O melhor da semana

O melhor da semana: 15 de julho

- Atualizado em

Domingo, 15 de julho

EXPOSIÇÃO ✪✪✪ PULSO IRANIANO. As cores, contrastes, tradições e a poesia dessa tumultuada nação islâmica são retratados por 24 artistas. Se destaca a irreverente série Garota Híbrida, da fotógrafa Shirin Aliabadi. Imagens de estúdio bem-humoradas refletem a influência da cultura ocidental no modo de vida de jovens iranianas, que aparecem com pirulitos, telefones celulares, lentes de contato e perucas loiras. Integram a exposição ainda os filmes Shirin, do consagrado diretor Abbas Kiarostami, e Reapresentação, dirigido por seu filho, Bahman. Especialmente para a montagem em Belo Horizonte, foi concebida uma instalação de Arash Hanaei. No corredor vermelho que dá acesso à galeria estão desenhos digitais da série Capital, que mostram slogans publicitários, ilustrações e cenas da Revolução de 1979 gravados nos muros da capital, Teerã. Introduz o visitante no contexto histórico de uma cultura rica, mas pouco explorada. Oi Futuro — Galeria de Artes Visuais. Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ☎ 3229-3131. Terça a sábado, 11h às 21h; domingo, 11h às 19h. Grátis. Até 26 de agosto.

TEATRO ✪✪✪✪ MORTE E VIDA SEVERINA, de João Cabral de Melo Neto. O retirante Severino, interpretado por Tiago Colombini no musical Morte e Vida Severina, é um nordestino desesperançado. Acometido pela seca e pelas precária e insustentável condição de vida do sertão paraibano, ele parte em direção ao litoral em busca da sobrevivência. Lançada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), em 1965, e consagrada no Festival de Nancy, na França, a peça inspirada no auto de Natal de João Cabral de Melo Neto ganha nova roupagem nas mãos de Pedro Paulo Cava, um dos diretores mais expressivos do teatro mineiro. Cava projeta no cenário imagens do artista plástico Candido Portinari, com destaque para a série Retirantes. Ao todo, 58 quadros se alternam sobre uma tela, de onde saem os atores. A impressão é que eles emergem dos painéis, e o brilho da luz só embeleza e intensifica a dramaticidade do enredo. Representando os mais de cinquenta personagens do poema, os quinze atores transitam sem aparente esforço no papel de músicos e cantores. Atração à parte, o violeiro cego Evaldo Nogueira executa com precisão e virtuosismo a trilha sonora, criada originalmente por Chico Buarque e com composições de Luiz Gonzaga, Edu Lobo e Geraldo Vandré (90min). 12 anos. Estreou em 28/9/2011. Teatro da Cidade (173 lugares). Rua da Bahia, 1341, Centro, ☎ 3273-1050. Quinta a sábado, 20h30; domingo, 19h. R$ 30,00 (qui. e sex.) e R$ 40,00 (sáb. e dom.). Antecipado, R$ 12,00. Postos Sinparc, R$ 12,00 (qui. e sex.) e R$ 15,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. e sex.); a partir das 16h (sáb. e dom.). Até dia 29.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE