Noite

Avenida Fleming transforma-se em um badalado corredor da região da Pampulha

Via conta com ao menos quinze bares e restaurantes e vida noturna agitada

Por: Thiago Alves - Atualizado em

Nidin Sanches/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

A casa de hambúrgueres Burgueria (à esq.) e os bares Vila Rica (detalhe, centro) e Seu Jorge (detalhe, direita): opções para diferentes gostos

Uma das vias de acesso à La­­goa da Pampulha, a Avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, vem atraindo uma multidão para seus bares e restaurantes. Há alternativas para quem gosta de comida mineira, italiana, frutos do mar, hambúrguer, espeto ou pizza. Ao menos quinze casas se espalham pelos 1 400 metros da via, e a maior concentração está entre as ruas Jordânia e Afonso Raso. "O grande movimento chamou minha atenção", conta o empresário Matuzalém Gomes Cardoso, que investiu 450 000 reais para abrir por lá, no mês passado, a quarta unidade da sua rede Surubim no Espeto. "Já posso dizer que deu certo. Tenho um público fiel nos fins de semana." Segundo Cardoso, boa parte da clientela é formada por moradores da própria região, que evitam atravessar a cidade para frequentar as casas da Zona Sul por causa das blitze da Lei Seca.

"Trouxemos a Savassi para a Fleming", comemora Isla Gomes, sócia do Casarão Beer. Conhecido como um point de paquera, tem um deque, uma área interna com música ao vivo e um setor de jogos, com fliperamas e mesas de sinuca. A cada sábado recebe, em média, 450 clientes. O estudante universitário Bruno Menezes, que mora a poucos quarteirões da avenida, é um dos frequentadores assíduos. "Com baladas perto de casa, quase não saio mais daqui", diz ele.

Bares e restaurantes começaram a se instalar na Avenida Fleming no início dos anos 2000. Especializado em espetinhos, o Filé foi um dos primeiros. Os donos, Patrícia de Mattos e Marco Antônio Bezerra Júnior, mudaram-se para o bairro Ouro Preto há treze anos e perceberam o potencial para esse tipo de comércio. "Praticamente não havia onde comer, só um lugar vendia caldos e carnes", lembra Patrícia. Aos poucos, o sucesso do negócio animou novos empreendedores. O Bar e Boi, outro pioneiro, foi inaugurado um ano depois. "Fiquei com receio de perder clientes, mas depois entendi que a concorrência era importante para o crescimento de todos", afirma Patrícia. Hoje, o casal tem mais dois estabelecimentos ali: o Massa e o Sushi House. Segundo ela, atualmente 40% dos frequentadores são moradores de outras regiões da cidade, atraídos pela boa fama do corredor gastronômico.

Foi o caso do empresário Luiz Antônio dos Santos, que reside no Gutierrez e há duas semanas visitou a avenida pela primeira vez. "Fiquei surpreso com a quantidade de opções e a qualidade do atendimento", diz. Com tanto movimento, o que piorou consideravelmente por lá foi o trânsito. Os congestionamentos à noite são cada vez mais comuns. E não é fácil encontrar uma vaga para estacionar na avenida e nas ruas próximas.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE