Teatro

Bodas com provocação

Marco Nanini encena humor ácido em comemoração dos seus 45 anos de palco

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

Carol Sachs/Divulgação
(Foto: Redação VejaBH)

Nanini: pai e filha de uma família desajustada

O talento do ator Marco Nanini já é um convite para qualquer espetáculo. Se a ocasião é especial, então, nem se fala. Nesta semana, ele estreia na capital a peça comemorativa de seus 45 anos de palco. Pterodátilos, do americano Nicky Silver, reúne um trio de ouro: Nanini, como protagonista, é produzido por Fernando Libonati e dirigido pelo premiado Felipe Hirsch. A montagem celebra uma parceria iniciada há dez anos, quando o texto entrou em cartaz pela primeira vez. Na ocasião, como um ato da peça Os Solitários. A tragicomédia chega a ser perturbadora. Todd (Álamo Facó), filho mais velho de uma família desajustada, volta ao lar com o vírus da aids e revê a mãe consumista e alcoólatra (Mariana Lima). A situação torna-se ainda mais confusa quando ele encontra no quintal o suposto esqueleto de um dinossauro. Ao mesmo tempo, o patriarca lida com o casamento da caçula e seu namorado (Michel Blois). Pai e filha são interpretados por Nanini, que transita entre os dois papéis com maestria. Alcoolismo, depravação sexual, violência, abandono e outros temas tabus são tratados nos diálogos curtos e diretos típicos do autor. A remontagem tem cenário assinado por Daniela Thomas. Surpreendente, ela lança mão de um palco móvel, que gira, roda e se desmonta, assim como a família. Desde a estreia no Rio de Janeiro, em 2010, o espetáculo já atraiu mais de 50 000 espectadores e foi consagrado com os principais prêmios brasileiros de teatro. Entre eles, Shell, Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR) e BRAVO!.

Pterodátilos (80min). 16 anos. Grande Teatro do Sesc Palladium (1 321 lugares). Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, ☎ 3214-5355. → Sexta (29) e sábado (30), 21h. R$ 70,00. Bilheteria: 9h/21h (ter. a dom.). Cc: M e V. Cd: M e V. IC.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE