Memória preservada por duas gerações da “turma da Savassi”

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As fotos em preto e branco mostram um tempo que não volta mais. Danilo Savassi, o único menino de suspensório na foto abaixo, é filho de Hugo, um dos sócios da padaria inaugurada em 1940, em Belo Horizonte, nas esquinas das ruas Cristóvão Colombo e Pernambuco, onde hoje funciona a operadora de telefonia Vivo. Integrante da primeira geração da "turma da Savassi", o grupo de jovens da cidade que costumava se reunir em frente à padaria, tem muita história para contar. "A gente roubava jabuticaba, passava sabão dos trilhos do bonde para deslizamento das rodas e desespero dos passageiros, invadíamos festas, aprontávamos pegadinhas com os pedestres", diz Savassi, hoje um juiz aposentado de 89 anos.

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As memórias do glamour e dos fatos pitorescos que se passaram na praça estarão preservadas em músicas de Pacífico Mascarenhas, de 76 anos. O empresário do setor têxtil e músico é integrante da segunda geração da "turma da Savassi". Estudante do Colégio Padre Machado, ele compunha músicas de serenatas, ia ao Cine Pathé, ao Minas Tênis Clube e ao "footing" da Praça da Liberdade. Jogava futebol na Cristóvão Colombo, frequentava festas da alta sociedade, assim como o Montanhês e Chantecler, na zona boêmia da capital. "A padaria trouxe o nome, mas foi a turma que o disseminou pela cidade", diz. Suas melhores lembranças estarão no CD previsto para ser lançado ainda neste mês.

Escute trecho de músicas de Pacífico Mascarenhas.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE