5 a 12 de maio

Veja BH Recomenda

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(Foto: Redação VejaBH)
Show: Lenine

O músico pernambucano retorna a Belo Horizonte na sexta (11), no Palácio das Artes, para lançar seu mais recente trabalho, o disco Chão, o décimo de sua prodigiosa carreira. Nele, a palavra e o fraseado, tão marcantes ao estilo do cantor e compositor, agora ganham a companhia de sons mínimos. Tudo começou quando Frederico VI, o canário-belga de sua sogra, cantarolou próximo ao estúdio onde gravava a canção Amor é pra Quem Ama. Foi a deixa para que o conceito do álbum nascesse, com uma leva de barulhos que inspiraram o artista: passos em um chão de brita, zumbido de cigarras, um coração ofegante, o ruído nostálgico de uma máquina de escrever, o estrondo causado por uma motosserra. O CD conta com dez composições, todas inéditas, e é fruto de parcerias com Lula Queiroga, Carlos Rennó, Ivan Santos e Lucky Luciano. No sábado (12), é a vez de Ouro Preto receber a apresentação, que tem direção de arte de Paulo Pederneiras, do Grupo Corpo.

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(Foto: Redação VejaBH)
Teatro: As Conchambranças de Quaderna

Em sua estreia na direção, a atriz e cantora carioca Inez Viana leva aos palcos o famoso Pedro Quaderna, narrador do romance A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna. A montagem, que fica em cartaz até este domingo (6) no Teatro Alterosa, é dividida em duas histórias independentes, costuradas pelo cômico personagem vivido por Leonardo Brício. Ele protagoniza uma série de confusões em seu consultório astrológico. Na obra original, Pedro Quaderna destila um lado angustiado, peso amenizado nesta comédia. Amiga e estudiosa de Suassuna, a diretora usa poemas retirados das iluminogravuras do escritor paraibano para compor seu texto. O resultado agradou ao autor, que assistiu à montagem duas vezes e não poupou elogios.

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(Foto: Redação VejaBH)
Exposição: Fernando Botero

Belo Horizonte recebe pela primeira vez uma exposição individual do pintor e escultor colombiano Fernando Botero. Nascido na cidade de Medellín, em 1932, ele é um dos poucos artistas visuais que gozam de prestígio e do título de mestre ainda em vida. Suas obras são mundialmente reconhecidas pela representação de figuras humanas roliças e pelo colorido vibrante de cenas cotidianas. Mas a forma original de tratar o volume dos corpos não é sua única marca. Na mostra intitulada Dores da Colômbia, o artista pinta os horrores sofridos pela população colombiana devido à ação de grupos guerrilheiros e terroristas na década de 90. A exposição, em cartaz no Museu de Artes e Ofícios, reúne 67 obras doadas por Botero ao Museu Nacional da Colômbia. São telas, pinturas e desenhos que retratam cenas de sequestro, tortura e morte. Em uma das três belas salas que abrigam a mostra, foram reunidos desenhos feitos a carvão. As cores escuras e frias dessas telas acentuam a atmosfera de tensão que o tema impõe.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE