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3 perguntas para Bernardo Guimarães

Por: Júlia Boynard - Atualizado em

Odin
(Foto: Redação VejaBH)

Após dois meses fechado por falta de alvará, o Nelson Bordello, casa underground no centro da cidade, foi reaberto na terça (7). Durante o tempo em que ele esteve interditado, bandas e frequentadores mobilizaram-se para uma festa solidária no Mercado das Borboletas, que reuniu fundos para o pagamento dos documentos necessários. Bernardo Guimarães, proprietário do local e produtor cultural, preparou novidades para os clientes.

Como surgiu a ideia da festa solidária? Os músicos que tocavam na casa sempre deram muito apoio desde o fechamento do Bordello. O Mercado das Borboletas ofereceu o espaço gratuitamente e as bandas e os DJs prontificaram-se a participar da festa. Sem contar o apoio dos clientes, que lotaram o lugar.

A que você atribui o sucesso da casa? O Bordello foi aberto com a intenção de abrigar os artistas da cena alternativa de BH. Sempre foram músicos que trabalham com a experimentação. Daqui saíram muitas bandas, como Pequena Morte, Macaco Bong e a Orquestra Mineira do Brega. A localização, no centro da cidade e próximo ao Viaduto Santa Tereza, os preços mais democráticos e o horário de funcionamento, que vai até mais tarde, ajudaram muito também.

Para a reabertura e os dois anos da casa, você preparou alguma novidade? A ideia sempre foi misturar gastronomia e música, mas antes o cliente tinha de pagar o que havia consumido mais a entrada, não era justo. Agora, há a isenção do valor da entrada (exceto nos dias de shows). O cardápio será reforçado com mais cachaças e cervejas artesanais e importadas, além do menu preparado pela chef Malu. Também teremos DJs diariamente e, assim que o alvará para shows for liberado, apresentação de bandas na sexta e no sábado.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE