Teatro

Espetáculo #140 ou Vão, da Cia Afeta, joga luz sobre uma geração imediatista e fugaz

Comédia dramática escrita pelo carioca Felipe Roch, mostra o relacionamento de um casal moderno

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

Samuel Mendes
(Foto: Redação VejaBH)

Ludmilla Ramalho e Alexandre Cioletti: na pele de um intenso casal

Avaliação ✪✪✪

Bastou um esbarrão dentro do elevador para que Antônia e Vítor se apaixonassem enlouquecidamente - em pouco mais de dois anos eles se casaram, se separaram e, vez ou outra, tentaram se reconciliar. A comédia dramática escrita pelo carioca Felipe Rocha, que ganhou o Prêmio Shell 2011 por Ninguém Falou que Seria Fácil, usa e abusa da narrativa não linear para valorizar a convincente história de um jovem casal vítima (e agente) de uma geração imediatista e fugaz. Amparados por um cenário enxuto elaborado por Ed Andrade - toda a peça se passa dentro do elevador -, os atores Ludmilla Ramalho e Alexandre Cioletti, da Cia Afeta, entretêm e divertem a plateia com o auxílio da videoarte e da música experimental, criada pelo compositor mineiro Barulhista. A estética dos cineastas Gustavo Taretto (Medianeras), Michael Haneke (Amor) e Marc Foster (Mais Estranho que a Ficção) também foi tomada como referência pelo diretor, Nando Motta. Além de estar em cartaz com #140 ou Vão, a Cia Afeta participa da Campanha de Popularização com Talvez Eu Me Despeça e 180 Dias de Inverno (50min). 14 anos. Estreou em 30/5/2014.

Teatro Alterosa (320 lugares). Avenida Assis Chateaubriand, 499, Floresta, ☎ 3237-6611. → Segunda a quarta, 19h. R$ 15,00 (Sinparc). Até 4 de março.

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Fonte: VEJA BELO HORIZONTE