Teatro

Programação de teatros para os dias 28 de julho a 03 de agosto

- Atualizado em

Vagner Antônio
(Foto: Redação VejaBH)

Andréia Quaresma e Talita Braga em As Rosas no Jardim de Zula: a primeira montagem da Zula Cia de Teatro

ESTREIA AS ROSAS NO JARDIM DE ZULA, criação coletiva da Zula Cia de Teatro com Cida Falabella. Revelado no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, o grupo Zula Cia de Teatro apresenta sua primeira montagem, em formato de teatro documentário. Com projeções de imagens, o elenco narra a história de uma mulher que abandona os três filhos e tenta, na rua, encontrar um sentido para a sua existência. Ela se prostitui, cria vínculos com outras mulheres e é presa por tráfico de drogas. Hoje, é empregada doméstica no interior de Minas Gerais, casada com o caminhoneiro que a tirou da marginalidade. Com músicas consideradas bregas, a trilha sonora traz o contraponto dramático ao tom narrativo do espetáculo. Direção de Cida Falabella (70min). 14 anos. Espaço Multiuso do Sesc Palladium (100 lugares). Avenida Augusto de Lima, 420, Centro, ☎ 3214-5355. → Sábado e domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/21h (ter. a dom.). Cc: M e V. Cd: M e V. IC. Até dia 12. Estreia prometida para sexta (4).

REESTREIAS EM ALGUM LUGAR, de André Luiz Dias. Duas personagens vivenciam suas dores enquanto questionam a influência da outra em suas escolhas. Neste reencontro, as amigas deparam com o maior de seus inimigos, elas mesmas. Confundem-se com o passado e se apegam à possibilidade de convivência com algo ou alguém que já não conhecem mais. O drama traz referências aos poetas Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e Clarice Lispector. Direção do autor (55min). 12 anos. Estreou em 12/8/2011. Teatro João Ceschiatti (148 lugares). Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7400. → Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 14,00. Bilheteria: 10h/21h (seg. a sáb.); 14h/20h no domingo. Cc: M e V. Cd: M e V. IC. Até dia 5. Reestreia prometida para sexta (3).

COMO A GENTE GOSTA, adaptação livre da obra de William Shakespeare. Teatro de rua. Exilados pelo novo duque, Rosalinda e Orlando são obrigados a deixar a corte. Ela foge acompanhada por sua prima Célia e, para se protegerem dos perigos da floresta, Célia se disfarça na camponesa Aliena e Rosalinda, no jovem Ganimedes. Na floresta de Arden, Rosalinda — como Ganimedes - brinca com seu enamorado Orlando, fazendo-o imaginar que ela é de verdade sua amada. Célia se apaixona por Oliver — irmão mais velho de Orlando — e Oliver por Aliena, o disfarce de Célia. Pela floresta, também aparece Sílvio, devotadamente apaixonado pela pastora Febe — que se encanta por Ganimedes, sem saber que ele é de fato uma mulher. Rosalinda, no meio desse quiproquó de amores, tece sua trama para resolver toda a confusão. Com Mariana Arruda, Hugo Araújo, Leonardo Rocha e Marielle Brasil. Direção de Eduardo Moreira (60min). Livre. Estreou em 17/12/2011. Praça Floriano Peixoto, s/n°, Santa Efigênia. Neste sábado (28), 19h. Grátis.

A DESCOBERTA DAS AMÉRICAS, de Dario Fo. Sozinho em cena, sem nenhum apoio cenográfico, de figurino ou de música, Julio Adrião encarna Johan Padan, protagonista do monólogo. Adaptado pelo ator em parceria com a diretora Alessandra Vanucci, o texto do escritor italiano narra a história de um zé-ninguém que foge da Inquisição e embarca numa das caravelas de Cristóvão Colombo em direção ao Novo Mundo. Começa aí a brincadeira com a versão original dos fatos. Sem saber o seu destino, o personagem fanfarrão passa por poucas e boas a bordo e nas cercanias do navio. Sobrevive a um naufrágio, aprende a língua dos nativos e testemunha sua matança. É preso, escravizado e quase devorado por canibais. No fim das contas, ele consegue se safar após convencer os índios de que é capaz de fazer milagres e guiar os novos colegas em um exército de libertação que expulsa os espanhóis invasores. Usando técnicas incorporadas da commedia dell'arte, do clown e do teatro de rua, Julio Adrião toma posse do palco com um desempenho primoroso, que lhe rendeu o Prêmio Shell de 2005. Interpreta não só o narrador e seu neto, como também toda a tripulação espanhola, as tribos indígenas e até árvores e animais. A apresentação integra o projeto Artes Cênicas Mês a Mês, idealizado pelo Grupo Oriundo de Teatro (90min.) 14 anos. Estreou em 30/7/2006. Funarte MG (100 lugares). Rua Januária, 68, Floresta, ☎ 3213-3084. Sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 10,00. A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Cc: M e V. Cd: M e V. Até este domingo (29). Reestreia prometida para este sábado (28).

POR PARTE DE PAI, de Bartolomeu Campos de Queirós. No monólogo, a atriz Nathália Marçal recria uma das principais obras do escritor mineiro, morto no início deste ano. A personagem revive intensamente o período em que esteve ao lado dos avós numa cidade do interior e recupera o prazer e os medos daquela convivência tão determinante para a sua personalidade. A descoberta da vida e do amor e a percepção concreta da perda marcam uma narrativa poética e sensível sobre um tempo que não retorna, a não ser quando chamado pela saudade. O cenário e o figurino da peça são assinados pelo estilista Ronaldo Fraga. Direção de André Paes Leme (60min). 12 anos. Estreou em 27/6/2012. Teatro Dom Silvério (395 lugares). Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, ☎ 3209-8989. → Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 5,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a sáb.); 14h/20h no domingo. Cc: todos. Cd: M e V. TF. Até dia 5. Reestreia prometida para sexta (3).

OS SEM VERGONHAS, de Daniel Botti. No palco desta comédia, seis homens desempregados se reúnem em uma oficina mecânica no boêmio Bairro da Lagoinha para jogar conversa fora e discutir, desesperadamente, ideias fantásticas para ganhar dinheiro. Depois de muitos planos absurdos e engraçados, eles chegam a um consenso: fazer strip-tease é uma boa forma de arrecadar um trocado. Com Ilvio Amaral e Maurício Canguçu. Direção de Guilherme Leme. (80min). Livre. Estreou em 5/7/2005. Teatro Alterosa (320 lugares). Avenida Assis Chateaubriand, 499, Floresta, ☎ 3237-6611. → Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 / Postos Sinparc, R$ 12,00. Bilheteria: terça a domingo, de 12h às 19h30, e no dia do espetáculo até a hora da apresentação. Até este domingo (29). Reestreia prometida para este sábado (28).

EM CARTAZ ANTICORPOS, de Patrick Sampaio. Os cariocas do Brecha Coletivo discutem a evolução tecnológica aliada à condição do corpo humano nesta mistura de drama e ficção científica. A peça retrata a história de Anelise, uma melancólica e orgânica embrulhadora de presentes de um antiquário, perseguida por uma contínua sensação de não pertencimento. Anelise guarda um segredo que a torna diferente das pessoas a sua volta e que pode ameaçar sua permanência no emprego. Ao conhecer a misteriosa Glória, ela tem a chance de mudar sua condição de forma radical e definitiva. A produção tem caráter work in progress, que vai permitir a criação de um espetáculo colaborativo com estreia prevista ainda para o segundo semestre. Para isso, depois de cada apresentação, o grupo protagoniza uma conversa sobre processo criativo, dramaturgia e criação colaborativa (60min). 14 anos. Estreou em 27/7/2012. Galpão Cine Horto (200 lugares). Rua Pitangui, 3613, Horto, ☎ 3481-5580. Sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 20,00. A bilheteria abre duas horas antes. Até este domingo (29).

✪✪✪ DESCULPA QUALQUER COISA. Comédia. A apresentação é comandada por Bruno Berg (Queijo, Comédia e Cachaça), João Basílio (Os Comédia), Bruno Costoli e Thiago Carmona (ambos da Liga da Comédia). Com temas provocativos, mas pouco ofensivos e escrachados, os humoristas envolvem a plateia numa onda de aplausos e gargalhadas. Para incrementar o formato stand-up, o quarteto simula uma mesa-redonda bem-humorada, em que são discutidas as principais notícias da semana. A ausência de Thiago Carmona não pareceu empobrecer o espetáculo, caprichado com a atuação de João Basílio (80min). 14 anos. Estreou em 5/9/2011. Pátio Espanhol (100 lugares). Avenida do Contorno, 4035, São Lucas. ☎ 3324-4035. → Sábado, 21h30. R$ 15,00. Cc: M e V. Cd: M e V. Até este sábado (28).

✪ UMA EMPREGADA QUASE PERFEITA, de Ronaldo Ciam­broni. Comédia. Jovens recém-casados contratam empregada com a ajuda de uma agência. Ao chegar à casa, a moça vê que o patrão é um antigo namorado e faz de tudo para minar o seu relacionamento. A fórmula machão com experiências homossexuais, travesti e garota burra é tão previsível que chega a incomodar. A narração descosturada empobrece a trama e nem os eventuais timings da empregada, vivida por Carlinhos Brasil, conseguem tornar o espetáculo menos enfadonho. Direção de Juliano Maia (70min). 12 anos. Estreou em 27/11/2011. Teatro Imaculada Conceição (390 lugares). Rua Aimorés, 1600, Lourdes, ☎ 3014-5382. → Sábado, 21h; domingo, 19h30. R$ 30,00 / Postos Sinparc, R$ 14,00. A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo. Até este domingo (29).

✪✪✪✪ MORTE E VIDA SEVERINA, de João Cabral de Melo Neto. O retirante Severino, interpretado por Tiago Colombini no musical Morte e Vida Severina, é um nordestino desesperançado. Acometido pela seca e pela precária e insustentável condição de vida do sertão paraibano, ele parte em direção ao litoral em busca da sobrevivência. Lançada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), em 1965, e consagrada no Festival de Nancy, na França, a peça inspirada no auto de Natal de João Cabral de Melo Neto ganha nova roupagem nas mãos de Pedro Paulo Cava, um dos diretores mais expressivos do teatro mineiro. Cava projeta no cenário imagens do artista plástico Candido Portinari, com destaque para a série Retirantes. Ao todo, 58 quadros se alternam sobre uma tela, de onde sai o elenco. A impressão é de que eles emergem dos painéis, e o brilho da luz só embeleza e intensifica a dramaticidade do enredo. Representando os mais de cinquenta personagens do poema, os quinze atores transitam sem aparente esforço no papel de músicos e cantores. Atração à parte, o violeiro cego Evaldo Nogueira executa com precisão e virtuosismo a trilha sonora, criada originalmente por Chico Buarque e com composições de Luiz Gonzaga, Edu Lobo e Geraldo Vandré (90min). 12 anos. Estreou em 28/9/2011. Teatro da Cidade (173 lugares). Rua da Bahia, 1341, Centro, ☎ 3273-1050. Quinta a sábado, 20h30; domingo, 19h. R$ 30,00 (qui. e sex.) e R$ 40,00 (sáb. e dom.). Antecipado, R$ 12,00 / Postos Sinparc, R$ 12,00 (qui. e sex.) e R$ 15,00 (sáb. e dom.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. e sex.); a partir das 16h (sáb. e dom.). Até este domingo (29).

✪✪✪ NAVALHA NA CARNE, de Plínio Marcos. Levado aos palcos pela primeira vez em São Paulo, em 1967, o drama do autor santista ganhou visibilidade com a direção de Fauzi Arap, em 1968. Proibida pela censura, a montagem só pôde ser encenada treze anos depois. Na versão original, as cenas se concentram em um quarto de bordel, onde uma prostituta, um cafetão e um homossexual, empregado do estabelecimento, vivem de forma marginalizada. A releitura do Grupo Confesso transpõe o espetáculo para uma casa de show. Na trama, a prostituta Neusa Sueli (Clébia Vargas) enfrenta a desconfiança do cafetão Vado (Alex Valle) a respeito do sumiço do pagamento. Um desentendimento com o homossexual Veludo (Guilherme Colina) detona o conflito. Muito bem construído, o ambiente valoriza a atuação dos protagonistas, que mostram vigor e despojamento no tête-à-tête com os espectadores, posicionados como coadjuvantes do espetáculo. Direção de Guilherme Colina (60min). 16 anos. Estreou em 6/2/2012. Espaço Cultural Oratório (35 lugares). Rua Álvares Maciel, 190, Santa Efigênia, ☎ 8718-5498. → Sexta e sábado, 20h30. R$ 12,00. A bilheteria abre meia hora antes. Até 11 de agosto, com exceção deste sábado (28).

PÉROLAS DO TEJO, de Carlos Nunes. Depois de quatro anos fora de cartaz, a comédia volta aos palcos mineiros. Na montagem, o humorista Carlos Nunes mescla casos e piadas com base em personagens reais, como suas tias Carmelita, Neneca e Piquitita, seu tio Juvenal, sua irmã e seu primo Antônio Júnior. O nome do espetáculo é uma homenagem à sua avó, Salomé Alves Pereira. Nascida em Portugal, na cidade de Lisboa, às margens do Rio Tejo, dona Salomé trouxe para o Brasil, de valor, apenas um colar de pérolas (75min). 14 anos. Estreou em 12/6/1997. Teatro Dom Silvério (395 lugares). Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, ☎ 3209-8989. → Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00 / Postos Sinparc, R$ 15,00. Bilheteria: 12h/20h (seg. a sáb.); 14h/20h no domingo. Cc: todos. Cd: M e V. TF. Até domingo (29).

QUEM RIR POR ÚLTIMO É..., de José Márcio Corrêa. Comandado por José Márcio Corrêa, Alberto Carvalho, José Geraldo Leite, Luciano Ferreira e Guilherme Pessoa, o espetáculo se aproxima dos shows humorísticos, com quadros cômicos inspirados no cotidiano e sátiras a programas de TV e músicas. A interação com o público também faz parte da comédia. Direção do autor (70min). 8 anos. Estreou em 10/3/1997. Teatro Sesiminas (660 lugares). Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, ☎ 3241-7181. → Sábado, 19h e 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 / Postos Sinparc, R$ 15,00. Bilheteria: 13h/19h todos os dias. IR. Até domingo (29).

TURMA DA COMÉDIA. Na nova temporada de stand-up de humor leve e informal, voltam os personagens, os esquetes e a interação com a plateia. No show, o imitador Cristiano Luiz incorpora o apresentador Sílvio Santos. Também sobe ao palco o comediante e publicitário Rafael Mazzi, que já integrou o elenco de Tom Cavalcante no programa Show do Tom, na Rede Record. As participações especiais são a grande novidade do espetáculo. Desta vez, o convidado é Beto Sorolli, do elenco de Meu Amigo Charlie Brown, musical apresentado em São Paulo (70min). 14 anos. Teatro Sesi Holcim (115 lugares). Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, ☎ 3241-7181. → Sábado, 19h. R$ 40,00. Bilheteria: todos os dias, das 13h às 19h. Até sábado (28).

A VIRGEM DE 40 — AGORA OU NUNCA, de Aziz Bajur. A sonhadora Norma, interpretada por Jaqueline Mello, esperou a vida toda por seu príncipe encantado, que nunca apareceu. Frustrada, ela contrata um garoto de programa para festejar o seu 40º aniversário. A tão esperada perda da virgindade transforma-se em uma tremenda confusão nesta comédia, debruçada em tiradas tão românticas quanto engraçadas. Direção de Marco Amaral (75min). 14 anos. Estreou em 23/11/2007. Teatro Icbeu (250 lugares). Rua da Bahia, 1723, Lourdes, ☎ 3224-5605. → Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h30. R$ 30,00 / Postos Sinparc, R$ 12,00. A bilheteria abre uma hora antes. Até 12 de agosto.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE