Dança

Programação completa do 1,2 na Dança

- Atualizado em

Nilmar Lage
(Foto: Redação VejaBH)

Quarta (2)

Wagner Schwartz (SP)

Duração 28 minutos

Solo: PIRANHA

Release:

A reclusão voluntária é um tema presente na história de várias religiões e, também, na forma de vida de certos intelectuais, artistas e pesquisadores. A reclusão involuntária pode ser contextualizada no campo da loucura, da exclusão social, ou dos acidentes ambientais. A piranha é um peixe carnívoro de água

doce dos rios da América do Sul. Sua principal característica é viver em bando. Na época das chuvas, na bacia amazônica ou em rios do pantanal, as águas chegam a invadir quilômetros de terra, formando pequenos lagos sazonais em que muitas piranhas ficam aprisionadas.

Piranha é a metáfora de um corpo em reclusão. Ele se agita nevralgicamente, entre uma dinâmica voluntária e involuntária, sitiado por uma composição de ruídos digitais. O fluxo de movimento que se enreda sob um feixe de luz desdobra, em seu próprio corpo e no espaço cênico, as variações sutis de uma rave, de uma guerra, de uma possessão, de um susto, de uma morte.

Currículo:

Wagner Schwartz inicia seus trabalhos coreográficos a partir de sua relação com a literatura brasileira e com o sistema coercitivo religioso, em que viveu por quase 20 anos. A noção de migração, particular às suas obras, tem seu fundamento na percepção cultural de seu próprio nome, através da problematização das imigrações Suíças no Brasil e, também, nas passagens que fez de um modelo de existência à outro:

da religião à literatura, da biografia ao objeto. O andamento de suas experiências é elaborado artisticamente a partir da necessidade de se transitar entre práticas e culturas diferentes. Wagner traça a dramaturgia de seus trabalhos não somente dentro do campo específico da dança contemporânea e de uma certa metodologia de movimentos, mas usa das formas de composição de textos, música e imagem para fazer visível a fisicalidade de seus experimentos. Sua única base é seu website, que utiliza como composição de seus vários endereços ou várias passagens de um local ao outro, de uma língua a outra, enquanto sujeito-continente. O deslocamento é a figura central de suas criações, assim como a imprevisibilidade, a tradução e a catástrofe. Seus projetos têm sido estudado em publicações dentro e fora do Brasil, como no livro "o fazer-dizer do corpo: dança e performatividade", de J ussara Sobreira Setenta, ou Am Rand der Körper: Inventuren des Unabgeschlossenen im zeitgenössischen Tanz ("À borda do corpo: inventários da dança contemporânea inacabada"), de Susanne Foellmer.

Maria Paula Rego (PE)

Duração 40 minutos

Solo: TERRA

Release:

Já me colocaram tantas vezes embaixo da terra! Mas eu sou feito de grão e emergir e reerguer é só uma questão de tempo. Esse mesmo tempo que preserva e acalenta minhas gerações. Chamo todos os povos para comigo adentrar, reconstruir o que me foi destruído e construir novas pontes e possibilidades de me manter vivo na sua memória. Sou índio Pankararú, Truká, Xucurú, Guarani, Kaiowá, Tikuna...Eu sou da sua nação.

Currículo:

MARIA PAULA COSTA RÊGO | Diretora, Bailarina e Coreógrafa, graduada em Ed. Artística/Teatro, com espec. em Coreografia e Licenc. em Dança pela Sorbonne/Paris VIII (FR). Sua formação contou com experiências em Improvisação, com Enila de Rezende (PE) e Maria Fux (Argentina); Danças Populares com o Balé Popular de Recife (PE) e Na França, onde morou por 11 anos, em Clássico Moderno com Laura Proença. Como coreógrafa, atuou no Balé Apsaras (PE), criado por Maria Paula na década de 80, denominado por Ariano Suassuna; Les Passagers (FR), Cia de Dança na Vertical, seleto grupo de "Subvencionados do Min. da Cultura da FR"; Grupo Grial de Dança (PE), criado em parceria com o escritor Ariano Suassuna, que em 2012 completará 15 anos e no Grupo Arraial (PE), criado para as aulas espetáculos junto a Ariano Suassuna, durante seu mandato no Governo de 2007 a 2014; e nos infantis Na Man cha Ninguém me Pega (2003) e O Quebra Nozes no Reino do Meio Dia (2005), da ONG Encena Arte e Cidadania (PE), premiada pelo Criança Esperança.

Quinta (3)

Izabel Stewart (MG)

Solo: BESTIÁRIO

Duração: 20 minutos

Release:

Bestiário apresenta um inventário de formas de vida e de sensibilidades. Sem buscar estabelecer uma distinção entre o humano e o animal, trata de aproximá-los para tentar imaginar a convivência entre diferentes possibilidades de existência.

Bestiário partiu de uma pesquisa sobre os bestiários: espécie de catálogos de seres reais e imaginários produzidos durante a Idade Média, que mais tarde foram reapropriados pela literatura, especialmente a hispano-americana. A partir desta inspiração, buscou-se desordenar o discurso anatômico-funcional no corpo, para enfim desantropomorfizar sua aparência. A movimentação faz surgir e desaparecer seres diversos de maneira caleidoscópica, não pela imitação ou pela transformação do humano em animal, mas pelo encontro entre eles no corpo.

Currículo:

Artista de dança; Professora; Graduada em História pela PUC-Rio; Mestre em Dança (DEA) pela Universidade Paris 8. Integra a ong ambientalista PRIMO - Primatas da Montanha. Natural do Rio de Janeiro, atualmente vive e trabalha entre Belo Horizonte e Nova Lima. Trabalhou com João Saldanha como bailarina no Atelier de Coreografia entre 1997 e 1999. Estudou e trabalhou em Paris de 2000 a 2002. Entre fim de 2002 e 2005, trabalhou como professora substituta nos cursos de Artes Cênicas do Departamento de Artes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Atuou como parceira de Dudude Herrmann em diversos projetos e na Benvinda Cia de Dança, como assistente de direção e bailarina de 2002 a 2008. Fez a preparação corporal da peça "Amores Surdos" do grupo Espanca, e a partir de 2008 passou a atuar na peça "Congresso Internacional do Medo", com direção de Grace Passô. Como artista independente, realiza trabalhos em dança, teatro, performance e artes visuais em parceria com outros artistas como Tana Guimarães, Marcelo Kraiser e Paola Rettore

Malcolm Mateus (RJ)

Solo: VEM PRA FORA

Duração: 13 minutos e 30 segundos

Release:

A sensação de estar preso, seja qual for a conotação desta palavra, é asfixiante e imobilizadora. Para tentar se libertar (da prisão, da limitação, da impotência, da segregação, do desnível social, do preconceito) é preciso uma imensa força, formada por vários sentimentos que se acumulam e se mesclam até o nascimento de um fogo interior elemento imprescindível para detonar esta explosão transformadora. É como se a alma, asfixiada, tolhida, finalmente pudesse alçar voo e gritar sua identidade. "Vem pra Fora" emergiu de questionamentos de uma corporeidade atravessada por diferentes diásporas e miscigenações, e tem travado durante séculos, um combate com fatores externos para não perder a sua essência primitiva, suas tradições, sua identidade. Desde o seu descobrimento, os nativos brasileiros estão sendo cada vez mais banalizados e estranhos em suas próprias terras. Muitas tribos foram dizimadas e outras "contaminadas" por ideologias e interesses de uma sociedade equivocada, sendo aprisionadas e obrigadas a embarcar num sistema capitalista para garantir sua sobrevivência. Mas ainda há povos que desistiram de si mesmo, que ainda prevalecem diante de todas essas "agressões" do mundo moderno aos seus princípios e mantém sua ess6encia ainda viva em meio ao caos que estão inseridos. Os gritos obstinados desses povos "Vem pra Fora" através dos movimentos de suas identidades que foram (e são) oprimidas e esquecidas, mas elas sempre estiveram ali, em potencial, se fortalecendo para conseguir sair de sua adormecida inércia.

Currículo:

Bailarino graduado no curso de Bacharelado em Dança da UFRJ. Assina a direção, coreografia e interpretação do solo "Vem pra Fora". Participou do Festival do SESI/RJ "Mostra X - Tudo Cultural" no projeto "Novos Talentos", onde teve a colaboração artística do coreógrafo Henrique Rodovalho, da Quasar Cia. De Dança. Com esse trabalho, foi o único brasileiro selecionado a participar do 17 Internationales Solo-Tanz-Teather Festival in Stuttgart.

Participou da Mauricio de Oliveira e Siameses Cia de Dança, em São Paulo.

Participou do Grupo Rota Cia de Dança com o espetáculo "Cala-te" no Rio de Janeiro. Foi interprete-criador do projeto Arsenale della Danza, da Bienal de Artes de Veneza, com a direção de Ismael Ivo, onde teve os seguintes professores: Francesca Harper (Forsythe Technique), Terence Lewis (Bollwood Dance), Josef Frucek / Linda Kapetanea (Win Vanderkeybus com Monkey Fighting Technique), Ko Murobushi (Butoh), Adriana Borriello / Antonella Talamonti (Body Anthropological) e Pichet Klunchun (Thai Classical Dance) - em 2012. Foi integrante da AMCD Andrea Maciel Cia de Dança, e da Cia. Universo Paralelo - Núcleo de Pesquisa em Dança da UFRJ com a direção de Andrea Maciel (2010/2011). Foi integrante como interprete-criador da Cia de Dança Contempor6anea da UFRJ com direção de Patrícia Pereira (2007/2010). Participou da Lúmini Cia de Dança (2008/2001) como bailarino e preparador c orporal. Da Étnica Cia de Dança em 2010 com Direção de Carmen Luz. Atuou na Metamorphose Cia de Dança de 2006/2008 com a direção Ed Cristiano Oliveira. Participou como interprete-criador do Festival Panorama de Dança 2009 na Mostra Universitária com "Identidade Cabelo" e "Mosaico" e em 2011 com "Coura em Fio", "De um Dum"e "Omelete Carioca". Participa do curso de formação em ballet clássico e Technology Improvisation de Willian Forsythe sod direção de Roberto de Oliveira. Fez também aulas de Ballet Clássico com Paulo Marques e Kaká Boa Morte. Faz aulas de Dança Moderna(Horton) e Jazz ministradas por Regina Sauer e na técnica de Martha Graham por Andrea Raw no Centro de Artes Nós na Dança. E ainda participou do II Workshop de Técnica e Repertório de Martha Graham ministrado pelo 1 Bailarino de Martha Graham Company, Tadej Bridnik.

Rodrigo Andreoli (SP)

Solo: CUTOUT

Duração: 17minutos

Release:

Teste/encontro/flutuação/reorganização/start/formato/tentativa/cone~ao/ebulição/dissolução/desvio/produção/mercado/interrupção/espaço/falha/opção/insistência/adaptação/distância/decisão/intermitência/criação/pausa 8

Currículo:

Rodrigo Andreolli é formado pela Faculdade de Comunicação e Artes da

Universidade Mackenzie e técnico ator pelo SENAC. Forjado no Teat(r)o Oficina

Uzyna Uzona sob direção de Zé Celso. Participou de montagens do Grupo XPTO.

Cursou o Intensive Course SNDO - School of New Dance Development - Amsterdam

Foi colaborador de pesquisa e criação do solo HOT 100 de Cristian Duarte. É artistaprodutor do projeto de residência artística LOTE #1 e LOTE #2/São Paulo.

Sexta (4)

Wenderson Godoi (MG)

Solo: PRUMO

Duração: 15 minutos

Release:

Prumo é um ato de resistência, sugere a ideia da capacidade de permanecer de pé, neste solo do artista da dança do Hibridus de Ipatinga/MG Wenderson Godoi, orientado pelo artista da dança do Núcleo do Dirceu de Teresina/PI Marcelo Evelin, propõe uma conversa de corpo que dança gerando organizações e desorganizações no tempo e no espaço, desestabilizando, perturbando, gerando crises para provocar mudanças de direção na coreografia.

O que fica é um corpo que sacode o tempo, insistindo no movimento, provocando uma dança de instabilidade, um corpo que não senta, uma fala que não sai, mas que insiste dançar o desequilíbrio como consequência de uma serie de pequenos processos de desconhecimento em continuar existindo.

Curriculo:

Artista da dança, intérprete-criador, membro co-fundador do Hibridus. Membro do Conselho Municipal de Cultura de Ipatinga entre 2009 e 2013, onde representou como membro efetivo à área de Dança. Participou da equipe de organização da II, III e IV Conferência Municipal de Cultura de Ipatinga em 2009, 2011 e 2013; Participou como delegado da II Conferência Estadual de Cultura em Belo Horizonte em 2009. Vencedor da bolsa do Grupo de Pesquisa em Arte Contemporânea USIMINAS em 2008; Participou do NAPq - Núcleo de Assessoramento à Pesquisa do CAU - Curso de Arquitetura e Urbanismo através do Grupo de Pesquisa Arquitetura e Artes, sob a orientação de Renata Moreira Marquez durante o ano de 2006. Participou de exposições coletivas como: Circulo+Ação = Circulação com o "Percurso" na sala de multimídia do Centro Cultural USIMINAS/Ipatinga, de janeiro à março de 2008, na progra mação do Fórum de Arte Contemporânea. Bolsista do FID - Fórum Internacional de Dança - Território Minas nos anos de 2005 e 2006. Participou de várias oficinas e Cursos de produção cultural, como: - Clinica de Projetos Culturais com capacitação em desenvolvimento e gestão da cultura na região do Vale do Aço, sob a coordenação de José Márcio Barros; - Curso de Capacitação em planejamento e Gestão de políticas públicas de cultura com Bernardo da Mata Machado, da Fundação João Pinheiro; - Curso Trabalho em Rede no Campo da Cultura com Cássio Martinho; Instrumentos de Promoção da Cultura com Andréa Matos; - Curso de Gestão Cultural e Patrimônio Histórico com Maria Carolina Campos Oliveira;

- Curso de Avaliação, Currículo e Projetos no Ensino de Artes Cênicas com Rita Gusmão;

Luciano Botelho

Solo: RE-FORMA

Duração: 25 minutos

Release:

"Refazer, reformar, trabalhar o corpo em que se vive, em que se deseja viver. A forma enquanto estética, a forma enquanto maneira. Re-forma implica olhar de novo, se ver, nele e com ele, no lugar em que se encontra - no lugar ditado para ele, padronizado, idealizado pela e para a sociedade enquanto uniformidade a ser belo, perfeito, ágil e desejável, buscando uma igualdade para ser diferente - seguir os parâmetros, fugir deles, extrapolá-los no intuito de um encontro e desencontro consigo mesmo".

Curriculo:

Artista da dança, intérprete-criador, membro co-fundador do Hibridus.

Participou como artista da dança do projeto Andanças Hibridus - Circulação em Recife/PE, Teresina/PI, Votorantim/SP , Buenos Aires e Mar Del Plata na Argentina em 2010.

Festival Internacional de Vídeodanza - Buenos Aires/Argentina - 2009.

Muestra Ambulante - La Plata/Argentina - 2009.

Pulso Urbano - Córdoba/Argentina - 2009.

Festival Nova Dança - Pirinópolis/GO - 2009.

MIP2 - Manifestação Internacional de Performance/BH -2009.

Corpoinstalação SESC Pompéia/SP - 2008.

Panorama RioDança/RJ - 2005;

Bolsista do FID - Fórum Internacional de Dança - Território Minas nos anos de 2005 e 2006.

Fórum Pública Dança - Votorantim/SP - 2006 e 2007;

Residência Espaço Solúvel pra Idéias transitórias - Votorantim - 2007;

1,2 na Dança - Belo Horizonte - 2005;

Circuladança - Uberlândia - 2005 e 2006;

Teia - Montes Claros - 2005;

1ª a 3ª e 5ª Campanha de Popularização do Teatro & Dança - 2004 a 2006 e 2008;

Passarela da Cultura USIMINAS - Ipatinga e BH/ 2004 a 2007;

Andança - Itabira e Timóteo - 2005;

Maria Cloenes (MG)

Solo: SUBMERSA

Duração: 23 minutos

Release:

Quando eu era criança ficava horas observando a enchente. Ela furava o silêncio e trazia a instabilidade. A água do rio brincava comigo.'Não entra na água da enchente' dizia a minha avó, eu molhava os pés, entrava no rio até os joelhos,até a cintura, até o peito, até a boca, eu provava a água da enchente. Não entendia muito bem a fascinação que a enchente me provocava mais eu comecei a esperá-la como um evento especial . A enchente é o estado de loucura do rio, a enchente é o rio sem razão, a enchente é o rio com dor de barriga, com febre, com dor de cabeça, com as roupas rasgadas e sujas, menstruação cor de terra. Eu fui percebendo que o rio era o meu corpo que o rio era o espaço onde as coisas aconteciam, que o rio era eu.

Curriculo:

Artista da dança e artista visual. Co-fundadora do corpo de baile do GRUCON -Grupo de União e Consciência Negra de Ipatinga de 1998 e co- fundadora do Hibribus em 2002. Em sua trajetória vem desenvolvendo trabalhos de investigação em arte contemporânea sobre questionamentos do corpo e o espaço público.Participou da MIP - Manifestação Internacional de Performance com Marco Paulo Rolla e Marcus Hill. Vem participando do Seminário de Arte Contemporânea promovido pelo Usicultura.

Formação profissional:

-Spasso- Escola Popular de Circo-Oficina de Acrobacias aéreas-2000

- Interpretação - Chico Pelúcio - Grupo Galpão - 2000;

-Circo de Todo Mundo- Equilibrismo e malabarismo- 2001;

- Fundação João Pinheiro - Elaboração de Projetos - 2002;

- Imersão TM - Território Minas - FID (Fórum Internacional de Dança) - 2006;

- WORKSHOP de Vídeo-Dança - Tamara Cuba/Uruguai - 2007;

- Programa Pró-Dança_Projeto1,2 na Dança - Gabriela Christófaro -2008;

-Fundação Nacional das Artes e Escola Nacional de Circo- Oficina de Técnicas Aéreas e Acrobacias de Solo 2009

- Glauber Gonzalez- Acrobacias Aéreas -2010

-Circo de Todo Mundo -Malabares e Acrobacias Aéreas -2010

Dança

Eclipse -1999; Máscaras-2000; Kizomba-2002; Impermanência ou (In) Congrudência? -2003; Abrindo Minhas Gavetas - 2003; Ossos Secos - 2004;- Teia - Montes Claros - 2005; Travessia - 2005; Panorama RioDança/RJ - 2005; Circuladança - Uberlândia - 2005 e 2006;Bolsista do FID - Fórum Internacional de Dança - Território Minas nos anos de 2005 e 2006. Carrun Navalis - 2006; Estação Memória -2006; Fórum Pública Dança - Votorantim/SP - 2006 e 2007; Residência Espaço Solúvel pra Idéias transitórias-Votorantim- 2007; Entre-2008;Corpoinstalação SESC Pompéia/SP - 2008. Festival Internacional de Vídeodanza - Buenos Aires/Argentina- 2009;

Muestra Ambulante - La Plata/Argentina - 2009; Pulso Urbano - Córdoba/Argentina - 2009;MIP2 - Manifestação Internacional de Performance/BH -2009, Participou como artista da dança do projeto Andanças Hibridus - Circulação em Recife/PE, Teresina/PI, Votorantim/SP , Buenos Aires e Mar Del Plata na Argentina em 2010; coordenadora e idealizadora do projeto Sagarana na cidade de Antônio Dias-2010, Submersa-2013

Artes visuais

Travessia -Espetáculo/intervenção urbana -2005 Território Minas B/H MG; Work in Progress de Corpo-Cidade: Território de Relações (2007 e 2008) onde realizou instalação com sapatos em espaços públicos em Ipatinga, além de performance da Tela, também em espaços públicos;Flores-Performance-Buenos Aires/Argentina-2009; Selecionada na quarta edição do prêmio Usiminas de Artes Visuais para exposição virtual no site do Instituto Cultural Usiminas -2009; Convidada pela Banca de Design para participar da exposição coletiva- A casa como cidade ou a cidade como casa, com a obra: Os três vestidos-Ipatinga- 2010; Memória das linhas-Instalação- exposição no Espaço de criação Bruta- 2011; Memória das linhas-Instalação- exposição na Estação Memória- 2012;Antífona obra/instalação criada juntamente com a artista Daniela Alves com a bolsa da ação Interceptar do projeto-Mercado Livre na Da nça 2011-Antífona-Instalação- selecionada no projeto Banca Aberta-2011;

Circo

Professora de circo e dança:

Circo Mamulengo-Hibridus-2002 Ipatinga;

Espaço Hibridus-2007 a 2009; Ipatinga

Cordão Cultural-2007 a 2013; Antônio Dias

Sagarana-2010; Antônio Dias

Círculo de Cultura- 2011 a 2013-Timóteo

Escola municipal artes cênicas-2011-Ipatinga

Sábado (5)

Rosa Antuña (MG)

Solo: O VESTIDO

Duração: 20 minutos

Release:

Diante de reflexões políticas um corpo reage. E esse corpo reflete estados que surgiram tanto diante da opressão, da impotência e do medo quanto da vitória, da força e do êxtase.

O corpo político trazido em "O Vestido" é o espelho da sociedade em que vivemos. Mais ainda, é o espelho do que está por dentro do homem contemporâneo, também dentro de reflexões humanistas, existencialistas e metafísicas. O corpo político busca encontrar na filosofia, respostas para as insatisfações do agora.

A movimentação e códigos de ações, aliados a textos e sonoridades, são construídos à partir das reflexões feitas e que levaram um vestido a se tornar um ser pensante, vivo e ativo e a se comunicar com o mundo através da música do corpo, da dança da voz e da poesia do movimento.

Currículo:

Há 10 anos na Cia MN, é assistente de direção e de coreografia, ensaiadora e professora de dança, improvisação, teatro, voz, além de bailarina e atriz. Criou a oficina de Arte-Integrada (dança, música e teatro), desenvolvida ao longo de seu trabalho com a Cia MN, ministrando-a por todo o País, através do Palco Giratório SESC 2012. Além disso coordena a equipe de imagem do grupo e faz a estratégia de marketing da companhia. Teve formação em ballet clássico pelo método da Royal Academy of Dancing, no Centro Mineiro de Danças Clássicas. Estudou também no Centro Pro Danza de Cuba e na Palucca Schule Dresden, na Alemanha. Buscou estudos complementares de teatro com Eugênio Barba, Júlia Varley, Roberta Carreri, Yara de Novaes, dentre outros, além de estudar canto e cultura popular brasileira. Trabalhou no Chemnitz e Erfurt Theater na Alemanha e, no Brasil, no Grupo de Dança 1º ATO, Mimulus Cia. de Dança e no Balé da Cidade de São Paulo. Paralelamente ao seu trabalho na Cia. MN, é intérprete criadora, tendo como seu mais recente trabalho o solo "Mulher Selvagem". É ainda diretora e coreógrafa e vem atuando cada vez mais como atriz.

"Vale salientar o refinamento de Rosa Antuña que também fala, dança e toca instrumentos, habilidades que se somam para projetá-la entre as melhores bailarinas do País" - Helena Katz para O Estado de São Paulo

"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão. Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

Aline Corrêa (RJ)

Solo: CICATRIZ

Duração: 16 minutos e 46 segundos

Release:

A relação entre identidade e memória costura o balé solo interpretado por Aline Corrêa (que também estreia como coreógrafa, compartilhando a assinatura com Paulo Emílio Azevedo). Na verdade, trata-se de um encontro entre aluna e professor, aprendiz e mestre, onde a relação de ensinar e aprender não configura, no entanto, um status sólido, finito e ou fixo entre estas duas gerações. Cicatriz vai um pouco além da imagética nostálgica e virtuosa composta para o corpo outdoor da bailarina; na via de mão dupla o que se interroga é também a possibilidade de "esquecimento" e ou de acessar uma zona de silêncio, ainda, incompreendida e incerta para a dança, outrora, daquela menina.

Currículo:

Aline Corrêa é intérprete pesquisadora, formada pela Escola Membros. Atuou na cia MEMBROS por 05 anos em diversos países. Atualmente faz parte do corpo da Cia Híbrida (RJ). Realizou diversos estágios, entres eles com a cia CENA 11 (SC) e Lia Rodrigues (RJ).

Lançamento do Livro: título "PALAVRA PROJÉTIL, poesias além da escrita"

21 horas

Local: Saguão do Teatro Oi Futuro Klauss Vianna

Release da Obra:

Lançado pela editora Ibis Libris, o título "PALAVRA PROJÉTIL, poesias além da escrita" faz referência a uma palavra que gera percurso, que é projetada! E, sendo um projétil pode tombar. No texto, faz-se presente a expressão de uma palavra perlocucionária, que movimenta o corpo, gerando por sua vez uma reação, uma performance. Muito além da escrita, a música, o registro visual e a potência do movimento ganham contornos na criação da obra, que tem em sua estética o traço urbano como ressalva. O livro é acompanhado de endereço de link para ouvir duas das poesias presentes no texto original, sendo estas produzidas pelo coletivo Le FUCOH. A produção visual é de Renato Negrão e Walter Mesquita.

Currículo do Autor:

Professor, Mestre em Políticas Sociais e Doutorando em Ciências Sociais. O seu trabalho atravessa eixos da cadeia produtiva e do pensamento nos campos da Educação e da Cultura, ilustrados pelo processo criativo, conceitual, na elaboração e gestão de projetos. Foi contemplado em diversas ocasiões, entre eles o prêmio "Rumos Educação, Cultura e Arte" em 2008 (edição 2008-10) pelo Instituto Itaú Cultural. Sua experiência se destaca pela capacidade de unir teoria e prática de modo espontâneo, sendo os resultados apresentados em mais de 20 países pelo mundo, com destaque para as ações no espaço urbano, na capacitação de educadores e formação de intérpretes. Educador, diretor artístico, poeta, coreógrafo, compositor, escritor. Um gestor de sonhos que transforma em ações vivas e multiplicadoras aquilo que parecia amorfo, inútil, incapaz, desastre. Seu atual programa de desenvo lvimento nos campos das Artes e Humanidades se chama cia GENTE. Palavra projétil é a 6ª obra do autor.

1) O que te levou a escrever a obra?

Curiosidade por uma lado, experimentação e necessidade por outro pelo universo da poesia; uma poesia que pudesse ser movimentada.

2) O que são as poesias além da escrita?

Em meu trabalho sempre esteve presente a relação com o movimento e a gestualidade. Todavia, também a palavra esteve por longa data provocando meu universo criativo. O livro tenta conectar estes dois universos como ações recíprocas: corpo e palavra como manifestações singulares de expressão do ser humano

3) Como foi o processo de criação?

Talvez isso tenha sido o mais interessante, unir elementos da palavra, do gesto e das artes visuais. O laboratório realizado entre o performer e artista visual Renato Negrão e o fotógrafo Walter Mesquita buscando dialogar com a poesia deu ainda mais movimento ao processo. A parte, o aprendizado com o designer, a editora... Enfim o laboratório até ver a coisa surgindo. Isso é genial!

4) Quais poetas de inspiram?

Alguns são mais conhecidos, como CLARICE LISPECTOR, AUGUSTO DOS ANJOS e parte da obra de VINÍCIUS DE MORAES; outros transitam em universos distintos como ARNALDO ANTUNES (meu preferido) e JOSÉ MIGUEL WISNIK.

5) O livro é composto de diversos temas? Como os elegeu?

Ele é organizado em três estações que chamei de TEMPESTADE, BRISA e QUASE ALEGRIA. Em cada uma delas os elementos, os temas e a elaboração além da escrita iam compondo uma cena

Domingo (6)

Sônia Mota(SP)

Solo: BUSCA OPUS 65

Duração: 11 minutos

Release:

Solo criado em 1987 pela bailarina e coreógrafa paulistana Sônia Mota junto com seu companheiro capixaba Marco Antônio Carvalho.

Dividido em três partes (tormentoso, con fuoco; expressivo ma non troppo e fuga, quasi libera), explicita a formação em balé clássico da intérprete, a construção de sua própria linguagem de dança contemporânea e a interpretação do ato de dançar no momento da sua apresentação.

Na época este solo chamou-se Busca opus 39.

Hoje ela o reapresenta como Busca opus 65.

Currículo:

Paulista, Sônia Mota exerceu um papel decisivo na dança contemporânea brasileira como bailarina, professora e coreógrafa.

De 1989 a 2004, residiu na cidade de Colônia na Alemanha, onde trabalhou como professora de dança, e empregou seu método Arte da Presença em escolas e companhias profissionais da Europa.

Em 2005, Sônia retornou aos palcos com o solo Vi-vidas, primeira parte de sua trilogia sobre o feminino na sociedade contemporânea. Nesse ano a obra foi reconhecida como um dos cinco melhores espetáculos de dança de Colônia e, em 2008, foi agraciada com o Prêmio Bravo! Prime Cultura por melhor coreografia.

Em 2007, estreia o duo QuaaDriDuuo, a segunda parte da trilogia que trata sobre as relações entre homem e mulher. Dois anos mais tarde, Sônia retomou suas atividades artísticas no Brasil e foi convidada para fazer a direção do espetáculo 22 Segredos para a Cia. de Dança Palácio das Artes.

Em março de 2010, Sônia Mota assumiu a direção da Cia. de Dança com a proposta de valorizar a trajetória artística e a qualidade técnica de seus integrantes.

Dudude (MG)

Solo: ?ESTUDO IMPREVISÍVEL PARA UMA PRIMAVERA IMPREVISÍVEL?

Duração: 40 minutos

Release:

"Uma pessoa que dança aquecida pela musica de Igor Strawinsky, uma composição carregada de historias de dança, de memoria de dança, de

desejos de dança. Tudo muito!

Um risco em pleno risco.

Ela vai ... no corpo desejo, na cena vida.

A primavera deste tempo século 21, isto a interessa....

Composição em tempo real.

Matéria usada, movimento.

Musica Sagração da Primavera/ Igor Strawinsky, ano 1913.

Depois de 100 anos, comemoramos e celebramos em coro sua existência.

Uma homenagem singular dentro de uma homenagem singular para os 10 anos do 1,2 na Dança"

Currículo:

Dudude Herrmann é bailarina, improvisadora, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança. Estuda e trabalha desde a década de 70 a pedagogia de ensino da dança contemporânea.

Dudude Herrmann é reconhecida por sua resistência, persistência e insistência neste terreno artístico, em que vem trabalhando a linguagem da improvisação em dança com assiduidade e interesse. Trabalha com artistas de áreas afins como música, teatro e artes plásticas. Ao longo de sua formação teve sempre como fomento o encontro com grupos diversos de arte.

- Trabalhou como professora e/ou coreógrafa para o Grupo Galpão, Cia Burlantins, Grupo de Dança 1º Ato, Companhia de Dança do Palácio das Artes, Grupo do Beco do Conglomerado Santa Lúcia, Oficinão Galpão Cine-Horto.

GERAÇÃO TRANSFORMA: Dudude fez parte da geração formada pelo TransForma Centro de Dança Contemporânea, criado e gerido por Marilene Martins, onde permaneceu de 1970 a 1981, primeiramente como aluna e mais tarde como bailarina, professora , coreógrafa e durante um ano (1981) como diretora artística do Grupo TransForma. Foi nessa época que realizou seu primeiro trabalho coreográfico, Escolha seu Sonho, criado para o grupo.-

-Fundou e dirigiu a Benvinda Cia de Dança de 1992 até meados de 2007, no intuito de aprofundar e inventar uma dança conectada aos nossos anseios brasis.

- Em 2001 Dudude Herrmann recebeu a Bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura do Brasil, para reciclar e vivenciar outros ares numa residência no Centro Coreográfico de Orleans, na França, a convite de JosefNadj, diretor do mesmo Centro, com aprofundamento na linguagem da improvisação, visando à composição instantânea, "onde a escrita e o diálogo com o instante fazem o evento transformar em tempo presente a arte do improvisador. O inusitado, o efêmero, o acontecimento, que em determinado ato faz ações do presente se tornarem inesquecíveis, tanto para os olhos e corpos de quem vê quanto para o artista que transcreve corporalmente o diálogo do instante".

- Em 2003 desenvolveu seu projeto selecionado pelas Bolsas Vitae de Artes, Poética de um Andarilho - A Escrita do Movimento no Espaço de Fora. Dentro deste projeto ela pôde escrever um material para a edição de um livro poético sobre o

- Em 2004 estreiou os espetáculo Maria de Lourdes em Tríade, um solo-monólogo, e Tanque, uma parceria com Marco Paulo Rolla.

- Foi convidada, em 2005, para apresentar seu trabalho Um solo para uma dança e um violão em Paris (França), no Ano do Brasil na França.

- Estreou em 2006 seu espetáculo "Na Planície, Logo Montanha, Aparece o Mar...." Neste mesmo ano, apresentou-se na Copa da Cultura em Berlim (Alemanha).

Em 2007 fez turnê no Equador, apresentando seu mais novo trabalho Sem, um colóquio sobre a falta.

Atualmente, Dudude continua desenvolvendo tanto seu trabalho artístico como pedagógico; ministra oficinas e cursos em diversas cidades do Brasil e estreiou recentemente seu espetáculo"A Projetista" (no Festival 1,2 na Dança de Belo Horizonte), em comemoração aos seus 40 anos de carreira.

SERVIÇO

1, 2 NA DANÇA

Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (329 lugares). Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras, ? 3223-6756. ?? Quarta (2), quinta (3), sexta (4) e sábado (5),

20h, e domingo (6), 19h. R$ 12,00. Bilheteria: 15h às 21h (ter. a sábado); 13h às 19h (domingo). Cd: todos. Cc: todos.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE