Entrevista

3 perguntas para Bruno Mazzeo

- Atualizado em

Paula Kossatz
(Foto: Redação VejaBH)

Em cartaz com Sexo, Drogas & Rock'n'Roll, o humorista fala sobre sua atuação no espetáculo que fica na capital entre sexta (10) e domingo (12)

Como é voltar aos palcos após quatro anos dedicados ao cinema e à TV?

Eu estava sentindo falta do teatro. Foi onde comecei a atuar, é onde me reciclo e fico mais à vontade. Passava por um momento turbulento na carreira, com vários trabalhos, e vi, neste espetáculo, uma oportunidade para me encontrar e achar o que estava buscando. São seis personagens no monólogo - de um sem-teto a um rock star narcisista.

Como é transitar entre tantas personalidades?

O diretor e eu buscamos diferenciar ao máximo os personagens sem fazer caricaturas. Por isso a gente não trabalha com nenhum adereço, objeto ou mudança na voz. A transformação é mais comportamental - até porque imitação não é minha especialidade. E isso é o mais interessante: interpretar pessoas só com a linguagem corporal, mas com um mesmo sentimento que as permeia.

O texto foi escrito nos anos 90 pelo americano Eric Bogosian. Como foi o processo de adaptação para o humor e a atual realidade brasileira?

Bogosian é muito antenado e crítico. Na época em que o texto foi escrito, a grande novidade tecnológica era o micro-ondas. Nem se cogitava o telefone celular como o conhecemos hoje. Nosso desafio foi achar essas referências equivalentes ao que vivemos atualmente. No entanto, é curioso ver que as questões continuam mais ou menos as mesmas: a loucura e a busca pelo dinheiro e pelo poder. Da Cochinchina ao Leblon.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE