Dança

Antigo Hospital Colônia de Barbacena é tema de coreografia do Grupo Primeiro Ato

Em 'Só um Pouco A.normal', em cartaz no Jardim Canadá, hospício ganha ares poéticos

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

Marcello Ricolato
(Foto: Redação VejaBH)

Pétalas de rosa: alusão ao sangue dos que morreram no Hospital Colônia de Barbacena

Desde que foi criado, em 1903, o Hospital Colônia de Barbacena abrigou um sem-número de pacientes considerados indesejáveis para a sociedade. Além dos doentes mentais, passaram por lá homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoólatras, mendigos e negros. Alguns nunca saíram. O número de mortos ultrapassa os 60 000, em decorrência das condições desumanas a que eram submetidos - comumente comparadas às do regime dos campos de concentração nazistas. Agora, pela primeira vez, a realidade do "hospício" ganha ares poéticos no novo espetáculo do Grupo Primeiro Ato, dirigido por Suely Machado. A coreografia é assinada pelo barbacenense Wagner Moreira, que usa a instabilidade como fio condutor do espetáculo, protagonizado pelos bailarinos Lucas Resende, Pablo Ramon, Vanessa Liga e Verbena Cartaxo.

Espaço de Acervo e Criação Compartilhada (EACC) (200 lugares). Rua Búfalo, 261, Jardim Canadá, Nova Lima, ☎ 3296-4848. Sexta (23), 21h, sábado (24), 20h, e domingo (25), 17h. R$ 20,00. Ingressos à venda no Primeiro Ato Cidade Jardim e no Primeiro Ato EACC.

O fim da barbárie: as atividades na colônia só cessaram na década de 80, quando a instituição foi transformada em um hospital geral

Tecendo Encontros: a apresentação integra a terceira edição do projeto, que segue até 1º de setembro promovendo o diálogo entre companhias, grupos, artistas independentes e a população

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE