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Novos espaços culturais colocam BH definitivamente na rota dos grandes espetáculos

Casas contam com boa capacidade de público e instalações modernas

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Victor Schwaner/Odin
(Foto: Redação VejaBH)

O recém-inaugurado Teatro Bradesco: comédias stand-up, peças e música erudita

Se alguém ainda tinha dúvida de que Belo Horizonte está de volta ao roteiro dos grandes espetáculos, o show de Paul McCartney no sábado (4), abrindo uma turnê mundial, deve servir para dissipar a desconfiança. Graças a novos espaços, a cidade vem, pouco a pouco, transformando a cara de seu cenário cultural e abrindo as portas para atrações nacionais e internacionais de peso. O revigorado Mineirão é um dos principais responsáveis por esse auspicioso momento. Reformado para os jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, o estádio também se tornou o destino mais óbvio de nomes consagrados da música que antes não tinham onde se apresentar, já que o Chevrolet Hall, a principal casa de shows da cidade, recebe no máximo 5 500 pessoas. Em apenas cinco meses, o Gigante da Pampulha terá sido palco de três megaespetáculos: Elton John, Axé Brasil e Paul McCartney. A agenda não deve parar por aí, já que são cogitados shows das cantoras Rihanna e Beyoncé, além da banda Metallica. "Agora temos na cidade um equipamento à altura desses artistas", comemora Márcia Ribeiro, da produtora Nó de Rosa.

Outro belo endereço recém-inaugurado é o Teatro Bradesco, nas dependências do Minas Tênis Clube. Considerada de médio porte, a casa, que contou com a consultoria técnica de Pedro Pederneiras, diretor do Grupo Corpo, já recebeu comédias stand-up, peças e músicos eruditos, como a pianista nascida na Ucrânia e naturalizada americana Valentina Lisitsa. Para o segundo semestre, está com quase todas as datas preenchidas. "Os espaços qualificados têm feito a diferença para a cidade", diz Sílvia Rubião, diretora de cultura do Minas. A programação é intensa também no Sesc Palladium, aberto em agosto de 2011. Em quase dois anos, o antigo cinema virou uma alternativa ao Palácio das Artes e tem abrigado peças de atores globais e musicais, a exemplo de Tim Maia - Vale Tudo. "Recebemos pelo menos um espetáculo internacional por mês", afirma Gustavo Guimarães, superintendente de cultura do Sesc Minas. Para os próximos meses estão previstos shows do contrabaixista Stanley Clarke e do guitarrista Pat Metheney.

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E vem mais por aí. Responsável por trazer em primeira mão para cá exposições que encantaram o Brasil, como Roma - A Vida e os Imperadores e Caravaggio e Seus Seguidores, a Casa Fiat de Cultura já está reformando sua nova sede, o antigo Palácio dos Despachos, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade. A abertura está prevista para o meio do ano que vem. Essa mudança, segundo o presidente José Eduardo de Lima Pereira, foi motivada pela busca de um público ainda maior. "Sabemos que o acesso ao Belvedere era complicado", conta Lima. Também na Praça da Liberdade, o Centro Cultural Banco do Brasil deve, finalmente, ficar pronto até o fim deste ano. Instalado no antigo prédio da Secretaria de Defesa Social, o CCBB de BH será a quarta unidade de um dos maiores complexos brasileiros dedicados à arte e ao entretenimento. O intercâmbio de artistas que o CCBB promove será seu principal viés na capital mineira, segundo o gerente-geral, Carlos Nagib. "Vamos receber muita coisa de fora e mostrar Minas para o mundo", orgulha-se ele. O público belo-horizontino aplaude de pé.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE