Dança

Grupo Corpo estreia espetáculo 'Triz' no Palácio das Artes nesta sexta (30)

Trabalho do coreógrafo Rodrigo Pederneiras com trilha de Lenine enfrentou várias dificuldades para se realizar

Por: Isabella Grossi - Atualizado em

José Luiz Pederneiras
(Foto: Redação VejaBH)

O cubano Elias Bouza: no elenco com outros vinte bailarinos

Abandonando a antiga tradição de estrear em São Paulo a cada dois anos, o grupo mineiro apresenta Triz em primeira mão na capital. Inspirada no mito grego de Dâmocles (que tem sobre a sua cabeça uma espada suspensa por um tênue fio de crina de cavalo), a coreografia revela mais do que a própria criação artística. Ela também expõe as dificuldades enfrentadas por Rodrigo Pederneiras ao longo do processo. Pouco depois de passar por uma cirurgia para reconstituir um tendão do ombro e dois músculos do braço esquerdo, em maio deste ano o coreógrafo rompeu o menisco do joelho esquerdo e teve de dar início aos trabalhos com a perna imobilizada. O medo de não conseguir superar os próprios limites acabou influenciando todo o espetáculo, que estava "por um fio". Não só na coreografia, mas no cenário, nos figurinos e até na trilha sonora. Lenine criou uma única peça, de dez movimentos, utilizando somente instrumentos de corda. É a segunda vez que o músico pernambucano assina a trilha do grupo. A primeira foi em Breu (2007).

Grande Teatro - Palácio das Artes (1 705 lugares). Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7400. → Sexta (30), sábado (31) e terça (3), 20h30, e domingo (1°), 19h. R$ 80,00. Bilheteria: 10h/21h (seg. a sáb.); 14h/20h (dom.). Cc: M e V. Cd: M e V. IC.

Cenografia: fios de aço de 5,5 metros de altura criados por Paulo Pederneiras recobrem praticamente toda a extensão do cenário, limitando as entradas e saídas dos bailarinos a três frestas assimétricas

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE