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Belo Horizonte tem a população que mais frequenta teatro no país

Pesquisa Ibope mostra que 15% dos entrevistados viu pelo menos uma montagem nos últimos trinta dias

Por: João Renato Faria - Atualizado em

Guto Muniz
(Foto: Redação VejaBH)

As cadeiras dos teatros de Belo Horizonte estão disputadas. Uma pesquisa divulgada pelo Ibope na última sexta (30) apontou BH como a capital com maior frequência da população em montagens de peças e óperas. A cidade aparece empatada com o Rio de Janeiro com 15% dos entrevistados respondendo que assistiram pelo menos um espetáculo nos últimos trinta dias. A média do país é de 11% e em segundo lugar, também empatadas, aparecem Salvador e Porto Alegre, com 13%. Também foram pesquisadas São Paulo, Brasília, Curitiba, Recife e Fortaleza.

Para Cássio Pinheiro, assessor especial da presidência da Fundação Municipal de Cultura, o fato de ser sede de grupos de artes cênicas como o Corpo e o Galpão ajuda a explicar esta liderança. "Temos um trabalho de qualidade internacional em BH", diz ele, que também é ator e diretor. Ele também destaca grupos como o Espanca! e o Zap 18, que trabalham linguagens mais contemporâneas em palcos alternativos. "A cena teatral está pulsando com muita força." Eventos como a Campanha de Popularização e o Festival Internacional de Teatro (FIT) ajudam a deixar as casas cheias. "Em termos de público, a Campanha é um dos maiores projetos dedicados às artes cênicas do país", diz Pinheiro.

A pesquisa mostra, ao mesmo tempo, que 85% das pessoas não foi ao teatro. O detalhe não escapa de Pinheiro, que sonha com um número bem maior nos próximos anos. Para esse aumento, ele revela que a prefeitura está discutindo com a categoria artística os investimentos para 2013. A volta de um velho conhecido da cidade também é esperada. Em reforma desde 2009, o Teatro Francisco Nunes já tem disponível cerca de 10 milhões de reais para a conclusão da obra, o que deve acontecer em janeiro de 2014. "Queremos que esse número chegue a pelo menos 50% das pessoas indo aos espetáculos", diz. Vai faltar cadeira.

Fonte: VEJA BELO HORIZONTE