no 1º piso. Dentre os nomes estão os baladalos Nuno Ramos, Alan Fontes, Maria Lynch, Rochelle Costi e Marco Paulo Rolla.

Celma Albuquerque Galeria de Arte. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes,

☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até dia 22.

E o que Temos para o Almoço?

Referência nacional quando o assunto é perfomance artística, Marcos Hill e Marco Paulo Rolla estão juntos em nova empreitada: o projeto E o que Temos para o Almoço?, na Funarte. A mostra reúne trabalhos concebidos durante os catorze anos de funcionamento do Centro de Experimentação e Informação de Arte (Ceia), dirigido por eles. Quem não está familiarizado com o universo da arte contemporânea não precisa ter medo nem torcer o nariz. "Quanto menos informação o visitante tiver sobre o assunto, mais aberto ele estará à experiência sensorial", garante Rolla.

Funarte. Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-7112. Exposição: terça a sexta, 13h às 21h. Performances: confira aqui a programação. Grátis. Até dia 26.

✪✪✪ Esquizofrenia Tropical

Pela imponência de seu espaço interior e por oferecer uma das mais belas vistas da lagoa, o Museu de Arte da Pampulha merece ser visitado. Até domingo (9), uma boa coletiva de fotografia se soma ao programa e pode surpreender quem tem preguiça de ver arte contemporânea. Trabalhos de dezesseis jovens autores formam um panorama da vida na América Latina a partir de imagens de cenas domésticas e de dramas sociais. No mezanino, vale a pena demorar em frente ao painel Chocolate on My Jeans. Lamentavelmente, o belo auditório do museu não foi utilizado pela mostra.

Museu de Arte da Pampulha. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16585, Pampulha, ☎ 3789-1600. Terça a domingo, 9h às 19h. Grátis. Até domingo (9).

✪✪✪ Flávia Bertinato

Entre 2008 e 2010, a artista mineira fotografou, em São Paulo, cerca de 100 pessoas que parecem adormecidas. Só parecem mesmo, já que, apesar de muitas estarem na própria cama e de olhos fechados, têm consciência de que se trata da construção meticulosa de uma cena. Os convidados são amigos próximos de Flávia, artistas, ex-namorados e até - nas palavras da fotógrafa - companheiros de balcão de padaria. As locações das imagens variam entre as residências dos personagens, parques públicos, galerias de arte e a casa da artista.

Celma Albuquerque Galeria de Arte -Mezanino. Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, ☎ 3227-6494. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h30 às 13h. Grátis. Até dia 22.

✪✪✪ Lorenzato Amadeo - Celebração do Cotidiano

Filho de imigrantes italianos, Amadeo Lorenzato (1900-1995) nasceu na região do Barreiro e, antes de completar 10 anos, já trabalhava como pintor de paredes - ofício que exerceu até a maturidade. Em 1956, uma queda o impediu de seguir no ramo da construção civil e o incentivou a "pintar o que desse na telha", como ele costumava dizer. Suas telas, que retratavam singelas paisagens urbanas e personagens comuns, caíram no gosto de galeristas e de colegas ilustres, como Amilcar de Castro, nos anos 60. A mostra conta com pinturas, esculturas e objetos de seu ateliê que hoje pertencem ao acervo do colecionador Antônio Carlos Figueiredo.

Centro de Arte Popular Cemig. Rua Gonçalves Dias, 1608, Funcionários, ☎ 3222-3231. → Terça, quarta e sexta, 10h às 19h; quinta, 12h às 21h; sábado e domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 9 de março.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE