Teatro

Humorista Fábio Rabin se apresenta no Teatro Bradesco

Ex-integrante do Pânico e do Comédia MTV, comediante investe no stand-up nesse sábado (18)

Por: João Renato Faria - Atualizado em

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(Foto: Redação VejaBH)

Quem se acostumou com o humor de Fábio Rabin no rádio ou na televisão tem, no sábado (18), uma chance de conhecer uma nova faceta do comediante. Diferente da versão radiofônica do programa Pânico ou do Comédia MTV, onde se apresentou com Dani Calabresa e Marcelo Adnet, ele aprensetará sua versão stand-up nesse sábado (18), no Teatro Bradesco. No palco, ele conta que se inspira nas próprias experiências para criar o seu texto de humor e que ser pai rendeu mudanças profundas no roteiro do espetáculo. "Acabou rendendo mais piadas", diz.

Você já se apresentou três vezes em BH. O show de sábado (18) será muito diferente do que as pessoas já viram antes?

Claro. Minha apresentação de sábado faz parte de um momento de transição. Estou saindo da turnê Sem Noção e começando uma nova. Tenho uma seleção muito pequena de piadas do Sem Noção, menos de 30%. O resto é de coisas novas, principalmente, porque muita coisa aconteceu na minha vida. E como eu tiro a maior parte do meu texto das minhas experiências, mudou muito. Eu diria que quase tudo do show é de material novo, inédito na cidade.

Que tipo de mudança ocorreu com você?

Eu virei pai, por exemplo. Há um mês, sou pai de uma menina, a Beatriz, e isso está no meu texto. Essas coisas de morar com outra pessoa, criar um bebê, acabam virando material para fazer humor. É a diferença de um comediante pra um poeta ou coisa do tipo. Se um poeta tiver um filho, ele fará uma poesia, um pintor fará um quadro. O comediante fará uma piada.

Como é o seu processo de criação?

É uma coisa muito pessoal, eu crio com isso que falei antes, experiências significativas. Se eu estou andando na rua e alguém tropeça e cai, aquilo não me diz muita coisa. Mas se eu caio, quebro o nariz, vou para o hospital, então eu passei por algo que me dá substância para poder falar e divertir os outros.

O show então é baseado apenas nas suas experiências?

Não. Também aproveito muita coisa que vejo por aí. A Ana Maria Braga sendo atropelada em rede nacional por um carro inteligente, por exemplo. Eu gosto mais das pessoais porque eu posso usar por mais tempo. Em dois meses, a Ana Maria Braga não me rende mais nada.

O Fábio Rabin no palco é muito diferente do Fábio Rabin do rádio ou da TV?

É, completamente. Na TV a gente precisa se adaptar aos formatos que nos dão. No palco, é muito mais livre, solto. É a minha essência e o que eu mais gosto de fazer, principalmente pelo contato direto com o público.

O que você acha do público mineiro?

Eu acho superbacana, um público muito receptivo. O mineiro é muito educado, eu sempre me divirto bastante em BH. Espero dar e provocar boas risadas dessa vez também.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE