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3 perguntas para Dudu Nicácio

Por: Rafael Rocha - Atualizado em

Rogério Sol
(Foto: Redação VejaBH)

É tempo de festa para o músico Dudu Nicácio. Aos 33 anos, ele completa uma década de carreira de sambista, lança seu primeiro disco-solo e ainda aguarda o nascimento da primeira filha (sua mulher está grávida de sete meses). Também advogado e agitador cultural, é responsável por eventos que têm revigorado o gênero na cidade, como o Samba do Compositor e o Samba da Madrugada. Neste domingo (30), a partir das 17h, ele lança o álbum de inéditas Pra Cidade Cantar na festa de encerramento do circuito Do Morro ao Asfalto 2012 (quarteirão fechado da Rua Sapucaí, no Floresta), com entrada franca.

O samba é um gênero afeito a regravações, e mesmo assim você ousa e lança um disco de inéditas. O que o motiva?

Mesmo ainda não tendo lançado um disco só meu, sempre fui compositor, faço isso o tempo todo. Até bula de remédio já me inspirou, mas hoje não gasto meu tempo à toa. A ideia de lançar o disco vem da vontade de mostrar essa faceta. Queria trazer à tona minha memória musical afetiva e fazer canções que falassem de valores do cotidiano e tocassem as pessoas.

Nos tempos atuais, o que Minas pode agregar ao samba, esse ritmo mais associado ao Rio de Janeiro?Temos nosso sotaque e enfoque. A conjugação de elementos da nossa cultura e da tradição musical rende uma forma peculiar daqui. É a possibilidade do samba mineiro, essa pérola imperfeita. Aconteceu quando você analisa a influência de mineiros no samba, com os tambores de Clara Nunes, as harmonias de João Bosco e as melodias sofisticadas de Mauro Duarte.

Como anda o cenário do samba em BH?

Fortaleceu-se nos últimos anos. Está havendo formação de novos instrumentistas e intérpretes. Isso tem muito a ver com o renascimento do Carnaval da cidade.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE