Veja BH recomenda

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Mateus Baranowski
(Foto: Redação VejaBH)

Diante do Espelho: reflexões sobre a infância, a velhice e a morte

Especial A-MOSTRA.LAB. O cenário teatral de Belo Horizonte anda fervilhando com as ideias de uma nova geração de atores, produtores e diretores. O atual projeto de ocupação do espaço Esquyna é um exemplo valioso. Até o dia 5, jovens artistas estarão reunidos para apresentar dezenove cenas de curta duração. Uma delas é Diante do Espelho, drama psicológico dirigido por Rick Alves. No palco, o elenco registra questões existenciais e reflexões sobre a infância, o presente, a velhice e a morte. Depois de cada espetáculo, o público pode interagir com os criadores num bate-papo despretensioso mediado por um artista ou crítico convidado. Para a entrada, são cobrados módicos R$ 2,65.

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Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Rosana Lanzelotte: trabalho de recuperação da música brasileira de concerto

Concerto III Circuito BNDES Musica Brasilis. A cravista Rosana Lanzelotte vem fazendo um portentoso trabalho de pesquisa e divulgação da música de concerto brasileira. Na sexta (3), a musicista faz concerto gratuito no Museu Inimá de Paula, onde apresenta repertório centrado na música clássica feita durante os ciclos econômicos do açúcar, do ouro, do diamante, do café e da borracha. O ponto de partida são os cantos tupinambás do século XVI, considerados os mais remotos registros musicais brasileiros. Seguindo o rastro historiográfico, aparecem canções da época dos jesuítas. Modinhas de violão e a música sacra de Minas vêm na sequência. Dos escravos chega o lundu, gênero musical que ressoa até hoje no cancioneiro daqui. A temática indígena, uma das inspirações de Heitor Villa-Lobos, encerra o programa. Com Rosana, dividem o palco Rosana Lamosa (soprano), Fernando Portari (tenor), Ricardo Kanji (flautas), Nicolas de Souza Barros (violão e guitarras), Alberto Kanji (cello), Mingo Araújo (percussão), José Staneck (harmônica), Duo Santoro (cellos) e a Orquestra de Câmara do Amazonas.

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Divulgação/Ascom
(Foto: Redação VejaBH)

Ouro Preto pelos olhos do mestre Guignard: desenho inédito

Exposição Alberto da Veiga Guignard. Em 1944, o então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek, convidou o pintor carioca Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) para estabelecer-se em Belo Horizonte e lecionar artes visuais. Mas foi Ouro Preto a cidade que acabou encantando o artista. O Museu Casa Guignard, localizado na cidade histórica, homenageia o cinquentenário de morte do artista com a mostra temporária Ouro Preto: Amor Inspiração. Quinze desenhos inéditos feitos em grafite e bico de pena sobre papel mostram a antiga Vila Rica sob o ponto de vista do mestre. Alguns trabalhos foram feitos da sacada do Grande Hotel de Ouro Preto, onde ele costumava se hospedar. Outros foram inspirados em cenários igualmente icônicos, como o largo da Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar e a Igreja São Francisco de Assis, onde ele foi enterrado.

Marcelo Tinoco
(Foto: Redação VejaBH)

Sérgio e Paulo (sentados), Branco e Tony (de pé): eles estão de volta

Show Titãs. Todo mundo sabe cantarolar pelo menos uma música do disco Cabeça Dinossauro, dos Titãs. Lançado em 1986, o terceiro álbum do grupo trazia um rock nacional cheio de crítica social em faixas poderosas como Igreja, Polícia, Estado Violência, Bichos Escrotos e Homem Primata. Em comemoração dos trinta anos de estrada, eles chegam à cidade na sexta (3) com a turnê do emblemático disco. Após a saída de Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin da formação original, a banda resiste com Paulo Miklos, Branco Mello, Sérgio Britto, Tony Bellotto e Mário Fabre (baterista que substitui Ga­vin há dois anos). Além das faixas de Cabeça Dinossauro, que serão tocadas na sequência original, o setlist de 26 músicas ainda promete outros sucessos, como Televisão, Flores e Diversão. Repertório para fã nenhum botar defeito.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE