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O melhor da semana: 10 de março

- Atualizado em

Guga Melgar
(Foto: Redação VejaBH)

O marido e o amante: Marcos Caruso (no reflexo do espelho) e Erom Cordeiro protagonizam oitenta minutos de suspense

Domingo, 10 de março

ÚLTIMO DIA Em Nome do Jogo (80min). 14 anos. Teatro Alterosa (320 lugares). Avenida Assis Chateaubriand, 499, Floresta, ☎ 3237-6611. Sexta (8) e sábado (9), 21h; domingo (10), 19h. R$ 50,00. Bilheteria: terça a domingo, de 12h às 19h30, e no dia do espetáculo até a hora da apresentação.

+ Em Nome do Jogo, adaptação da obra de Anthony Shaffer, estreia em BH

✪✪ NARRATIVAS DO SAMBA E DO CARNAVAL EM BELO HORIZONTE. Nem só de bares e pães de queijo é feita a capital mineira. Há quem diga, ou melhor, quem prove documentalmente que a cidade também tem tradição no samba. Em cartaz no Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), a mostra traz dezenas de fotografias, vídeos, documentos e recortes de jornal que contam a história do ritmo e da folia nas bandas de cá. A curadoria é do pesquisador Marcos Maia, que usou o tema em seu trabalho de conclusão do curso de história na UFMG, em 1999. Ele pesquisou documentos, jornais, revistas e programas de rádio, além de acervos do MHAB e do Centro de Referência Audiovisual (CRAV). O material serviu de base para o documentário Roda (Carla Maia e Raquel Junqueira, 2011, 70min), sobre a velha-guarda mineira. No ano passado, Maia resolveu exibir a proveitosa coleta de dados. Entre as peças expostas estão fotografias do acervo pessoal do compositor Mestre Conga, notícias sobre o Carnaval na Rua da Bahia em 1897, ano de fundação da cidade, e registros das primeiras escolas de samba, como a Unidos de Monte Castelo. Há também uma reportagem escrita em 1935 pelo próprio historiador Abílio Barreto para o jornal Estado de Minas. A montagem não segue uma cronologia rigorosa, mas abrange as festividades desde o fim do século XIX até os dias de hoje. Os bloquinhos de rua que agitaram os foliões em 2012, por exemplo, estão devidamente representados em cliques das fotógrafas Flávia Mafra e Flora Rajão. O gosto pelo assunto foi tanto que Marcos Maia pretende lançar no primeiro semestre do ano que vem o documentário O Samba da Minha Serra, dirigido por ele. Museu Histórico Abílio Barreto - Foyer do Edifício Sede. Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, ☎ 3277-8573. Terça, sexta, sábado e domingo, 10h às 17h; quarta e quinta, 10h às 21h. Grátis. Até 1º de abril.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE