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Lenine celebra 30 anos de carreira e fará trilha de espetáculo do Grupo Corpo

Cantor fará show de graça no domingo (4), na na Praça Duque de Caxias

Por: Cedê Silva - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

O cantor pernambucano Lenine é uma das atrações do terceiro Festival Natura Musical, evento gratuito que acontece no próximo domingo (4) na Praça da Estação e na Praça Duque de Caxias. No Santa Tereza, Lenine se reencontra com parte da história do Clube da Esquina, uma de suas principais influências. Confira uma entrevista com o compositor.

O que o público pode esperar deste show? Vai se concentrar em músicas do álbum Chão e trabalhos mais recentes, ou trazer músicas mais antigas?

No repertório procuramos priorizar as músicas que dialogam com a atmosfera de Chão, como A Ponte, que traz referências sonoras como o áudio original de Caju e Castanha, A Rede ou Candeeiro encantado. Sucessos não faltam: Hoje eu quero sair só, Paciência e Jack Soul Brasileiro estão garantidas!

Qual é a diferença de apresentar num lugar aberto, como a Praça Duque de Caxias?

O que muda é a arquitetura sonora. Para a platéia é uma novidade um espetáculo quadrifônico; esta experiência está mais associada ao cinema. É muito bacana, ainda que seja uma equação mais difícil de resolver. Porque em cada espaço que a gente vai tocar a gente tem que fazer um direcionamento das caixas, descobrir o tempo de delay para poder não ter diferença de áudio, então tem uma arquitetura sonora que tem a ver com cada novo espaço. Mas isso também é um grande estímulo! Porque é uma grande novidade para todos nós também. E a gente vive dessas experiências, de levar um pouquinho mais além sempre.

Você celebrou recentemente 30 anos de carreira. Haverá alguma comemoração ou efeméride neste show em BH?

Foi um amigo que me avisou sobre a conspiração das datas: não são apenas 30 anos de Baque Solto, minha estreia ao lado de Lula Queiroga, em 1983. Mas também 20 anos de Olho de Peixe, parceria com Marcos Suzano, em 1993. Além dos 15 anos, completados ano passado, de O dia em que faremos contato. Eu olhei para trás, gostei do que vi, e percebi que minha trajetória foi costurada por essa coletividade, todas as relações que estabeleci deixaram uma relação de afeto e de carinho. Por que não celebrar isso? Esse ano já toquei com a Martin Fondse Orchestra na Europa, em espetáculo que desembarca no Brasil em breve. Teve o reencontro com Suzano em abril, terá o show do Baque em Recife em Setembro, e em Minas a estreia do novo espetáculo do Grupo Corpo (com trilha feita por mim)... Trinta anos, trinta especiais: acredite ou não, ainda tem chão pela frente.

Você vai se apresentar numa praça do Santa Tereza, bairro boêmio e musical de BH, famoso pelo Sepultura e pelo Clube da Esquina, entre outros. O que você conhece sobre o bairro? E pretende visitar algum lugar específico em BH?

Conheço sim a ligação do bairro com o Clube da Esquina, que foi a base de minha formação musical. Pretendo conhecer Inhotim, que ainda não tive o prazer. O Brasil é gigantesco, tem tantos lugares pra visitar...

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE