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Banda mineira Zimun lança vinil com show em BH

Grupo mistura jazz, rock, rap, música eletrônica e instrumentos de sopro para criar seu som

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Definir o som do Zimun é complicado. A banda mineira promove uma mistura musical que passeia por diversos estilos, como jazz, rock, música eletrônica, rap, mpb e até bossa nova. A banda costuma dizer que o seu trabalho poderia ser classificado como street jazz, apesar de reconhecer que esse rótulo também é impreciso.

Na sexta (8), os curiosos terão a chance de ouvir e poder classificar por conta própria. O septeto se apresenta no Granfinos, para lançar a versão em vinil do EP Surreal, que conta com quatro faixas. O disco será vendido no dia por 20 reais. O trabalho serve como um aperitivo para o disco de inéditas que a banda prepara para o segundo semestre. "Vamos ter treze faixas inéditas", antecipa o vocalista Fernando Castilho.

Confira a entrevista com o músico:

Como foi a ideia de lançar o disco em vinil?

Foi um convite do Luiz Valente, da Vinylland. Tínhamos feito o lançamento desse EP em CD mesmo, e ele ouviu e perguntou se topávamos lançar em vinil também. Como adoramos o formato, aceitamos na hora. O vinil ainda está muito vivo, e isso deu uma repercussão muito bacana. E como são só 300 cópias, tem também aquela coisa de colecionador. Quem não conseguir um agora, nunca mais, é um artigo muito exclusivo.

Como foi feita a seleção de músicas para o EP?

Pensamos em músicas que apresentam a banda de alguma maneira. São quatro faixas que mostram bem a mistura que a gente faz, tem a participação de todos.

Como você define o som do Zimun?

A gente pena com essa pergunta. Misturamos muita coisa, como jazz, bossa nova, rap, são inúmeros rótulos. O que sugeriram e a gente gostou foi street jazz. Tem essa coisa do diálogo com a rua e com os instrumentos, que é uma coisa muito nossa. O Zimun começou como o rap, mas logo pegou esse lance orgânico de ter instrumentos, ser mesmo uma banda e não aquele dueto entre MC e DJ. E o jazz, assim como o rap, começou nos guetos, nas ruas mesmo. Mas acho que esse rótulo só chega perto, não é perfeito ainda para definir o som.

O que podemos esperar do disco novo?

Ele está em andamento, deve ser lançado no segundo semestre. Serão entre onze e treze faixas, todas inéditas. Essas do EP, por exemplo, vão ficar de fora. Está demorando um pouco por que tivemos várias mudanças de formação, com mais gente chegando e queremos que todos participem.

Vocês usam muitos instrumentos diferentes. Como isso funciona no palco?

Gostamos bastante de experimentar. Então, sempre que alguém aparece com alguma novidade, brincamos no estúdio até achar um jeito de encaixar na nossa música. Um exemplo disso é o didgeridoo, um instrumento de sopro australiano que exige uma técnica de respiração especial para produzir um som contínuo. Colocamos uns efeitos e ficou sensacional, é parte do show. Já o vibrafone teve que ser deixado de lado. Adorávamos o som dele, mas era tão difícil de microfonar e transportar que não estava compensando.

Qual a expectativa para o show?

Como será no dia internacional da mulher, vamos ter participações especiais femininas, como a Jennifer Souza, do Transmissor. Tenho certeza que será ótimo, até por estarmos realizando um sonho, que é o lançamento de um vinil. Tem dias que estou ouvindo minha cópia, sem parar (risos). Esperamos que a casa esteja cheia para essa comemoração, mas o mais importante é que as pessoas que forem gostem do nosso som.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE