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vania laranjeira
(Foto: Redação VejaBH)

ÓPERA Tosca. O pintor Mario Cavaradossi e a cantora Floria Tosca se envolvem em uma paixão que, fulminante, resulta em fortes emoções, até em morte. A história saiu da cabeça do francês Victorien Sardou, que escreveu a peça La Tosca, em 1887. Em 1900, o italiano Giacomo Puccini adaptou-a para a ópera. Esse trabalho magistral chega ao Palácio das Artes em cinco récitas apresentadas a partir deste domingo (17) até o dia 28. O espetáculo já foi encenado em Belo Horizonte outras quatro vezes — a última há dezoito anos. A concepção e a direção de cena são de Carla Camurati, que debutou em óperas exatamente aqui, em 1996, com La Serva Padrona, de Pergolesi. A atual montagem estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em setembro do ano passado com todos os ingressos esgotados. Na versão mineira foram necessárias mudanças no elenco. A soprano japonesa Eiko Senda interpreta Tosca, o tenor brasileiro Richard Bauer faz o papel de Cavaradossi e o baixo-barítono americano Stephen Bronk encarna Scarpia, um sádico chefe de polícia que persegue o casal. Outros sete solistas participam dessa densa experiência dramatúrgica. Para Camurati, a história trata da violência e seus desdobramentos. "Dimensionar isso dramaticamente, junto da música pungente, gera uma emoção absurda", diz a diretora. Drama, romance, tensão e intriga política costuram a história, que tem participação do conjunto da Orquestra Filarmônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, além do Coral Infantojuvenil do Palácio das Artes. A regência é de Roberto Tibiriçá.

Fabio del Re
(Foto: Redação VejaBH)
EXPOSIÇÃO Lição de Coisas.

O Museu de Arte da Pampulha abriga até o dia 30 os trabalhos da artista peruana radicada no Brasil Nydia Negromonte. Inspirada no manual catalão de 1933 Lliçons de Coses, a mostra convida a pensar sobre memória, usos e costumes. Daquela antiga publicação, que tratava de atividades da vida social e familiar, Nydia extraiu ilustrações e as justapôs com fotografias de cenas reais. Os pares de imagens impressionam pela semelhança entre as situações e provocam a reflexão sobre gestos e afetos da vivência humana. No auditório do museu, a artista montou um dos espaços mais interessantes. Tendo a Lagoa da Pampulha como fundo, a instalação Ilha dos Amores exibe imagens e sons gravados na própria lagoa. Essa nova justaposição estimula os sentidos, a memória e o imaginário do público.

Ceicine/Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)
CINEMA 7ª Mostra de Cinema de Ouro Preto.

Entre a quarta (20) e o dia 25, Ouro Preto volta a receber um dos eventos mais importantes do cinema nacional. As discussões sobre a transição da era da película para a digital norteiam as atividades. Os homenageados desta edição são os cineastas Gustavo Dahl (1938-2011), Roberto Farias e Reginaldo Faria, mais conhecido por seu trabalho como ator na Rede Globo. Serão exibidos setenta filmes nacionais entre retrospectivas e pré-estreias. Além das sessões, haverá debates, seminários, apresentações artísticas e a Mostrinha, com projeções para os pequenos. O primeiro dia é dedicado exclusivamente à realização de oficinas. Na quinta (21), uma homenagem à memória de Dahl marca a abertura oficial do evento, no Cine Vila Rica. Logo depois, será exibido o emblemático Pra Frente Brasil (1982), dirigido por Roberto Farias.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE